VITÓRIA DE GONÇALO NO SAMU
O grupo situacionista venceu as eleições do consórcio CISRUN, que administra o SAMU. Gonçalo (PT), prefeito de Icaraí de Minas, contou com o apoio do então presidente Rômulo Carneiro (PT), ex-prefeito de Juvenília, para superar o prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), representante da oposição. A votação terminou em 38 a 27.
Esse resultado reflete uma vitória política do deputado Paulo Guedes (PT) sobre os deputados Arlen Santiago (Avante) e Marcelo Freitas (União Brasil). Nunca antes no Norte de Minas se viu uma campanha tão intensa como a liderada pelo grupo que apoiou o prefeito de Montes Claros, na tentativa de conquistar a presidência de um consórcio ou associação de prefeitos.
TUDO ESTÁ EM SEU LUGAR
Como já se esperava, os grupos situacionistas venceram as eleições em todos os consórcios e associações de prefeitos no Norte de Minas. Nos consórcios mais disputados – CISRUN e CIMAMS, os únicos também onde houve batida de chapa –, a disputa política entre Paulo Guedes e os deputados Marcelo Freitas/Arlen Santiago terminou em empate: 1×1.
No fim, “tudo está em seu lugar”, como na canção de Benito di Paula, ou, para quem prefere ditados populares, “ficou tudo como dantes no quartel de Abrantes”.
A PARTICIPAÇÃO INÉDITA DE MONTES CLAROS
A candidatura de Guilherme Guimarães representou uma novidade na história recente de Montes Claros. Nenhum dos prefeitos anteriores da cidade havia disputado a presidência de um consórcio ou associação de prefeitos, seja por chapa única, muito menos com disputa entre chapas.
No passado, durante a fundação da AMAMS, o então prefeito Antônio Lafetá Rebello foi o primeiro presidente da entidade, mas sua nomeação foi por aclamação, apenas para iniciar os trabalhos da associação. Historicamente, Montes Claros sempre se manteve fora dessas disputas, adotando uma postura de cidade anfitriã e magistrada, devido à complexidade e à grandeza da sua administração municipal.
CONSEQUÊNCIAS DA VITÓRIA
Para se candidatar ao CISRUN, Guilherme negociou o pagamento da dívida da Prefeitura de Montes Claros com o consórcio. Como resultado, Gonçalo assumirá o SAMU com um caixa reforçado, especialmente pelo oportuno aporte financeiro do maior município filiado, que também é, naturalmente, o maior utilizador dos serviços.
O que se espera agora é que as disputas políticas cessem, permitindo que os prefeitos consorciados trabalhem em conjunto para garantir a melhoria contínua do atendimento de urgência e emergência oferecido pelo SAMU.
AS RECLAMAÇÕES PÓS-ELEIÇÃO
Após o resultado no CISRUN, o grupo derrotado apresentou reclamações semelhantes às que ocorreram na eleição do CIMAMS – com os papéis de vencedores e vencidos invertidos. Tais manifestações são naturais no contexto político e já esperadas.
O importante é que essas disputas não levem à fragmentação ou à criação de novos consórcios, que, em número crescente, começam a exceder os limites do bom senso.
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