PRESIDÊNCIA DA CÂMARA
Até o presente momento, três nomes são mencionados para a Presidência da Câmara em Montes Claros. O atual presidente, Júnior Martins (PP), se articula em busca da reeleição. Nos bastidores, também são comentados como postulantes os vereadores Igor Dias (PRD), atual primeiro-secretário da Casa, e Claudim da Prefeitura (Cidadania), ex-presidente. Uma coisa é certa: a menos que haja uma candidatura de consenso, as vereadoras Graça da Casa do Motor (União Brasil) e Maria Helena Lopes (MDB) não estarão no mesmo barco. Ambas usarão suas experiências no legislativo para influenciar o processo.
REUNIÃO DE PAULO GUEDES
O deputado federal Paulo Guedes (PT) reuniu, para um almoço nesta segunda-feira (11), na Churrascaria Farroupilha, em Montes Claros, os prefeitos eleitos em sua base política. Uma presença chamou atenção: o prefeito de Janaúba, Zé Aparecido (PSD), candidatíssimo à presidência do CIMAMS, o consórcio de prefeitos mais disputado pelas lideranças políticas regionais. Zé deverá ter o apoio dos prefeitos mais diretamente ligados a Paulo Guedes na disputa. Seu principal concorrente, pelo menos de acordo com a nuvem que está no céu agora, deverá ser o prefeito reeleito de Curral de Dentro, Tampinha (União Brasil), apoiado pelo atual presidente Valmir Morais (Avante), prefeito de Patis.
GASTARAM, MAS NÃO LEVARAM
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nove dos dez candidatos a prefeito em Minas Gerais que mais investiram dinheiro do próprio bolso em suas campanhas não foram eleitos. Entre eles está o ex-prefeito Ruy Muniz, que já está se tornando um eterno candidato à Prefeitura de Montes Claros, tendo gasto R$ 382 mil de seus próprios recursos. Ele terminou o pleito em segundo lugar, mas seus votos foram anulados por decisão do TRE-MG. Ruy também foi o segundo colocado entre os candidatos mineiros que mais gastaram consigo mesmos. O primeiro foi Olavo Condé (PSDB) em Paracatu, que gastou R$ 416 mil, mas recebeu apenas 15% dos votos.
ALDAIR SECRETÁRIO
Existem especulações que são um tanto quanto óbvias. Uma delas é sobre o eventual aproveitamento do vereador Aldair Fagundes (União Brasil) no secretariado do prefeito eleito Guilherme Guimarães, também do União. Aldair exerceu o papel informal de líder de governo nos oito anos do governo Humberto Souto, fato que motivou, inclusive, sua saída a fórceps do PT. O elo de Aldair com o grupo que está e continuará na Prefeitura é tão grande que, em 2020, ele foi candidato pelo Cidadania, partido de Humberto, e agora, em 2024, pelo União, seguindo Guilherme. Portanto, é natural que, não reeleito e numa suplência distante, Aldair seja secretário a partir de janeiro. Como atuou como articulador político todo esse tempo, fazendo um link entre a Prefeitura e a Câmara, ele pode ser escalado para continuar nessa função, só que agora oficialmente.
ALDIMAR ATRAPALHOU
A não reeleição de Aldair Fagundes tem nome e sobrenome: Aldimar Teixeira Soares (PSD), que foi seu assessor até a undécima hora e saiu candidato a vereador, dividindo votos com ele na região do Grande Santos Reis. Os 2.076 votos de Aldair somados aos 1.254 de Aldimar garantiram a terceira colocação na chapa do União Brasil, que conquistou cinco cadeiras na Câmara, e a primeira do PSD, que elegeu três vereadores. Aldair e Aldimar tinham exatamente o mesmo público-alvo. Aldimar integra a chamada “Coalisão da Maiada”, formada por candidatos a vereador do Grande Santos Reis não eleitos, que pretende apoiar em conjunto um único candidato a deputado estadual e um único candidato a deputado federal nas eleições de 2024. Aldair, que deverá acompanhar os candidatos indicados por Guilherme Guimarães, ainda não faz parte dessa corrente.
FALE COM A COLUNA
Para participar da nossa lista de transmissão e receber a coluna em primeira mão, salve o contato (38) 99865-5654 e mande uma mensagem manifestando seu interesse. Acompanhe-nos também pelo Instagram @pecealmeidajunior. Muito obrigado e até a próxima!
Compartilhe:
