DECEMBER 9, 2022

Prejuízo além da fumaça: estiagem e queimadas devem encarecer alimentos em Minas

Reajuste pode ser maior para tomate, abóbora moranga, milho e soja

Foto: Maurício Vieira

A estiagem de mais de 150 dias e as queimadas têm prejudicado a produção de alimentos em Minas, e o consumidor vai sentir no bolso o peso dessa dupla tragédia. A falta de chuva e a destruição provocada pelo fogo vão impactar nos preços do atacado e depois nas redes de varejo, fazendo o cliente final pagar mais caro por hortaliças, legumes e frutas. O aumento pode chegar a 10%.

A tendência é que o reajuste no valor dos produtos seja notado ainda neste mês e também em outubro, segundo o presidente da Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros das Ceasas do Estado de Minas Gerais (APHCEMG), Luciano José Lopes.

Dentre os alimentos mais impactados, Lopes cita tomate, abóbora moranga, milho e soja. Segundo ele, a falta de água é o que mais prejudica a lavoura atualmente, diminuindo a oferta dos produtos.

De acordo com Luciano Lopes, está faltando água para irrigar as plantações. “Nem todo mundo consegue ter um poço artesiano na fazenda. Neste ano a seca foi muito pesada e também teve dificuldade de mão de obra. Isso tudo pesa”.

Conforme o Hoje em Dia mostrou na semana passada, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) declarou  situação crítica de escassez hídrica superficial em porções hidrográficas em Minas. A medida se deve à estiagem e impacta 320 outorgas de direito de uso da água, com restrições na captação em rios que cortam 17 municípios.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) foi procurada para falar sobre o assunto, mas informou que a porta-voz só estaria disponível nesta quinta-feira (19). A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) informou que que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) “ainda está realizando um levantamento”.

Mudanças climáticas também vão aumentar preços de alimentos no país

As variações súbitas de clima, com sequência de períodos de calor e frio intensos e o impacto da seca, que favorece a ocorrência de queimadas, também devem pressionar os preços em São Paulo, conforme o economista Thiago de Oliveira, da Companhia de Entrepostos e Armazéns (Ceagesp).

Lá, de acordo com Oliveira, a pressão afeta mais os cítricos, como laranjas e limões. “Se não houver uma melhora considerável na umidade, haverá um aumento de custo considerável. Estamos falando do meio de outubro”, afirma o economista.

As hortaliças, tanto folhas como legumes, podem ter impacto em dezembro.

Os preços de frutas e verduras têm histórico de queda recente, tanto de acordo com a Ceagesp quanto o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que registrou recuo nos últimos dois meses nos custos de produtos da cesta básica

* Com Agência Brasil

 

Compartilhe:

Notícias Relacionadas

Cidade Economia Investimento Montes Claros

Último dia para aproveitar campanha de consórcio da Credinor com descontos de até 58%

Cidade Economia Inflação Investimento Montes Claros Norte de Minas

Credinor lança Campanha de Consórcio com as menores taxas dos últimos anos

Economia Empreendedorismo Montes Claros Norte de Minas

As Joias do Cerrado: Mulheres que Transformam o Norte de Minas pelo Sabor