DECEMBER 9, 2022

PL que declara Catopê patrimônio pronto para 2º turno na Assembleia

“Importante conquista para a cultura popular mineira, especialmente de Montes Claros e do Norte de Minas”, ressaltou Gil Pereira

Foto: Divulgação/deputado Gil Pereira

A Assembleia Legislativa (ALMG) aprovou nesta quarta-feira (24), em 1º turno de votação, o Projeto de Lei (PL) 3.253/2021, de autoria do deputado Gil Pereira, que declara patrimônio histórico, artístico e cultural do Estado a dança folclórica Catopê.

O texto aprovado reconhece também, como de relevante interesse cultural do Estado, os grupos tradicionais de Catopês, Marujos e Caboclinhos de Minas Gerais. O PL passará por votação em 2º turno no Plenário para posterior sanção do governador do Estado.

“Há quase dois séculos (182 anos), esta bonita e emocionante manifestação cultural popular vem estabelecendo relações entre história, religiosidade, música, performance e dança, por meio das Festas de Agosto, em Montes Claros, preservando nossas raízes”, destacou o deputado Gil Pereira, em justificativa à sua proposição.

Gongado mineiro

“Estabelecemos, ainda, o reconhecimento aos grupos tradicionais de Catopês (influências africanas), Marujos (tradições portuguesas e espanholas) e Caboclinhos (referências aos indígenas brasileiros), que compõem a riqueza e autenticidade do congado mineiro”, detalhou Gil Pereira.

“Herança coletiva essencial, essas manifestações culturais, representadas pelos grupos que desfilam com seus trajes, fitas, penas, cocares coloridos e ritmos, contribuem para a perpetuar os nossos costumes e crenças, além de enriquecer a diversidade da cultura nacional”, completou o parlamentar.

Festas de Agosto

“Momento que resgata a memória e, de forma expressiva, os costumes que fazem parte da tradição de Montes Claros e da região. Belo espetáculo artístico das mais puras manifestações culturais, o colorido das fitas enfeita as ruas para receber os Ternos do Congado, com seu bailado cadenciado e batuque marcante, que arrastam milhares de participantes. Fruto do encontro do catolicismo popular com rituais de tradição africana, indígena e portuguesa, devoção e homenagem a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e ao Divino Espírito Santo”.

“É uma importante representação cultural, de caráter popular, do folclore brasileiro. Homens, mulheres e crianças participam das encenações, danças e do manuseio de instrumentos musicais. Aliados aos marujos e caboclinhos, os catopês compõem o contexto das Festas de Agosto, em Montes Claros”, resume a justificação parlamentar.

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