DECEMBER 9, 2022

Cursos da UFMG em Montes Claros são acreditados pelo Arcu-Sul

Acreditação permite o intercâmbio científico entre instituições da América do Sul e mais facilidade na revalidação de diploma no exterior

Foto: Lucas Braga /UFMG

Os cursos de Agronomia e Engenharia de Alimentos do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFMG são os mais novos acreditados pelo ARCU-SUL. O Sistema de Acreditação Regional de Cursos de Graduação do Mercosul e Estados Associados (Arcu-Sul) é um mecanismo permanente de acreditação regional do Setor Educacional do Mercosul. O sistema avalia e acredita cursos universitários no âmbito do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e de nações associadas ao bloco. Os países que reconhecem mutuamente a qualidade acadêmica dos cursos são Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.

O objetivo é dar garantia pública dos níveis de qualidade acadêmica e científica dos cursos. Além disso, a habilitação no Arcu-Sul propicia ao formado a possibilidade de revalidar o diploma pela tramitação simplificada, que consiste em uma análise de compatibilidade entre o diploma obtido no exterior e o brasileiro, sem realização de provas.

Atualmente, 519 cursos são acreditados pelo Sistema Arcu-Sul, sendo 90 do Brasil. A avaliação no campus Montes Claros foi realizada no segundo semestre do ano passado. Direção do Instituto de Ciências Agrárias, docentes, discentes, servidores técnico-administrativos (dos laboratórios, secretaria de colegiado, biblioteca entre outros), egressos, empregadores de nossos egressos, coordenação do Centro de Extensão e diretoria de avaliação institucional da UFMG participaram do processo e participaram de reuniões com os membros da comissão avaliadora.

Novas possibilidades
O curso de Agronomia do Instituto de Ciências Agrárias foi implantando em 1998, sendo o primeiro curso de graduação da UFMG em Montes Claros. Para a coordenadora, professora Claudinéia Nunes, a acreditação do Arcu-Sul é um marco que vai proporcionar novas experiências a docentes e alunos. “A acreditação pelo Sistema Arcu-Sul representa uma validação externa da qualidade e excelência do curso de Agronomia oferecido pelo Instituto de Ciências Agrárias e vai facilitar a movimentação de estudantes e professores entre as instituições acreditadas, agilizar os processos de reconhecimento de títulos ou diplomas universitários e proporcionar o intercâmbio científico e cultural que favoreça o conhecimento recíproco e a cooperação solidária entre as respectivas comunidades acadêmicas dos países”, afirma. 

No Brasil, apenas três cursos de Engenharia de Alimentos eram acreditados pelo Arcu-Sul: Universidade de Passo Fundo, Universidade Estadual de Maringá e Universidade Federal de Viçosa. O curso de Engenharia de Alimentos do campus Montes Claros, com 15 anos de criação, passa a integrar a lista. “A acreditação para um curso ‘tão jovem’ nos traz a certeza que estamos caminhando para consolidação e excelência do curso no Campus Montes Claros. Ter recebido este certificado foi de extrema importância para o Curso de Engenharia de Alimentos da UFMG e sobretudo trará maior visibilidade e reconhecimento do curso como um curso de excelência aqui no Norte de Minas Gerais”, explica a coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos, professora Cláudia Vieira.

Sobre o Arcu-Sul
Resultado de um acordo assinado em 30 de junho de 2008 entre os ministros de Educação do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai, o Sistema de Acreditação Regional de Cursos de Graduação do Mercosul (Arcu-Sul) avalia os cursos e verifica o nível da qualidade do ensino superior dessas nações.

A acreditação de cursos de graduação desse bloco é feita de acordo com os critérios estabelecidos pela Rede de Agências Nacionais de Acreditação (Rana). Os cursos acreditados têm seu selo de qualidade reconhecido pelo período de seis anos. O processo de Acreditação é contínuo, com convocatórias periódicas. Os cursos que participam do Sistema Arcu-Sul são Agronomia, Arquitetura, Enfermagem, Engenharia, Medicina Veterinária, Medicina, Odontologia, Farmácia, Geologia e Economia. A inclusão de novos cursos passa por decisão dos ministros da Educação dos respectivos países participantes do sistema.

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