DECEMBER 9, 2022

Laudo pericial descarta violência sexual em bebê de 6 meses falecido em Ouro Preto

Criança chegou ao hospital com parada cardiorrespiratória e, após 30 minutos de tentativa de reanimação, ocorreu o óbito

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Foto: Reprodução/Arquivo/Eduardo Tropia Foto: Reprodução/Arquivo/Eduardo Tropia

A polícia descartou a possibilidade de violência sexual contra a bebê de seis meses que faleceu na Santa Casa de Ouro Preto, região Central de Minas Gerais, após a prisão dos pais. O laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML), divulgado pela Polícia Civil (PCMG) nesta terça-feira (4), revelou a ausência de indícios de abuso sexual na criança.

A delegada Celeida de Freitas Martins afirmou que, inicialmente, havia suspeitas de abuso sexual devido ao inchaço anal apresentado pela criança. No entanto, após a realização da perícia médica legal, foi categoricamente descartada qualquer ocorrência de abuso sexual. Segundo a delegada, os indícios observados são comuns após o falecimento. Ela explicou que o inchaço na região anal é um fenômeno pós-morte, conforme a medicina legal.

A PCMG informou que as investigações estão em andamento e agora estão sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Ouro Preto. A equipe irá apurar as circunstâncias e as causas da morte da bebê.

O caso

O caso aconteceu na noite do último sábado (1º), quando a Polícia Militar foi acionada por médicos após a criança chegar ao hospital com parada cardiorrespiratória e, após 30 minutos de tentativa de reanimação, ocorreu o óbito.

Médicos relataram que a criança tinha marcas no rosto, aparentando ser de dois a três dias atrás, o que leva à suspeita de violência contra a menor. Os profissionais da saúde constataram alargamento anal e vermelhidão, com indícios de que possa ter havido algum tipo de violência sexual.

Durante a ocorrência, a mãe da criança alegou que estava na casa do namorado quando deixou a filha deitada em uma cama de casal, com o pai da menina e foi tomar banho. A mãe disse que, passado algum tempo, ouviu o choro da bebê, motivo pelo qual foi até o quarto e se deparou com o companheiro dizendo que a filha do casal havia caído da cama e precisava ir ao hospital.

Já o pai alegou que a filha estava na cama de casal, acordada, e que ele se deslocou até a cozinha, para fazer um lanche, onde teria ficado por no máximo 5 minutos. Na versão do homem, ele ouviu um barulho e o choro da bebê, momento em que percebeu a gravidade da queda e socorreu imediatamente sua filha, negando qualquer violência contra a menor.

Em razão desses fatos, os autuados foram presos em flagrante delito. Sobre denúncia de possível abuso sexual, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que investiga os fatos.

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