DECEMBER 9, 2022

Open Innovation: 1ª Feira de Inovação do Norte de Minas

IFNMG 2023 está on!

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Foto: Ascom ACI

Teve início nesta terça-feira (14) na sede da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montes Claros (ACI), a 1º Feira de Inovação do Norte de Minas. Que tem como objetivo aproximar as instituições de ensino do setor produtivo, a fim, de trazer soluções inovadoras às demandas do setor, por meio, de um trabalho conjunto entre o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) e a ACI.

O evento foi aberto a toda comunidade, que tem a oportunidade de conhecer o que as empresas têm desenvolvido na área da inovação tecnológica, além de aprender sobre o assunto através dos workshops e painéis temáticos, em que empresários convidados apresentarão cases de sucesso na área da inovação.

IFNMG

Para a coordenadora de inovação da IFNMG do Norte de Minas gerais, Gabriela Saraiva Corrêa o maior ganho desse evento para Montes Claros e região, primeiramente é por ser algo novo no Norte de Minas. “Aqui temos um potencial produtivo e um potencial acadêmico e ainda não tinha acontecido este tipo de evento aqui. Então, a proposta era justamente trazer isso para cá e tentar dialogar com a academia, os núcleos de inovação tecnológico e todas as instituições que produzem ciência e tecnologia, junto com o setor produtivo e empresarial”, informa. Porque para ela, este diálogo com instituição pública e privada ele promove desenvolvimento econômico da região. “Então, o maior benefício para Montes Claros seria este”, acredita.

A respeito do diferencial da programação do evento, Gabriela diz que o fato de que muitas empresas terem aderido com temáticas diferentes e temáticas importantes e atuais, faz toda diferença. “Por exemplo, no primeiro dia teremos um painel que irá falar sobre solução de varejo e saúde, uma palestra sobre o marco da inovação, no segundo dia teremos painel temático de energias renováveis e meio ambiente, que é uma proposta moderna e que é necessária para o desenvolvimento”, ainda explica a coordenadora. “Teremos uma palestrante que irá falar sobre essas parcerias privadas, como elas são feitas por meio de fundações, pois, são as fundações que permitem essas trocas e iremos ter também um especialista que é o Doutor João Leandro Cássio que irá falar pra gente sobre transferência de tecnologia, que é justamente o que se produz dentro da academia de tecnologia, todo esse capital intelectual que é escoado para o setor produtivo. Colocando-os em prática”.

A importância dessa fusão entre a IFNMG e a ACI foi fundamental, afirma Gabriela. “Sem ela, não teríamos o evento”. Porque, de acordo com ela, os três atores, que são, governo, as instituições de ciência e tecnologia, e as empresas, são os principais atores para que a inovação aconteça. “Então quando pensamos no evento, pensamos que não poderia ser só acadêmico, porque atrairia somente o público acadêmico. E não era esse o objetivo. O objetivo era justamente atingir o setor produtivo e a ACI, veio com essa parceria depois que apresentamos o projeto para eles e eles nos apoiaram e está sendo uma parceria muito bem-sucedida”, ressalta a coordenadora da IFNMG.

Fora as empresas que participaram com patrocínio, a adesão de outras empresas pelo evento foi maciça, conta Gabriela. “Buscamos os patrocínios, o apoio direto das empresas, sim. Mas o principal era justamente a participação do maior número de empresas no evento, para conhecer as propostas. Eles precisavam vir para conhecer as propostas e consumir o conteúdo do que está sendo oferecido, produzido no IFNMG, conhecer o que é para a sociedade porque somos uma instituição pública para servir a sociedade, então o interesse maior era essa participação dos empresários, mesmo os que não procuramos para patrocinar”, explica.

Para os próximos eventos, Gabriela quer ter mais adesões das empresas e mais participação nos tantos eventos que ainda virão. “Essa é a nossa expectativa de se criar essa cultura de inovação na nossa região”, deseja.

Buscando sair da teoria, e passando para a prática, Gabriela diz que em Montes Claros, já existe empresas que, já se beneficiam com algum tipo de tecnologia que a instituição propõe. “Temos o projeto do professor Wagner Leite, que é do campus Montes Claros, em parceria com a Santa Casa, e eles desenvolvem algumas tecnologias para aparelhagem de mamografia, radioterapia, entre outros”, informa.

Gabriela conclui dizendo que o diferencial do instituto federal é a procura por profissionalizar e preparar o estudante para que ele esteja bem ativo dentro do mercado de trabalho. “Porque o é de nosso interesse que quando ele concluir, que ele ofereça uma obra de qualidade, um serviço de qualidade. E para isto, damos a opção de ele estar dentro do empreendedorismo, dentro do mercado ativamente, a opção de ir para academia fazer um doutorado ou mestrado, por isso, pudemos verificar que tem egresso que já sai com o próprio negócio ou com emprego”, informa orgulhosa a coordenadora do instituto.

Coordenadora de inovação da IFNMG do Norte de Minas gerais, Gabriela Saraiva Corrêa / Foto: Larissa Durães

ACI

Segundo o presidente da Associação Comercial (ACI), Leonardo Lima de Vasconcelos, o fato de ter se fundido com o IFNMG, para realizar o evento sobre inovação tecnológica, foi um grande acerto. “Essa aqui é a casa do empresário, e o empresário para sobreviver nesses tempos modernos, ele está dependendo da tecnologia. Hoje sem tecnologia nossas empresas não evoluem. Então, quando a ACI abre as suas portas para receber a academia, no caso, o instituto federal, nós nos sentimos ativos, produzindo tecnologia em prol do desenvolvimento”, afirma.

Participantes do evento

Entretanto, ela enfatiza que “culturalmente as mulheres ainda preferem ir pessoalmente para sentirem esse acolhimento. Também porque há uma política muito forte da delegacia de acolhimento, é uma ordem de cima, a gente recebe cursos de treinamento, de atendimento ao público. Então, a pessoa vem aqui, ela sente mais acolhida, mesmo a gente dizendo que ela pode fazer o mesmo serviço na delegacia virtual, caso o sujeito descumpra a medida protetiva, mas a mulher volta, gosta do clima que dedicamos a elas aqui”.

Cristiano Marques Gimenes, é um dos participantes do evento, com a empresa Sertão Solar. “Vamos fazer uma palestra, estamos com uma exposição e ainda somos um dos patrocinadores do evento”, explica.

Para Cristiano, a importância do evento é fundamental. “Porque uma das lacunas que existe é entre o ensino e a área empresarial, infelizmente é uma tradição no Brasil, parece que são duas áreas que não se conversam. E este tipo de evento facilita essa interação e essa linguagem pelos dois lados”, acredita.

“Esse tipo de evento tem o papel de incentivar as pesquisas e é algo muito importante o empresariado e as associações comerciais, buscarem parceria com os institutos federais e com as universidades”, ressalta Cristiano.

Outra participante é a doutoranda da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a dentista Cristina Durães que está presente para apresentar sobre a reabilitação dos pacientes com câncer nas regiões de rosto e pescoço. “Não tinha esse tratamento no Norte de Minas, e os pacientes tinham que se deslocar para grandes capitais, como Belo Horizonte, São Paulo, para fazer esse tratamento. Cursando a disciplina de empreendedorismo e inovação da Unimontes, estamos trazendo essa reabilitação, juntamente, com os colegas Larissa Lopes Fonseca e Victor Hugo Dantas Guimarães, esta possibilidade para Montes Claros”, explica a dentista.

“A INEMONTES – Incubadora de Empreendimentos, então nos convidou para expor este trabalho neste evento, para falar sobre a nossa futura clínica para reabilitação protética para pacientes oncológicos. Pois, nós confeccionamos próteses de silicone enfim, de outros materiais que servem para reparar o dano causado pelo câncer. Por exemplo, uma pessoa perde o nariz, e a gente reconstrói. Isso quando não tem mais jeito cirurgicamente, para que o paciente não fique com aquela mutilação e fique isolado da sociedade e para que ele possa voltar ao convívio social, aí entra a gente, que fazemos as próteses para reparar o dano, às vezes funcional e às vezes funcional estético”, explica Cristina.  

Doutoranda da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a dentista Cristina Durães/ Foto arquivo pessoal
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