DECEMBER 9, 2022

Polícia prende nove pessoas da mesma família por furto de gado no Norte de Minas; R$ 100 mil foram apreendidos

Operação “Boi de ouro” investiga furtos de gado na região da Serra geral e foi deflagrada nas cidades de Jaíba, Janaúba e Verdelândia; um vereador de Verdelândia está entre os investigados, mas ele conseguiu fugir

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Além das prisões, Polícia aprendeu R$ 100 mil e armas de fogo/ Foto: Polícia Civil/ Divulgação

A Polícia Civil desencadeou na manhã desta terça-feira (18) a Operação “Boi de ouro”, que investiga furtos de gado ocorridos nas cidades de Jaíba, Janaúba e Verdelândia, além de homicídios e organização criminosa. Nove pessoas da mesma família foram presas e um vereador de Verdelândia também está sendo investigado, mas ele conseguiu fugir pelo mato durante a ação.

Segundo a PC, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nas três cidades norte-mineiras. Durante a operação que leva o nome de um dos líderes do grupo criminoso, foram apreendidos duas polveiras, duas pistolas 9mm, um revólver calibre 38, além de munições, R$ 100 mil em espécie, eletrônicos e jóias.

“A ação desencadeada objetiva a investigação de furtos de gado e homicídios ocorridos em Janaúba, Jaíba e Verdelândia. Entre os envolvidos estão fazendeiros e um vereador da mesma família, além de vaqueiros que trabalhavam para eles. Conseguimos prender sete pessoas por cumprimento de mandado de prisão temporária e dois autuados em flagrante delito por posse ilegal de arma de fogo e munição”, esclareceu o delegado Jurandir Rodrigues.

Ainda de acordo com o delegado, há seis meses a família vinha sendo investigada. A operação foi motivada devido a dois homicídios ocorridos em 2017 e 2019, quando dois integrantes da organização criminosa resolveram sair do grupo.

“A investigação iniciou em decorrência de dois homicídios ocorridos em Janaúba, nos anos de 2017 e 2019, quando dois vaqueiros, de 30 e 35 anos, foram vítimas. A morte dos dois homens foi motivada por ‘queima de arquivo’, uma vez que eles faziam parte da organização criminosa chefiada pela família, especializada em furtos de gados na região. Assim que quiseram abandonar a associação criada pelos parentes foram mortas. A família com receio de ser delatada, encomendava os homicídios”, explicou.

Em nota, a PC esclareceu que o corpo de um dos vaqueiros ainda não foi identificado, e que ainda está no Setor de Criminalística para que o perfil genético seja identificado. Além disso, a polícia ainda tenta localizar o corpo do outro vaqueiro, que está desaparecido. A PC acredita que que a ocultação do cadáver pode ser uma estratégia para dificultar as investigações.

Além das mortes ocorridas em 2017 e 2019, a PC ainda investiga o envolvimento da família em um homicídio, ocorrido em Jaíba. Na época, um dos líderes da organização foi vítima de homicídio em 2020, quando praticava furto de gado. A morte de um dos irmãos levou a fúria da família, que por retalhação encomendou a morte do suspeito pelo valor de R$ 20 mil.

Patrimônio da organização

A Polícia afirmou ainda que o patrimônio adquirido por meio de crimes e fraudes possibilitou que os investigados vivessem uma vida de ostentação, com acervo milionário. Com isso, conforme a PC, as vendas dos produtos de furto destinados a abastecer o comércio de carne nas cidades da região, o grupo atingiu um enriquecimento fraudatório.

Os investigados foram encaminhados ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da Justiça. Os outros dois homens presos e autuados em flagrante, foi arbitrado fiança, em conformidade com ordenamento jurídico.

A operação contou com a participação de 105 policiais civis, além do apoio do Corpo Bombeiros de Montes Claros, quatro drones, um helicóptero, e ainda o Canil do batalhão de Belo Horizonte.

Operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão/ Foto: Polícia Civil/ Divulgação
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