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	<title>Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS) &#8211; Revista Tempo</title>
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	<description>A melhor revista de Montes Claros</description>
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	<title>Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS) &#8211; Revista Tempo</title>
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		<title>Norte de Minas inicia campanha de vacinação antirrábica</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/07/02/norte-de-minas-inicia-campanha-de-vacinacao-antirrabica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 13:06:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Norte de Minas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS)]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação antirrábica]]></category>
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					<description><![CDATA[A estimativa é de que, neste ano, mais de 258 mil cães e gatos sejam vacinados em 54 municípios]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Trinta e um municípios que integram a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS) iniciaram nesta segunda-feira, 1º de julho, a campanha de vacinação antirrábica. A estimativa é de que, neste ano, mais de 258 mil cães e gatos sejam vacinados em 54 municípios. Para viabilizar a campanha a SRS repassou aos municípios 282 mil doses de vacinas.</p>
<p>“Assim como nos anos anteriores, o quantitativo de animais a serem vacinados tem acréscimo de 5% em relação ao ano anterior. A partir do início da vacinação, os municípios têm prazo de 45 dias para concluir os trabalhos nas zonas urbanas e rurais”, explica Ildenir Meireles Barbosa, referência técnica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da SRS de Montes Claros.</p>
<p>As localidades que comunicaram à Superintendência Regional de Saúde o início da campanha de vacinação nesta semana são: Bocaiúva; Catuti; Coração de Jesus; Curral de Dentro; Espinosa; Francisco Sá; Fruta de Leite; Gameleiras; Itacambira; Jaíba; Janaúba; Jequitaí; Joaquim Felício; Juramento; Matias Cardoso; Mato Verde; Montezuma; Ninheira; Novorizonte; Olhos D´Água; Padre Carvalho; Riacho dos Machados; Rio Pardo de Minas; Rubelita; Santa Cruz de Salinas; São João da Lagoa; São João do Pacuí; São João do Paraíso; Serranópolis de Minas; Taiobeiras e Verdelândia.</p>
<p>Entre os municípios com previsão de vacinar o maior número de cães e gatos estão: Montes Claros (57.837 animais); Bocaiúva (12.547); Janaúba (12.923); Francisco Sá (11.889); Rio Pardo de Minas (9.753); Porteirinha (9.144); Jaíba (8.908); Espinosa (8.042); Salinas (7.359); Taiobeiras (6.839); Coração de Jesus (6.506); São João do Paraíso (5.731) e Grão Mogol (5.044).</p>
<p>As vacinas repassadas aos estados pelo Ministério da Saúde estão acondicionadas em frascos de 25 mililitros e devem ser conservadas à temperatura entre 2 a 8 graus centígrados. Em cada animal deve ser aplicada uma dose de um mililitro, independente do tamanho e peso.</p>
<p>O animal deve ser vacinado a partir de três meses de idade, não tendo, segundo o Ministério da Saúde, contraindicação para fêmeas prenhas ou em lactação. A imunidade é estabelecida após 21 dias da vacinação e oferece proteção por um ano.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>A DOENÇA</strong></span></p>
<p>A raiva é uma doença infecciosa, viral e aguda que acomete mamíferos, inclusive o homem. Se caracteriza como uma encefalite progressiva, quase sempre fatal, para a qual a melhor medida de prevenção é a vacinação.</p>
<p>“Trata-se de uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano pela vacinação de cães e gatos, além da existência de medidas eficientes de prevenção, como a imunização humana; a disponibilização de soro antirrábico humano e a realização de bloqueios de focos”, observa Agna Soares da Silva Menezes, coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros.</p>
<p>A doença é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura. A doença também pode ser transmitida pela arranhadura ou lambedura desses animais, incluindo morcegos.</p>
<p>O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças. Nos cães e gatos a eliminação de vírus pela saliva ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre cinco e sete dias após a apresentação dos sintomas.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>SINTOMAS</strong></span></p>
<p>Após o período de incubação, surgem os sinais e sintomas clínicos inespecíficos da raiva, que duram em média de dois a dez dias. Nesse período, o paciente apresenta mal-estar geral; pequeno aumento de temperatura; anorexia; cefaleia; náuseas; dor de garganta; entorpecimento; irritabilidade; inquietude e sensação de angústia.</p>
<p>Podem ocorrer inchaço, aumento da sensibilidade ao tato ou à dor, frio, calor, formigamento, agulhadas, adormecimento ou pressão no trajeto de nervos periféricos, próximos ao local da mordedura e alterações de comportamento.</p>
<p>A infecção da raiva progride, surgindo manifestações mais graves e complicadas, como: ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes; febre; delírios; espasmos musculares involuntários, generalizados ou convulsões.</p>
<p>Espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua ocorrem quando o paciente vê ou tenta ingerir líquido, apresentando sialorreia intensa (hidrofobia). Os espasmos musculares evoluem para um quadro de paralisia, levando a alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e obstipação intestinal. Observa-se, ainda, a presença de disfagia, aerofobia, hiperacusia e fotofobia.</p>
<p>O paciente se mantém consciente, com período de alucinações, até a instalação de quadro comatoso e a evolução para óbito. O período de evolução do quadro clínico, depois de instalados os sinais e sintomas até o óbito é, em geral, de dois a sete dias.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>TRATAMENTO</strong></span></p>
<p>A confirmação laboratorial em vida, ou seja, o diagnóstico dos casos de raiva humana, pode ser realizada pelo método de imunofluorescência direta, em impressão de córnea, raspado de mucosa lingual ou por biópsia de pele da região cervical.</p>
<p>A sensibilidade dessas provas é limitada e, quando negativas, não se pode excluir a possibilidade de infecção. A realização da autópsia é de extrema importância para a confirmação diagnóstica.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Febre Maculosa: Cievs alerta o Norte de Minas  sobre a circulação da bactéria transmissora da doença</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2023/09/12/febre-maculosa-cievs-alerta-o-norte-de-minas-sobre-a-circulacao-da-bacteria-transmissora-da-doenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 11:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco 1]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[Norte de Minas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs)]]></category>
		<category><![CDATA[febre maculosa]]></category>
		<category><![CDATA[norte de minas]]></category>
		<category><![CDATA[Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS)]]></category>
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					<description><![CDATA[A doença é transmitida às pessoas pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_23495" class="wp-caption aligncenter" ><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-23495 size-large" src="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-11-at-14.12.47-868x1024.jpeg" alt="" width="868" height="1024" srcset="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-11-at-14.12.47-868x1024.jpeg 868w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-11-at-14.12.47-768x906.jpeg 768w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-11-at-14.12.47-254x300.jpeg 254w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/WhatsApp-Image-2023-09-11-at-14.12.47.jpeg 1192w" sizes="(max-width: 868px) 100vw, 868px" /><p class="wp-caption-text"><strong> Foto</strong>: SRS Montes Claros</p></div>
<p>O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde – (Cievs), sediado na Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS), emitiu alerta aos municípios do Norte de Minas quanto à circulação da bactéria do gênero <span style="color: #ff0000;"><em>Rickettsia</em></span>, transmissora da febre maculosa. A circulação da bactéria na região foi detectada pela Fundação Ezequiel Dias – (Funed), a partir de amostras de carrapatos recolhidas em agosto, durante a realização, em Montes Claros, de curso teórico e prático sobre investigação entomológica da febre maculosa. O treinamento reuniu profissionais de dez municípios e equipes técnicas da Funed e da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da SRS.</p>
<p>A febre maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, que pode cursar com formas leves e atípicas, até formas graves, com elevada taxa de letalidade. A doença é transmitida às pessoas pela picada de carrapatos infectados pela bactéria <span style="color: #ff0000;"><em>Rickettsia</em></span>.</p>
<p>A coordenadora do Cievs Regional de Montes Claros e da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da SRS, Agna Soares da Silva Menezes explica que “o alerta de risco tem como objetivo a divulgação rápida e eficaz de conhecimento à população e instituições parceiras da área da saúde, possibilitando o acesso a informações fidedignas que possam auxiliar nos diálogos para tomada de medidas de proteção e controle em situações de emergência em saúde pública”.</p>
<p>Nesse contexto, observa Agna Menezes, “o resultado detectável em duas amostras de carrapatos indica a presença da bactéria no meio ambiente, escolhido aleatoriamente, e que os vetores podem ser transportados de forma passiva. Por esse motivo, o Cievs orienta os gestores de saúde para as intensificação da vigilância não somente em âmbito municipal, pois a detecção da circulação da bactéria transmissora da febre maculosa é notadamente relevante para a epidemiologia, considerando que o município de Montes Claros é polo macrorregional de saúde, referência médico-hospitalar e de outras atividades, além de sediar o segundo maior entroncamento rodoviário do país”.</p>
<p>A bióloga e referência técnica em entomologia da SRS de Montes Claros, Patrícia Brito, completa que “é importante salientar que, atualmente, os municípios se encontram silenciosos em relação à febre maculosa e que medidas de detecção de vetores positivos para o gênero <span style="color: #ff0000;"><em>Rickettsia</em> </span>são primordiais para direcionar as medidas de controle e orientação adequada à população.</p>
<p>Entre as medidas de manejo ambiental e de repasse de orientações à população, o Cievs recomenda a ampliação do monitoramento, com coleta ativa de carrapatos para análise laboratorial.  Os municípios também estão sendo alertados a reforçar o repasse de orientações aos profissionais de saúde que atuam nos serviços de atenção primária, sobretudo em relação a pessoas que são atendidas com sintomas compatíveis com a febre maculosa e com histórico de circulação em áreas passíveis de estarem infestadas por carrapatos.</p>
<p>Outra medida recomendada é a intensificação das ações de educação em saúde e comunicação de risco junto à população; a implementação de medidas de manejo ambiental, independente da confirmação da circulação da bactéria do gênero <span style="color: #ff0000;"><em>Rickettsia</em></span>; realização de ações de vigilância de vetores; fortalecimento das parcerias intra e intersetoriais para a assistência adequada de pacientes e monitoramento de áreas de risco; notificação de casos suspeitos de febre maculosa no prazo máximo de 24 horas e investigação dos agravos detectados.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>SINTOMAS</strong></span></p>
<p>Os principais sintomas da febre maculosa são: febre; dor de cabeça intensa; náuseas e vômitos; diarreia e dor abdominal; dor muscular constante; inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés; gangrena nos dedos e orelhas; paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões causando parada respiratória.</p>
<p>Além disso, com a evolução da doença é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas que podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés. Embora seja o sinal clínico mais importante, as manchas vermelhas podem estar ausentes, o que pode dificultar e/ou retardar o diagnóstico e o tratamento, determinando uma maior letalidade.</p>
<p>O diagnóstico pode ser sorológico (padrão ouro), ou por meio da pesquisa direta da <span style="color: #ff0000;"><em>Rickettsia</em></span>, realizada através de técnicas de imuno-histoquímica, biologia molecular ou isolamento.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>TRATAMENTO</strong></span></p>
<p>O tratamento da febre maculosa é realizado com antimicrobianos e deve ser iniciado de forma precoce, nas fases iniciais da doença, como forma de evitar óbitos e complicações. O sucesso do tratamento está diretamente relacionado à precocidade de sua introdução e à especificidade do antimicrobiano prescrito.</p>
<p>Se não tratado, o paciente pode evoluir para um estágio de apatia e confusão mental, com frequentes alterações psicomotoras, chegando ao coma profundo.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>PREVENÇÃO</strong></span></p>
<p>As principais medidas preventivas na febre maculosa são aquelas voltadas às ações educativas, com vistas ao repasse de orientações à população sobre as características clínicas da doença; unidades de saúde e serviços para atendimento; importância do diagnóstico e tratamento oportunos; áreas de risco e ciclo do vetor.</p>
<p>Para áreas de conhecida infestação por carrapatos ou sob risco de ocorrência de casos recomenda-se: Uso de repelentes à base da substância Icaridina, que são eficazes na prevenção de picadas por carrapatos; uso de roupas de cor clara, vestimentas longas, calçados fechados (preferencialmente com meias brancas e de cano longo); uso de equipamentos de proteção individual nas atividades ocupacionais (capina e limpeza de pastos); evitar se sentar e deitar em gramados em atividades de lazer como caminhadas, piqueniques, pescarias etc.; examinar o corpo periodicamente, tendo em vista que quanto mais rápido o carrapato for retirado do corpo, menor a chance de infecção; se verificados carrapatos no corpo, retirá-los com leves torções e com o auxílio de pinça, evitando o contato com unhas e o esmagamento do animal; utilização periódica de carrapaticidas em cães, cavalos e bois, conforme recomendações de profissional médico veterinário;  limpeza e capina periódica de áreas de vegetação passíveis de cuidados.</p>
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		<title>Norte de Minas: SES-MG mobiliza municípios para ações de prevenção de acidentes com escorpiões</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2023/08/18/norte-de-minas-ses-mg-mobiliza-municipios-para-acoes-de-prevencao-de-acidentes-com-escorpioes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Aug 2023 12:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco 1]]></category>
		<category><![CDATA[Norte de Minas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[norte de minas]]></category>
		<category><![CDATA[Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS)]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre janeiro de 2022 e agosto deste ano foram notificados na região mais de 8,9 mil acidentes com escorpiões, com ocorrência de três óbitos em 2023. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_22643" class="wp-caption aligncenter" ><img decoding="async" class="wp-image-22643" src="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Escorpiao_amarelo_Foto_Thiago_Mamede-2.jpg" alt="" width="332" height="353" /><p class="wp-caption-text"><strong>FOTO</strong> Thiago Mamed/Funed: Escorpião amarelo é o principal causador de acidentes no Norte de Minas</p></div>
<p>Concentrando anualmente mais de 87% dos acidentes por animais peçonhentos envolvendo escorpiões, nos 54 municípios que compõem a sua área de atuação, a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS) está reforçando com os gestores de saúde a necessidade da intensificação das ações de prevenção contra esses animais. Entre janeiro de 2022 e agosto deste ano foram notificados na região mais de 8,9 mil acidentes com escorpiões, com ocorrência de três óbitos em 2023.</p>
<p>“Diante de números tão significativos é de fundamental importância que os gestores de saúde e a população em geral redobre os cuidados, especialmente em relação às crianças que constituem o grupo mais suscetível ao envenenamento sistêmico grave”, alerta a coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes.</p>
<p>Em ofício enviado aos municípios nesta quarta-feira, 16, a Superintendência Regional de Saúde alerta que em razão da alta incidência de acidentes com animais peçonhentos, em especial escorpiões, e visando prevenir óbitos, as secretarias de saúde devem fazer a análise epidemiológica dos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – (SINAN) para compreender as particularidades do agravo e identificar quais ações precisam ser priorizadas em cada localidade.</p>
<p>A SRS orienta que os municípios também devem realizar ações de promoção à saúde e prevenção dos acidentes, com o repasse de orientações à população; divulgação ampla do fluxo para atendimento das pessoas nas unidades de saúde em casos de acidentes por animais peçonhentos; disponibilização dos protocolos vigentes; qualificação e capacitação dos profissionais de saúde para o manejo de pacientes.</p>
<p>Em 2022, dos 6 mil 688 acidentes com animais peçonhentos notificados pelos municípios, 5 mil 821 envolveram escorpiões. As localidades com maior número de acidentes registrados foram: Montes Claros (2 mil 226 casos); Bocaiúva (343); Salinas (321); Porteirinha (313); Janaúba (200); Jaíba (193); Coração de Jesus (160); Espinosa (151); Taiobeiras (130); Mirabela (128) e Francisco Sá (102).</p>
<p>Já entre janeiro e 7 de agosto deste ano, na área de atuação da SRS de Montes Claros foram notificados 3 mil 823 acidentes com animais peçonhentos, dos quais 3 mil 151 envolveram escorpiões. Foram registrados três óbitos, sendo um em Montes Claros, um em Salinas e outro em São Francisco. Até o momento, os municípios com maior quantidade de acidentes notificados são: Montes Claros (1 mil 298); Salinas (168); Porteirinha (167); Bocaiúva (165) e Janaúba (148 casos).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>TRATAMENTO</strong></span></p>
<p>Agna Menezes explica que em acidentes com escorpiões ocorre a instalação imediata de dor, podendo expandir para o membro afetado, acompanhada de parestesia (sensação de formigamento ou dormência); eritema (manchas vermelhas na pele) e sudorese local. O quadro mais intenso de dor ocorre nas primeiras horas após o acidente.</p>
<p>Já as manifestações sistêmicas ocorrem após poucos minutos ou até entre duas a três horas após o acidente. Principalmente em crianças podem surgir sintomas como sudorese excessiva; agitação psicomotora; tremores; náuseas; vômitos; sialorreia (perda não intencional de saliva pela boca); hipertensão ou hipotensão arterial (a pressão arterial cai a ponto de provocar sintomas como tonturas e desmaios); arritmia cardíaca; insuficiência cardíaca congestiva; edema pulmonar agudo e choque. A presença dessas manifestações indica a suspeita do diagnóstico de escorpionismo, mesmo na ausência de história de picada ou identificação do animal.</p>
<p>O diagnóstico de envenenamento dos acidentes com escorpiões é eminentemente clínico-epidemiológico. O tratamento é feito, de preferencia, com soro antiescorpiônico ou, na falta deste, com soro antiaracnídico.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>POLOS</strong></span></p>
<p>Há mais de sete anos a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros criou 18 polos de soroterapia para o atendimento de pessoas vítimas de animais peçonhentos.</p>
<p>“Crianças têm uma tendência a um pior quadro clínico diante do envenenamento por picada de animal peçonhento devido ao baixo peso corporal. Pessoas com problemas cardíacos também correm maior risco de complicações de saúde, por isso a criação dos polos de soroterapia visa agilizar o atendimento de vítimas de acidentes em municípios com localização estratégica nas microrregiões de saúde. Isso possibilita o início dos tratamentos no menor espaço de tempo, reduzindo com isso as possibilidades de óbitos”, observa a referência técnica das coordenadorias de vigilância epidemiológica e de saúde da SRS, Amanda de Andrade Costa.</p>
<p>Ela explica que a localização dos polos levou em consideração informações epidemiológicas e geográficas. Em Montes Claros o Hospital Universitário Clemente de Faria é o centro de referência para o atendimento de vítimas de acidentes com animais peçonhentos. Outras 17 unidades hospitalares de referência estão sediadas em Bocaiúva; Coração de Jesus; Espinosa; Grão Mogol; Francisco Sá; Jaíba; Janaúba; Mato Verde; Mirabela; Monte Azul; Montezuma; Ninheira; Porteirinha; Rio Pardo de Minas; São João do Paraíso; Salinas e Taiobeiras.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>PREVENÇÃO</strong></span></p>
<p>Amanda Costa reforça que “a prevenção contra acidentes com animais peçonhentos deve ser redobrada, sobretudo no caso dos escorpiões. No Norte de Minas os acidentes envolvem especialmente a espécie <span style="color: #ff0000;"><em>Tityus serrulatus</em></span>, mais conhecido como escorpião amarelo”.</p>
<p>Entre as medidas de prevenção estão: uso de calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem; examinar calçados, roupas pessoais, de cama e banho antes de usá-las; afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários; não acumular entulhos e materiais de construção; limpar regularmente móveis, cortinas, quadros, cantos de parede; vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés.</p>
<p>Também é recomendada a utilização de telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos; manter limpos os locais próximos das casas, jardins, quintais, paióis e celeiros; evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto às casas e manter a grama sempre cortada; limpar terrenos baldios, pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas.</p>
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		<title>Com a chegada do inverno SRS reforça no Norte de  Minas a importância da vacinação contra a gripe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jun 2023 14:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco 1]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Único de Saúde – (SUS)]]></category>
		<category><![CDATA[Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS)]]></category>
		<category><![CDATA[Vacina]]></category>
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					<description><![CDATA[A campanha de vacinação contra a gripe está prorrogada até 31 de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_21087" class="wp-caption aligncenter" ><img decoding="async" class="wp-image-21087 size-large" src="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/VACINACAO-GRIPE-EM-MONTES-CLAROS-FOTO-FABIO-MARCAL-1024x571.jpg" alt="" width="1024" height="571" srcset="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/VACINACAO-GRIPE-EM-MONTES-CLAROS-FOTO-FABIO-MARCAL-1024x571.jpg 1024w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/VACINACAO-GRIPE-EM-MONTES-CLAROS-FOTO-FABIO-MARCAL-768x428.jpg 768w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/VACINACAO-GRIPE-EM-MONTES-CLAROS-FOTO-FABIO-MARCAL-1536x856.jpg 1536w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/VACINACAO-GRIPE-EM-MONTES-CLAROS-FOTO-FABIO-MARCAL-2048x1141.jpg 2048w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/VACINACAO-GRIPE-EM-MONTES-CLAROS-FOTO-FABIO-MARCAL-300x167.jpg 300w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/VACINACAO-GRIPE-EM-MONTES-CLAROS-FOTO-FABIO-MARCAL-1300x724.jpg 1300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text"><strong>Foto</strong>: Fábio Marçal/Prefeitura de Montes Claros</p></div>
<p>Com o início do inverno nesta quarta-feira, 21, a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS) está reforçando com os 54 municípios da sua área de atuação a necessidade de mobilização da população para a vacinação contra a gripe, principalmente das pessoas que integram os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Até esta terça-feira, 20, de um total de 421 mil 960 doses de vacinas repassadas aos municípios, foram aplicadas 280 mil 119 doses. Isso coloca a região de abrangência da SRS com cobertura vacinal de 61,20% do público alvo. Em Minas Gerais a cobertura vacinal está em 54,55%.</p>
<p>Seis municípios jurisdicionados à SRS já ultrapassaram a meta de vacinar mais de 90% do público prioritário. São eles: São João do Pacuí (104,21% de cobertura vacinal); Santa Cruz de Salinas (97,33%); Guaraciama (95,98%); Engenheiro Navarro (95,36%); Olhos D´Água (94,18%) e Cristália (90,88%).</p>
<p>Com mais de 89% do público prioritário já vacinado, dois municípios estão próximos de atingir a meta de 90%: Pai Pedro e São João da Lagoa. Outros 29 municípios estão com cobertura vacinal entre 60% a 70% e 17 localidades contabilizam coberturas vacinais abaixo de 50%.</p>
<p>Os percentuais de cobertura vacinal se referem aos grupos prioritários de vacinação, constituído por idosos a partir de 60 anos; trabalhadores da saúde; crianças de seis meses a menores de seis anos; gestantes; puérperas e povos indígenas.</p>
<p>Também estão entre os públicos prioritários de vacinação professores; pessoas com comorbidades; caminhoneiros; pessoas com deficiência permanente; trabalhadores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo percurso; trabalhadores portuários; profissionais das forças de segurança, salvamento e das forças armadas; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade com mais de 18 anos de idade; adolescentes e jovens que cumprem medidas socioeducativas.</p>
<p>A referência técnica em imunização da SRS de Montes Claros, Mônica de Lourdes Rochido observa que “a cobertura vacinal deve estar maior do que os dados já contabilizados pelo Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações – (SIPNI) mantido pelo Ministério da Saúde. Isso porque, o levantamento realizado nesta terça-feira aponta que há municípios que registraram os últimos dados de aplicação de doses de vacina no dia 2 de junho”.</p>
<p>Diante dessa situação, a enfermeira da Rede de Frio da Superintendência Regional de Saúde, Angra Camila Alves Pereira Andrade reforça que “para a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais – (SES-MG) e o Ministério da Saúde tenham condições de ter um acompanhamento mais próximo da realidade do andamento da campanha de vacinação contra a gripe, é de fundamental importância que além da população procurar as unidades de saúde, os municípios também precisam fazer o registro das doses no SIPNI, de preferência diariamente”.</p>
<p>Já a coordenadora de vigilância em saúde da SRS, Agna Soares da Silva Menezes reforça que “com a chegada do inverno é importante que as pessoas que integram os grupos prioritários procurem as unidades de saúde para serem imunizadas. Isso porque, nesta época do ano há aumento significativo das síndromes respiratórias agudas graves e, para evitar complicações de saúde, é de fundamental importância que as pessoas sejam vacinadas o quanto anos”.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">PRORROGAÇÃO</span></p>
<p>A campanha de vacinação contra a gripe está prorrogada até 31 de julho. Com a decisão tomada pelo Ministério da Saúde e pela SES-MG, além dos públicos prioritários, crianças com idade a partir de seis meses e a população em geral poderá procurar as unidades municipais de saúde para tomar a vacina disponibilizada gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde – (SUS).</p>
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		<title>Doença de Chagas: Inscrições para curso de  atualização começam segunda-feira, 19</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2023/06/19/doenca-de-chagas-inscricoes-para-curso-de-atualizacao-comecam-segunda-feira-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 12:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco 1]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[curso virtual]]></category>
		<category><![CDATA[doença de chagas]]></category>
		<category><![CDATA[Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS)]]></category>
		<category><![CDATA[Unimontes]]></category>
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					<description><![CDATA[O curso será coordenado pelo professor espanhol com titulação em doutorado, Israel Molina, que atua no Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário de Vall d´Hebron, sediado em Barcelona.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20984" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20984 size-full" src="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/BARBEIRO.jpg" alt="" width="500" height="320" srcset="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/BARBEIRO.jpg 500w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/BARBEIRO-300x192.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p class="wp-caption-text">Estudos e amostragem do Barbeiro, transmissor da doença de chagas. <strong>Foto</strong>: Divulgação</p></div>
<p>Começa nesta segunda-feira, 19, o cadastro prévio dos profissionais de saúde interessados em participar do curso virtual de atualização sobre a doença de Chagas. As atividades estão sendo conduzidas pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Montes Claros – (Unimontes), com apoio da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS).</p>
<p>As inscrições devem ser feitas até o dia 26 deste mês através do link: <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://docs.google.com/forms/d/1wbLZs39FmiRx_GguR_gFd6a6GLvPdnwrICeCY6qbBM/edit.">https://docs.google.com/forms/d/1wbLZs39FmiRx_GguR_gFd6a6GLvPdnwrICeCY6qbBM/edit</a></span>Até o dia 7 de julho o resultado da seleção será enviado por e-mail aos inscritos.</p>
<p>O curso será coordenado pelo professor espanhol com titulação em doutorado, Israel Molina, que atua no Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário de Vall d´Hebron, sediado em Barcelona. Também compõem o corpo docente professores especialistas da Universidade Federal de Minas Gerais – (UFMG), da Universidade Federal de São João Del Rey e da Universidade de São Paulo – (USP).</p>
<p>“O Norte de Minas é uma região considerada endêmica para a doença de Chagas. Embora a doença tenha sido descoberta há mais de 100 anos, hoje em dia ainda continua sendo uma realidade muito presente em todos os municípios da região”, ressalta o professor Israel Molina.</p>
<p>Ele entende que há necessidade de ampliar a conscientização e o conhecimento dos profissionais da atenção primária à saúde sobre a doença de Chagas. Por isso “o curso foi elaborado para fornecer aos profissionais de saúde as ferramentas necessárias para compreender, diagnosticar e tratar a doença de Chagas de forma eficaz, já que abordará os aspectos clínicos, epidemiológicos e terapêuticos mais recentes para o cuidado do paciente”.</p>
<p>A referência técnica em atenção à saúde da Superintendência Regional de Saúde, Renata Fiúza Damasceno reforça que “o curso é uma excelente oportunidade para a qualificação da assistência às pessoas nos serviços de atenção primária”. Ela entende que “o Norte de Minas precisa avançar no controle da doença de Chagas por meio da intensificação das ações de vigilância em saúde, bem como através da capacitação dos profissionais e organização dos processos de trabalho para rastreamento, diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas acometidas pela doença”.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">PROGRAMAÇÃO</span></p>
<p>As aulas virtuais serão ministradas no período de 3 de agosto a 7 de dezembro deste ano, totalizando 45 horas de carga horária. Serão desenvolvidos temas em encontros semanais virtuais síncronos, do tipo videoconferências, realizadas por meio do aplicativo Zoom. Cada semana, um ou mais especialistas em doenças de Chagas abordarão temas específicos, com troca de experiências visando a discussão da prática profissional.</p>
<p>O curso será aberto abordando o Programa Nacional de Doença de Chagas: como estamos e as perspectivas para os próximos quatro anos. Nas semanas seguintes serão abordadas questões relativas ao panorama epidemiológico da doença em países endêmicos e não endêmicos; história natural da doença e diagnóstico; o papel da biologia molecular na doença de Chagas; transmissão e vigilância. Em setembro o curso terá como foco o estudo das fases aguda e crônica da doença.</p>
<p>A programação prevê que em outubro serão abordadas questões sobre o manejo da doença de Chagas nos serviços de atenção primária à saúde; ferramentas da telessaúde; vigilância da doença, com apresentação de experiências exitosas. Em novembro o curso terá continuidade abordando a saúde comunitária da doença de Chagas; a experiência de Montes Claros e Belo Horizonte com a implantação do ambulatório de Chagas; ensaios atuais e perspectivas futuras. O curso será encerrado dia 7 de dezembro com a realização de seminário.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">A DOENÇA</span></p>
<p>A coordenadora de vigilância em saúde da SRS, Agna Soares da Silva Menezes explica que a doença de Chagas é potencialmente fatal, causada pelo microrganismo Trypanosoma cruzi. É transmitida aos seres humanos por insetos conhecidos como barbeiros, transfusão de sangue ou transplante de órgãos; consumo de alimentos contaminados ou durante a gravidez e o parto.</p>
<p>“Se detectada e tratada precocemente, essa doença é quase 100% curável. Até 30% dos pacientes com a doença desenvolvem problemas cardíacos e até 10% apresentam problemas digestivos, neurológicos ou mistos. O diagnóstico e tratamento são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde &#8211; (SUS)”, pontua a coordenadora.</p>
<p>Dados da Fiocruz revelam que na América Latina cerca de 70 milhões de pessoas estão sob risco de infecção e 104 mil podem morrer por ano pela doença de Chagas.</p>
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		<title>SES-MG intensifica ações para o controle da doença no Norte de Minas</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2023/06/07/ses-mg-intensifica-acoes-para-o-controle-da-doenca-no-norte-de-minas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jun 2023 15:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco 1]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital Universitário Clemente de Faria]]></category>
		<category><![CDATA[leishmaniose visceral]]></category>
		<category><![CDATA[Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS)]]></category>
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					<description><![CDATA[No Norte de Minas, o Hospital Universitário Clemente de Faria, sediado em Montes Claros, é a unidade de referência para tratamento de pacientes acometidos pela leishmaniose visceral.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20708" class="wp-caption aligncenter" ><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-20708 size-full" src="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/FOTO-1-7.jpg" alt="" width="760" height="876" srcset="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/FOTO-1-7.jpg 760w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/FOTO-1-7-260x300.jpg 260w" sizes="auto, (max-width: 760px) 100vw, 760px" /><p class="wp-caption-text"><strong>FOTO</strong>: SRS Montes Claros</p></div>
<p>Neste primeiro semestre, a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS) está intensificando as ações de acompanhamento e monitoramento das ações de implantação do Programa de Vigilância e controle da Leishmaniose visceral nos municípios de Francisco Sá, Jaíba, Montes Claros, Grão Mogol e Fruta de Leite. Os trabalhos foram iniciados em 2021 com a realização de treinamento de profissionais de saúde dos municípios que foram selecionados pelo Ministério da Saúde para compor a primeira etapa do Programa que envolve 132 cidades do país.</p>
<p>Além dos cinco municípios das SRS de Montes Claros o Programa de Vigilância e Controle da leishmaniose visceral tem a participação de sete municípios que estão jurisdicionados à Gerência Regional de Saúde de Januária – (GRS): Itacarambi, Manga, Montalvânia, São Francisco, São João da Ponte, São João das Missões e Varzelândia. Já na área de atuação da GRS de Pirapora o município selecionado foi Santa Fé de Minas.</p>
<p>A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa grave, sistêmica e que pode causar a morte de pessoas se não for tratada. No meio urbano, o principal reservatório da doença são os cães.</p>
<p>Por esse motivo, a referência técnica das coordenadorias de vigilância epidemiológica e de saúde da SRS de Montes Claros, Bartolomeu Teixeira Lopes explica que “a definição dos primeiros 132 municípios selecionados pela Coordenação de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial do Ministério da Saúde, levou em conta as localidades que nos últimos três anos apresentaram alta, intensa ou muito intensa transmissão da leishmaniose visceral”. Nesse contexto, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais – (SES-MG) participa da execução do Programa proporcionando suporte técnico aos municípios para a implementação das ações de campo e monitoramento de indicadores.</p>
<p>Nos municípios da área de atuação da Superintendência Regional de Saúde, além da realização de testes rápidos para detecção da leishmaniose em cães, a previsão é de que 19 mil 260 animais recebam uma coleira impregnada com deltametrina 4%. A substância tem ação repelente contra o mosquito transmissor do parasito da leishmaniose visceral. O insumo é de uso exclusivo em cães, a partir de três meses de idade, e deve ser trocado a cada seis meses.</p>
<p>“Para o controle da leishmaniose em áreas que apresentam alta incidência de transmissão da doença, serão realizados oito ciclos de encoleiramento de cães. Em alguns municípios o trabalho já está em fase adiantada e os resultados observados pelos técnicos são positivos, além da boa aceitação por parte da população pelo fato de viabilizar o controle de uma doença que pode ser fatal”, observa Bartolomeu Lopes.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">ESTUDOS</span><br />
A coordenadora de vigilância em saúde da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes explica que por meio de estudos de intervenção controlado e multicêntrico realizado em 2010 em 14 municípios do país, entre eles Montes Claros, o Ministério da Saúde concluiu que a proposta de incorporação de coleiras impregnadas com inseticida deltametrina a 4% para o controle da leishmaniose visceral foi responsável pela redução de 50% da prevalência da doença em cães.</p>
<p>Após a obtenção desse resultado, o Ministério da Saúde realizou avaliação de custo e efetividade e chegou à conclusão de que os investimentos com o uso do insumo são positivos.</p>
<p>“Os municípios são divididos em áreas que são determinadas a partir de setores censitários, considerando o coeficiente de incidência acumulada de leishmaniose visceral ou pelo menos um dos seguintes indicadores: número de cães por habitante; prevalência canina ou vulnerabilidade socioeconômica”, pontua a coordenadora.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">A DOENÇA</span><br />
A ocorrência da leishmaniose visceral é descrita no Norte de Minas desde a década de 1940 e, no Vale do Rio Doce, desde 1960. A partir da década de 1980 a leishmaniose visceral se expandiu para o ambiente urbano. A doença é transmitida pelo vetor Lutzomyia longipalpise, conhecido popularmente como mosquito palha, tatuquiras, birigui, entre outros.</p>
<p>Os principais sintomas são: febre de longa duração; aumento do fígado e baço; perda de peso; fraqueza; redução da força muscular e anemia. Apesar de grave, a leishmaniose visceral tem tratamento gratuito e está disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde &#8211; (SUS).</p>
<p>“A leishmaniose visceral é uma doença de notificação compulsória. A partir de todo caso suspeito se torna obrigatória a investigação, com a avaliação do paciente e a realização dos exames que possam confirmar o caso, bem como desencadear ações ambientais para o controle da doença”, explica Agna Menezes.</p>
<p>No Norte de Minas, o Hospital Universitário Clemente de Faria, sediado em Montes Claros, é a unidade de referência para tratamento de pacientes acometidos pela leishmaniose visceral.</p>
<p>Para a realização de exames, os pacientes residentes em Montes Claros são encaminhados para a Policlínica do bairro Alto São João, onde é feita coleta de sorologia. Nas demais localidades esse procedimento é de responsabilidade das secretarias municipais de saúde. As amostras são encaminhadas para análise no Laboratório Macrorregional da SES-MG, sediado em Montes Claros.</p>
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