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	<title>Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) &#8211; Revista Tempo</title>
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	<description>A melhor revista de Montes Claros</description>
	<lastBuildDate>Sun, 02 Jun 2024 21:11:15 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) &#8211; Revista Tempo</title>
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		<title>Secretaria de Saúde alerta sobre os malefícios do consumo de cigarro para crianças e adolescentes</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/06/03/secretaria-de-saude-alerta-sobre-os-maleficios-do-consumo-de-cigarro-para-criancas-e-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 11:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial Sem Tabaco]]></category>
		<category><![CDATA[malefícios do consumo de cigarro para crianças e adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)]]></category>
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					<description><![CDATA[No Dia Mundial Sem Tabaco, campanha visa prevenir o tabagismo, com destaque para os cigarros eletrônicos

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										<content:encoded><![CDATA[<p>O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência da nicotina presente nos produtos à base de tabaco. Nos mercados nacional e internacional, há uma variedade de itens derivados de tabaco que podem ser usados de diversas formas: fumado, inalado, aspirado, mascado ou absorvido pela mucosa oral.</p>
<p>Todos contêm nicotina, causam dependência e aumentam o risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis (DNCT), diversos tipos de câncer e outras enfermidades.</p>
<p>Em virtude de ser um problema de saúde pública, em 1987, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 31/5 como o Dia Mundial Sem Tabaco, para alertar a população sobre o risco das inúmeras doenças ocasionadas pela substância, além do alto índice de mortalidade em todo o mundo.</p>
<p>Em 2024, para marcar a data, a OMS elegeu o tema “Proteção das crianças contra a interferência da indústria do tabaco”, com o intuito de assegurar o direito à saúde de crianças, adolescentes e jovens.</p>
<p>Em Minas Gerais, a <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.saude.mg.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.saude.mg.gov.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1717448798785000&amp;usg=AOvVaw1z_3nrF8v53y0WpyUmYsIc">Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)</a></span> lançou a campanha “Tabagismo: cancele essa ideia”, para alertar esse público quanto aos malefícios do uso de derivados do tabaco, em especial, os dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), popularmente chamados de cigarros eletrônicos ou vape.</p>
<p>A campanha busca conscientizar a população infantil e jovem sobre os riscos do tabaco e incentivar ações educativas, nas escolas e comunidades, que capacitem também pais e responsáveis a tomarem decisões informadas em relação ao tabagismo.</p>
<p>No Brasil, segundo a  Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense) de 2019, entre os estudantes de 13 a 17 anos, 22,5% dos meninos e 22,6% das meninas já haviam experimentado cigarro alguma vez na vida.</p>
<p>A mesma pesquisa apontou que, em Belo Horizonte, 15% dos alunos fumaram pela primeira vez com 13 anos ou menos e 8,2% fumaram algum dia nos 30 dias anteriores à pesquisa, percentual que foi de 4,4% em 2012 e 4,5% em 2015.</p>
<p>“Adolescentes são mais vulneráveis à nicotina, substância presente nos produtos de tabaco, pelo fato de o cérebro não estar completamente desenvolvido. Por isso, é importante alertá-los quanto aos malefícios do uso desses produtos, especialmente os cigarros eletrônicos, que estão amplamente disseminados nessa faixa etária,” ressalta a coordenadora de Programas de Promoção da Saúde e Controle do Tabagismo da SES-MG, Nayara Resende.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Influência</strong></span></p>
<p>“Na época era bonito fumar, todo mundo fumava, então acabei fumando por influência de amigos e da turma. Eu sentia que fazia mal, mas tinha  dificuldade de parar. Quando consegui ficar dois dias sem fumar, não fumei mais”, narra o o empresário Roberto dos Santos Corrêas.</p>
<p>Ele começou a fumar aos 11 anos de idade e parou com 25. Hoje, aos 65 anos, ele está certo de que isso foi  uma das melhores coisas que fez por sua saúde. “Não sinto falta nenhum dia”, acrescenta.</p>
<p>A administradora Bruna Piassi, de 42 anos, também começou a fumar por influência dos colegas, com 14 anos, e só largou o cigarro aos 36. “Eu via meus amigos na porta da escola fumando e aquilo era super descolado, era super legal ver todo mundo fumando ali, como se fosse um amadurecimento”, conta.</p>
<p>Bruna buscou se livrar da dependência do tabaco quando começou a apresentar  problemas de saúde. “Várias vezes eu tentei parar de fumar, sem sucesso. Mas já não me sentia bem. Toda vez que eu fumava, sentia queimação no estômago, um aumento do suco gástrico, então acabei parando por conta disso”.</p>
<p>“O que eu não sabia é que três anos depois, aos 39, eu teria um tumor no útero e o fato de já ter parado de fumar me ajudou muito naquela ocasião, pois eu realmente precisava ficar longe do cigarro”, lembra a administradora.</p>
<p>Além dos malefícios à saúde, a iniciação precoce ao fumo é uma porta para o uso de outras substâncias, como álcool e drogas ilícitas. Adolescentes fumantes, quando comparados aos não fumantes, consomem três vezes mais álcool, usam oito vezes mais maconha e 22 vezes mais cocaína.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Atuação da SES-MG</strong></span></p>
<p>A SES-MG atua durante todo o ano junto aos municípios mineiros na mobilização de gestores e profissionais de saúde para a promoção de atividades de educação e sensibilização da população quanto aos malefícios do consumo de produtos do tabaco.</p>
<p>Em parceria com a <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.educacao.mg.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.educacao.mg.gov.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1717448798785000&amp;usg=AOvVaw3vBgB9i-yvj29ObGC-yLWb">Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG)</a></span>, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), a SES-MG também fomenta o desenvolvimento das ações contra o tabagismo no ambiente escolar.</p>
<p>A pasta da Saúde estadual também apoia os municípios na oferta do tratamento contra o tabagismo, por meio da qualificação dos profissionais da saúde, e nas medidas fiscalizatórias e regulatórias relacionadas ao comércio, venda, publicidade e uso de produtos de tabaco.</p>
<p>Em Minas Gerais, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento em mais de 300 municípios, por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. O usuário que tiver interesse em parar de fumar deve entrar em contato com a respectiva secretaria municipal de Saúde, onde será informado sobre os locais que ofertam o tratamento, realizado, prioritariamente, nas unidades básicas de saúde (UBS).</p>
<p>Na quarta-feira (29/5), a SES-MG promoveu uma palestra online sobre prevenção do tabagismo e o uso dos cigarros eletrônicos, em parceria com o Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), voltada aos profissionais da saúde e da educação e gestores municipais.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Cigarros eletrônicos</strong></span></p>
<p>Os cigarros eletrônicos são equipamentos à bateria utilizados para fumar ou vaporar e são apresentados em diferentes modelos e sistemas. A maioria contém nicotina, seja por meio líquido ou do próprio  tabaco, apresentando substâncias severamente tóxicas.</p>
<p>Apesar da comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos serem proibidas no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde 2009, eles são vendidos ilegalmente pela internet, no comércio informal ou, ainda, podem ser adquiridos no exterior para uso pessoal.</p>
<p>O uso de cigarro eletrônico aumenta em mais de três vezes o risco de experimentação de cigarro convencional e mais de quatro vezes o risco de consumo regular do cigarro. Por conterem nicotina, os cigarros eletrônicos podem levar à dependência dessa substância e à procura por outros produtos de tabaco.</p>
<p>”As medidas de controle ao cigarro eletrônico englobam a proibição da comercialização, importação e propaganda desses produtos no Brasil, assim como a promoção ações educativas que visam informar a população em geral, mais especificamente crianças e jovens, sobre os malefícios à saúde”, reforça  a coordenadora Nayara Resende.</p>
<p>Em 2019, os Estados Unidos começaram a noticiar o surgimento de casos de uma doença pulmonar grave relacionada ao uso de dispositivos eletrônicos para fumar. O crescimento do número de casos foi reconhecido como epidemia e a doença nomeada com a sigla Evali (Electronic or Vaping Acute Lung Injury).</p>
<p>O Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos relatou, até dezembro de 2019, 2.291 casos de pessoas hospitalizadas com Evali, com confirmação de 48 mortes. No Brasil, até o início de dezembro de 2019, foram relatados três casos suspeitos da doença, sendo que todas as pessoas identificadas  fizeram uso de cigarros eletrônicos.</p>
<p>Durante a manipulação de cartuchos e líquidos dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) também pode haver intoxicação e, devido  às baterias, há risco de explosões que podem causar ferimentos e queimaduras leves ou graves em seus usuários.</p>
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		<title>Saúde direciona ao comércio mais uma estratégia contra o fumo e derivados</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/01/25/saude-direciona-ao-comercio-mais-uma-estrategia-contra-o-fumo-e-derivados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 13:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[comércio]]></category>
		<category><![CDATA[estratégia contra o fumo e derivados]]></category>
		<category><![CDATA[Nova cartilha]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)]]></category>
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					<description><![CDATA[Nova cartilha busca informar e mobilizar comerciantes sobre permissões e proibições do consumo, exposição, propaganda e venda de produtos

]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cachimbo, cigarrilha, cigarro, cigarro de palha, vaper, fumo de rolo, narguilé. Esses são apenas alguns dos fumígemos disponíveis no mercado. O que todos eles têm em comum é que são amplamente comercializados e causam grande malefício à saúde, com a presença de benzeno, nicotina, arsênio, nitrosaminas, gás cianídrico, amônia, monóxido de carbono, metais pesados e formaldeído, entre outras substâncias encontradas nesses produtos.</p>
<p>São inúmeras as proibições relacionadas ao comércio de produtos derivados do tabaco, como a venda de cigarros avulsos, a propaganda de cigarros, a comercialização, importação e propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, entre diversas outras, que muitas vezes são desconhecidas ou ignoradas.</p>
<p>Embora seja proibido fumar qualquer produto derivado ou não do tabaco em locais de uso coletivo, públicos ou privados, mesmo que seja parcialmente fechado por parede, divisória, teto ou toldo, muitos consumidores não respeitam essas regras ou mesmo não sabem que não se pode fumar, por exemplo, nos pontos de ônibus cobertos. Além disso, desde 2011, é proibido áreas reservadas para fumar em recintos coletivos, os chamados “fumódromos”.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Apelo </strong></span><u></u><u></u></p>
<p>Para conscientizar comerciantes e fumantes acerca de permissões e proibições sobre consumo, exposição, propaganda e comércio de produtos de tabaco em Minas Gerais, a <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.saude.mg.gov.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.saude.mg.gov.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1706269535501000&amp;usg=AOvVaw1Ygy6dzwFTqmdfHoYmN_kF">Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)</a></span> publicou a cartilha Controle de Produtos Derivados do Tabaco.</p>
<p>O material foi compartilhado com as 28 Unidades Regionais de Saúde, e vem sendo divulgado também em parceria com Associação Mineira de Indústria de Panificação (Amipão), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Seccional Minas Gerais (Abrasel) e Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).</p>
<p>“Identificamos, junto a órgãos parceiros e ao setor varejista, a necessidade de elaboração de material informativo para os comerciantes que vendem produtos fumígenos a fim de promover o cumprimento das normas e a conscientização desses profissionais sobre as responsabilidades legais envolvidas na venda desses produtos”, explica a referência técnica da Diretoria de Promoção da Saúde e Políticas de Equidade da SES-MG, Cristiane Tomaz.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Mercado</strong></span></p>
<p>Winicius Segantine, presidente da Amipão, participou das discussões e pontua que essa troca foi fundamental para o esclarecimento das normas em vigor.</p>
<p>“As equipes nos apresentaram dados sobre prevalência do tabagismo no estado e detalharam a regulamentação para venda dos fumígenos. Então, acionamos nossos associados e sindicalizados para reforçar as normas e esperamos que eles contribuam, reduzindo a facilidade do consumo desse tipo de produto”, destaca ele.</p>
<p>Em maio de 2023, a SES-MG, em parceria a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), promoveu a qualificação de 90 profissionais que atuam na vigilância sanitária do estado e na sensibilização do setor varejista de Minas Gerais sobre fiscalização e controle dos produtos de tabaco. No último ano, também foi realizada campanha sobre os malefícios e proibições do uso e comércio do cigarro eletrônico.</p>
<p>A cartilha Controle de Produtos Derivados do Tabaco está disponível no site da SES-MG. <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.saude.mg.gov.br/images/SCO_0016_23_CARTILHA_ANTITABAGISMO.pdf" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.saude.mg.gov.br/images/SCO_0016_23_CARTILHA_ANTITABAGISMO.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1706269535501000&amp;usg=AOvVaw1XY8L6a3is7QghqGHB-zR0">Acesse aqui</a>.   </span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Fiscalização</strong></span></p>
<p>A diretora da Vigilância Sanitária da Prefeitura de Belo Horizonte, Zilmara Aparecido Ribeiro, explica que o trabalho de fiscalização no âmbito municipal avalia, justamente, o cumprimento do que é determinado pela Anvisa, quanto à exposição e à comercialização dos produtos.</p>
<p>“A Vigilância municipal fiscaliza, por exemplo, se a exposição dos produtos fumígenos apresenta imagens que evidenciem os malefícios do tabaco, se os mostruários contêm somente os produtos expostos à venda, com as respectivas advertências sanitárias, e se consta a mensagem de proibição de venda a menor de 18 anos”, detalha.</p>
<p>Katiane Souza, gerente da padaria +Panini, em Belo Horizonte, afirma que o estabelecimento segue à risca as regras para comercializar os produtos derivados do tabaco.</p>
<p>“Estamos sempre atentos às normas, bem como às atualizações do que se encontra estabelecido. Não vendemos cigarros para menores de 18 anos e não comercializamos a unidade isolada desse produto, que é o chamado cigarro picado. Atentamos também para não deixar esses itens em local de fácil acesso, conforme determinação da Anvisa”, reforça ela.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Tabagismo em Minas Gerais</strong></span><u></u><u></u></p>
<p>A estimativa de fumantes em Minas Gerais, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2019, é de 2.709.898. O número corresponde a 13,19% da população do estado e o grupo etário mais representativo de fumantes é o de 40 a 59 anos (14,7%).</p>
<p>Já no que se refere ao uso do tabaco entre escolares, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense) indica que a experimentação de narguilé, uma espécie de cachimbo (25,1%), cigarro eletrônico (18,3%) e outros produtos do tabaco (9,3%) também se mostra elevada entre os adolescentes, de 13 a 17 anos, no estado.</p>
<p>O assistente administrativo Matheus Almeida, de 20 anos, é fumante há dois. “Fumo, normalmente, dois maços de cigarro branco ou um maço de cigarro de palha por semana”, conta ele.</p>
<p>Para além dos malefícios à saúde, Almeida destaca outro inconveniente causado pelo cigarro, o que colabora para que pense em parar de fumar.  <u></u><u></u></p>
<p>“Apesar do tempo que já fumo, também não me acostumei com o cheiro e tenho em mente abandonar o cigarro”, afirma.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Prevenção, controle e tratamento</strong></span></p>
<p>O tabagismo provoca dependência física, psicológica e comportamental, num processo semelhante ao que ocorre com outras drogas como álcool, cocaína e heroína.</p>
<p>Por isso, no campo da promoção à saúde, prevenção e tratamento, a Secretaria de Estado de Saúde desenvolve uma série de ações junto aos municípios mineiros, por meio do Programa Estadual de Controle do Tabagismo.</p>
<p>Em 2023, 492 (57,68%) municípios do estado ofereceram tratamento a mais de 50 mil tabagistas na Atenção Primária à Saúde.</p>
<p>Além disso, naquele ano, 776 (90,93%) municípios realizaram ações educativas e de mobilização social para a população, com a temática de dependência química, tabaco, álcool e outras drogas.</p>
<p>O usuário que deseja parar de fumar deve procurar a Unidade de Atenção Primária à Saúde mais próxima, entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para verificar onde ocorre o atendimento, ou ainda discar 136, número do Disque Saúde, serviço nacional de atendimento telefônico que fornece orientações sobre como parar de fumar, encaminhamento para tratamento e legislação referente ao tabagismo e ao controle do tabaco. O Disque Saúde funciona 24 horas, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 18h.</p>
<p>A SES-MG também produziu uma cartilha com dez passos para quem deseja parar de fumar, disponível <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.saude.mg.gov.br/images/2023/Tabagismo%202023/cartilha-tabagismo-2023%201.pdf" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.saude.mg.gov.br/images/2023/Tabagismo%25202023/cartilha-tabagismo-2023%25201.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1706269535501000&amp;usg=AOvVaw11g9snE4CWoHCnofLE1fvh">neste link</a>. </span></p>
<p>Saiba mais em: <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.saude.mg.gov.br/tabagismo" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.saude.mg.gov.br/tabagismo&amp;source=gmail&amp;ust=1706269535501000&amp;usg=AOvVaw3W6YiQ7BwcueIGLWDg9sRF"> https://www.saude.mg.gov.<wbr />br/tabagismo</a>.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Tratamento para sofrimento ou transtornos mentais está disponível na rede pública de saúde de todo o estado</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/01/17/tratamento-para-sofrimento-ou-transtornos-mentais-esta-disponivel-na-rede-publica-de-saude-de-todo-o-estado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jan 2024 13:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Atenção Psicossocial (Caps)]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de Atenção Psicossocial em Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento para sofrimento ou transtornos mentais]]></category>
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					<description><![CDATA[Minas Gerais conta com 424 Centros de Atenção Psicossocial com equipe multidisciplinar.
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim&#8221;. A lista é bem extensa e, de acordo com a escritora Martha Medeiros, a dor que mais dói é a saudade. Mas há outras tantas invisíveis e silenciosas, como as dores das pessoas com sofrimento ou transtornos mentais.</p>
<p>Renata Rodrigues Martini, 40 anos, moradora de Lagoa Santa, é paciente do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) no município. Segundo ela, foi ali que encontrou acolhimento, apoio e pessoas aptas a ouvir e ajudar com as suas angústias.</p>
<p>“Iniciei o tratamento há quatro meses. Na verdade, retomei há quatro meses, porque comecei e interrompi por ter arrumado um trabalho e não tinha como vir para cá, então acabei me automedicando. Depois parei de tomar os remédios porque achei que já estava bem. Só que, nisso, deu um efeito rebote e precisei realmente estar mais assídua aqui no Caps para seguir com o tratamento correto, dando um passo de cada vez. Então agora venho diariamente”, relata ela, que prefere não falar sobre o diagnóstico.</p>
<p>A paciente reflete sobre as mudanças que o tratamento contínuo no Caps promoveu em sua vida. “Vejo uma Renata mudada, mais calma, mais branda, consciente, muito consciente do tratamento. Quando a gente sabe do que precisa, o que a gente quer para a nossa vida, fica mais fácil. Eu me sinto muito mais leve e confiante”, afirma.</p>
<p>Entre as várias atividades oferecidas no Caps, Renata demonstra preferência pelas oficinas de pintura, para a exibição de filmes e atividades de decoração do imóvel onde funciona o centro. Ela também comenta sobre a relação com os profissionais que ali trabalham. “O carinho que recebemos aqui é muito importante porque uma atenção, uma palavra, um olhar acalentado, nos deixam muito mais seguros para seguir com o tratamento, e aqui todo mundo é muito preparado”, salienta.</p>
<p>Embora com algum pesar, ela vê essa fase como uma nova oportunidade. “Os problemas que eu tinha, que eu tenho, são consequências de muitas atitudes que eu tive sem tratamento. É algo que colho hoje e não tem como voltar e fazer diferente, mas isso está me dando força para trabalhar minha nova versão e escrever uma nova história”, conclui com um sorriso.</p>
<p>De acordo com o psicólogo e coordenador do Departamento de Saúde Mental de Lagoa Santa, Maxwell Civinelli dos Santos, no Caps adulto do município são realizados cerca de 800 atendimentos por mês. Segundo ele, o maior desafio nesse contexto é o diagnóstico diferencial. “Há doenças que se parecem muito, com um conjunto de sintomas bem semelhantes, como o transtorno de personalidade bipolar e a esquizofrenia. Ter um diagnóstico correto da patologia é essencial para definir todo o caminho a ser percorrido durante o tratamento no Caps”.</p>
<p>Ele explica que, a partir da entrada do paciente na Rede de Atendimento Psicossocial, é desenvolvido um projeto terapêutico singular para tratar cada uma das demandas daquele indivíduo e de sua família.</p>
<p>Entre as atividades desenvolvidas nos Caps, o coordenador destaca as oficinas terapêuticas oferecidas, que incluem artesanato e diversas formas de produção cultural. “Essa atividade é de fundamental importância para a valorização pessoal dos pacientes, influindo na potencialização do tratamento oferecido, pois o sentimento de se sentir útil e visualizar o resultado do seu trabalho é parte importante do processo”, explica.</p>
<p>“É comum aos pacientes do serviço de saúde mental o sentimento de inutilidade, incapacidade e impotência. Buscamos dia a dia reverter essa sensação e mostrar para esse usuário que ele é capaz, e tem total condição de fazer e, eventualmente, gerar renda com a sua produção. Ou seja, ele pode estar momentaneamente prejudicado nas suas capacidades, mas esta não é a sua essência, ele é um ser capaz”, ressalta Maxwell.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Rede de Atenção Psicossocial em Minas Gerais</strong></span></p>
<p>O Sistema Único de Saúde (SUS) possui serviços para assistência em saúde mental a toda a população que apresente sofrimento ou transtorno mental ou com necessidades de saúde decorrentes do uso prejudicial de álcool e drogas. A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) é uma rede de serviços regionalizada de base territorial e comunitária onde a atenção deve ser realizada o mais próximo possível do usuário. Esses serviços atuam de forma articulada, inclusive com outras áreas, como assistência social, educação e direitos humanos para garantir o cuidado efetivo ao usuário.</p>
<p>“O cuidado em saúde mental ocorre na atenção primária, secundária e terciária, de acordo com a necessidade e condição clínica do paciente. A pessoa em sofrimento mental agudo e persistente deve procurar os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), postos de urgência e emergência, ou unidades básicas de saúde para que um profissional qualificado avalie o quadro e faça a intervenção necessária, seja iniciar o tratamento ou dar o encaminhamento para o serviço adequado”, explica a coordenadora de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Taynara Fátima da Silva Paula.</p>
<p>&#8220;A saúde mental precisa ser discutida todo o ano. Mas, neste mês, o &#8216;Janeiro Branco&#8217;, intensificamos as discussões sobre essa temática e a importância da atuação da rede de cuidados&#8221;, destaca. &#8220;Os serviços que compõem a Raps são de gestão municipal. Por sua vez, a SES-MG financia tanto a implantação dos equipamentos da Raps quanto o seu custeio mensal. Em 2023, foram mais de R$ 120 milhões investidos para que os serviços de saúde mental tenham um atendimento cada vez mais qualificado e que a Raps seja cada vez mais robusta e fortalecida&#8221;, ressalta a coordenadora.</p>
<p>Minas Gerais conta com 424 Centros de Atenção Psicossocial, de diversas modalidades, sendo I, II ou III, de acordo com a população do município (até 15 mil, 70 mil ou mais de 150 mil habitantes, respectivamente), infanto-juvenil e AD (especialista em atendimento contra o álcool e outras drogas), compostos por equipe multiprofissional, médico-psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, enfermeiro, entre outros. Além disso, o estado conta também com 606 leitos de saúde mental nos Hospitais Gerais.</p>
<p>Em 2023, a<span style="color: #ff0000;"> <a style="color: #ff0000;" href="https://www.saude.mg.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)</a></span> investiu R$ 123 milhões da Rede de Atenção Psicossocial em todo estado, sendo R$ 15 milhões na Atenção Primária para o fortalecimento das Equipes Complementares de Saúde Psicossocial, das Equipes de Atenção Residencial de Caráter Transitório e das Equipes de Consultório na Rua; R$ 97 milhões para os Centros de Atenção Psicossocial e Serviços Residenciais Terapêuticos; e R$ 11 milhões em leitos de saúde mental nos Hospitais Gerais e no serviço hospitalar às pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas.</p>
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		<title>Minas registra melhor ano da história em doações de múltiplos órgãos</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2023/12/29/minas-registra-melhor-ano-da-historia-em-doacoes-de-multiplos-orgaos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Dec 2023 12:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[doação de órgãos]]></category>
		<category><![CDATA[melhor ano da história em doações de múltiplos órgãos]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)]]></category>
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					<description><![CDATA[Número de doações aumentou cerca de 10% em relação a 2019 que, até então, havia sido o ano com maiores índices no estado.
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Minas encerra o ano com mais esperança para quem está na fila de espera por um órgão. O Estado registrou aumento de cerca de 10% de doações de múltiplos órgãos em relação ao ano de 2019, ultrapassando 2,2 mil transplantes realizados somente este ano.</p>
<p>O aumento se deve a uma redução de cerca de 5% na recusa familiar, além do crescimento no número de notificações de potenciais doadores.  As doações de rins estão no topo da lista, com 769 transplantes, de doadores falecidos e vivos.</p>
<p>De acordo com o diretor do<span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.fhemig.mg.gov.br/atendimento/1395-mg-transplantes" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.fhemig.mg.gov.br/atendimento/1395-mg-transplantes&amp;source=gmail&amp;ust=1703935756044000&amp;usg=AOvVaw3nc4uLQWN3SktCst1nIoAh"> MG Transplantes</a></span>, Omar Lopes Cançado, durante a pandemia foi registrada queda significativa no número de doações e, agora, os números voltaram a crescer, superando o melhor ano da história do Estado, antes da covid-19 &#8211; resultado das campanhas de incentivo à doação de órgãos e das inúmeras ações educativas realizadas pelo MG Transplantes (MGTX) e pela<a href="https://www.fhemig.mg.gov.br/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.fhemig.mg.gov.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1703935756044000&amp;usg=AOvVaw2_k7n1cOzqRDh39oTGloCt"> <span style="color: #ff0000;">Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig)</span></a><span style="color: #ff0000;"> </span>ao longo do ano.</p>
<p>“A campanha Setembro Verde foi muito importante, já que observamos o maior aumento no segundo semestre de 2023. No entanto, os cursos de ‘Capacitação para diagnóstico de morte encefálica e comunicação em situações críticas’, promovidos pelo MGTX, foram de grande impacto para que conseguíssemos realizar um número maior de transplantes em Minas”, destaca o diretor.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Apoio familiar </strong></span></p>
<p>Conversar com a família e demonstrar o desejo de ser um doador pode contribuir para que a taxa de recusa familiar diminua ainda mais e os números de doações sejam melhores, já que basta apenas uma resposta positiva dos parentes (até segundo grau) para autorizar a doação.</p>
<p>“As pessoas precisam conversar mais, principalmente dentro de casa, e expor suas ideias a respeito da doação de órgãos. Todos podem ser doadores. Não é preciso deixar nenhum registro em vida. Basta comunicar o seu desejo à família”, explica Omar.</p>
<p>A fila de espera por órgãos e tecidos para transplantes em Minas Gerais soma, atualmente, 6.488 pessoas.</p>
<p>Para 2024, a meta continua sendo aumentar ainda mais as doações. “Esperamos que com o início da política de Incentivo Estadual para Doações e Transplantes, que conseguimos em parceria com a <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.saude.mg.gov.br/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.saude.mg.gov.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1703935756044000&amp;usg=AOvVaw3unJ3p6j-wkAWc00VkU3Ry">Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)</a>,</span> esses números melhorem ainda mais”, afirma Omar.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Segunda chance </strong></span></p>
<p>A psicóloga e neurocientista Ailla Pacheco é a prova de que um “sim” pode mudar toda uma história.</p>
<p>Em 2020, em meio à pandemia, ela passou por uma falência hepática, levando a quatro meses de internação e 40 dias de coma.</p>
<p>“Enfrentei 15 diferentes infecções, paracentese (inserção de uma agulha dentro da cavidade abdominal para a remoção de líquido), derrame pleural, intubação seguida de traqueostomia e inúmeras outras intercorrências que me deixaram com mínimas chances de sobrevivência”, lembra.</p>
<p>Para ela, o transplante foi uma segunda chance de reconstruir sua vida. “Pude recuperar minha saúde, retomar as atividades em minha clínica, realizar sonhos, curtir a minha família e, de maneira especial, conhecer o amor da minha vida, em 2021”.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"> <strong>Sonho realizado</strong></span></p>
<p>Este ano, após três anos do seu transplante, ela pode tornar mais um de seus sonhos realidade,  celebrando, não apenas uma, mas três vezes o seu casamento, com as cerimônias no civil, no religioso e também só a dois, na praia.</p>
<p>“A doação esteve presente durante toda a cerimônia da igreja. Nos votos do casamento, meu marido homenageou o meu doador, e minhas damas entraram carregando plaquinhas incentivando a doação de órgãos”, conta ela, que não se cansa de agradecer pela oportunidade que recebeu e de lutar pela causa.</p>
<p>“Cada órgão doado é um ato de amor que transcende as palavras. É um presente precioso, que não apenas salva vidas, mas também resgata sonhos, esperanças e a oportunidade de um recomeço. A coragem e a compaixão de cada doador e de suas famílias iluminam o caminho da esperança para aqueles que enfrentam desafios de saúde”, afirma a transplantada.</p>
<p>Para Ailla, o crescimento no número de doações em 2023 é reflexo dos esforços contínuos de conscientização daqueles que, como ela, se entregam à causa.</p>
<p>“Como transplantada e pesquisadora em saúde, vejo com admiração a transformação dos transplantados em verdadeiros ativistas da doação, sendo a prova viva de que o ‘sim’ de uma família pode manter a luz da vida acesa, como experimentei pessoalmente. Por isso, diante da dor da perda, convido todos a escolherem não desistir de amar! Doar órgãos representa doar amor, mantendo a chama de até dez vidas acesas na terra”, conclui.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Sobre a doação de órgãos</strong></span></p>
<p>A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical).</p>
<p>A doação de alguns órgãos como o rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Um único doador pode salvar mais de dez pessoas.</p>
<p>Para a doação de órgãos de pessoas falecidas, somente após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica é que o procedimento pode ser realizado.</p>
<p>O mais comum é que ocorra com pessoas que sofreram algum tipo de acidente que provocou traumatismo craniano ou que foram vítimas de um acidente vascular cerebral (derrame) e evoluíram para morte encefálica &#8211; interrupção irreversível das atividades cerebrais.</p>
<p>Em caso de dúvidas da população, podem ser esclarecidas pelo telefone 0800-2837183 ou na página <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="mailto:www.saude.mg.gov.br/doeorgaos">www.saude.mg.gov.br/doeorgaos</a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Campanha Setembro Verde busca conscientizar população sobre doação de órgãos</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2023/09/04/campanha-setembro-verde-busca-conscientizar-populacao-sobre-doacao-de-orgaos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Sep 2023 13:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco 1]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[doação de órgãos]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro Verde]]></category>
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					<description><![CDATA[Diversas ações são realizadas durante o mês com o objetivo de aumentar notificações de possíveis doadores, sensibilizando as famílias.

]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_23262" class="wp-caption aligncenter" ><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-23262" src="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/download-1.png" alt="" width="600" height="223" srcset="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/download-1.png 368w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/download-1-300x112.png 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p class="wp-caption-text"><strong>Foto</strong>: Divulgação</p></div>
<p>“Sim”. Três letras que podem salvar diversas vidas. A campanha Setembro Verde, de conscientização sobre a doação de órgãos, incentiva a realização de inúmeras ações neste mês, cujo objetivo é único: que esta pequena palavra seja dita por mais famílias de possíveis doadores. O<a href="https://www.fhemig.mg.gov.br/atendimento/1395-mg-transplantes" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.fhemig.mg.gov.br/atendimento/1395-mg-transplantes&amp;source=gmail&amp;ust=1693857831128000&amp;usg=AOvVaw3Q3Zr5T94Wf4XNGTX0wiXy"> <span style="color: #ff0000;">MG Transplantes</span></a>, da <a href="https://www.fhemig.mg.gov.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.fhemig.mg.gov.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1693857831128000&amp;usg=AOvVaw2fmp62bkmDrWrebUuxI7Cj"><span style="color: #ff0000;">Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig)</span></a>, participa ativamente da campanha todos os anos e, atualmente, está promovendo várias iniciativas para incentivar mais doações e menos recusas de familiares.</p>
<p>O número de transplantes em Minas Gerais vem aumentando – foram 1.573 procedimentos efetivados em 2020, 1.733 em 2021 e 2.003 em 2022 -, o que revela a retomada das doações com a estabilidade dos casos da covid-19 no país.</p>
<p>Porém, as estatísticas permanecem distantes do necessário para atender à demanda de transplantes no estado. A média de recusa para a doação de órgãos também cresceu: está em torno de 45%, sendo que, em 2019 (antes da pandemia) chegou a 25%.</p>
<p>Para a doação ocorrer, apenas a resposta positiva dos familiares é necessária – não é preciso deixar nenhum registro sobre esse desejo em vida. A lista de espera por órgãos e tecidos para transplantes em Minas somava, até julho deste ano, 5.949 pessoas.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Informação </strong></span></p>
<p>De acordo com o coordenador do MG Transplantes, Omar Lopes Cançado, um dos principais motivos para a alta recusa de doações é a falta de informação. “As campanhas são de extrema importância, pois o grande público pode entender mais sobre o que é a morte encefálica, por exemplo. Isso ajuda para que, caso a pessoa tenha um familiar que seja um potencial doador de órgãos, simplifique a comunicação do diagnóstico a ela e, consequentemente, a tomada de decisão”.</p>
<p>Omar ressalta também a falta de diálogo sobre o assunto dentro da sociedade. “As pessoas precisam conversar mais, principalmente dentro de casa, e expor suas ideias a respeito da doação de órgãos. Levar informação à população faz com que o público dialogue mais”, opina.</p>
<p>Omar ainda destaca a necessidade de melhora dos índices de notificação de possíveis doadores nas unidades de saúde. “O diagnóstico de morte encefálica demanda muitos profissionais e exames complementares que não estão disponíveis em todos os lugares. É preciso que a rede estadual de saúde possa identificar estes pacientes”, completa Omar.</p>
<p>Por isso, em 2023, o MG Transplantes retomou os cursos de diagnóstico de morte encefálica, interrompidos durante a pandemia. Somente este ano foram treinados cerca de 450 médicos pelas equipes da instituição.<u></u><u></u></p>
<p><u></u><strong><span style="color: #ff0000;">Lançamento da campanha</span><u></u><u></u></strong></p>
<p>A Rede Fhemig realizou, em parceria com a <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.saude.mg.gov.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.saude.mg.gov.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1693857831128000&amp;usg=AOvVaw3VCbJX7Xz-jbm64BGijjiv">Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)</a></span>, na sexta-feira (1/9), ação em prol da doação de órgãos. O evento, que abriu a campanha Setembro Verde, aconteceu em frente à praça Floriano Peixoto e contou com a presença de representantes de diversas instituições de saúde de Minas Gerais e de pessoas que já foram transplantadas.</p>
<p>&#8220;O setembro verde é uma das campanhas, de responsabilidade da Fhemig, de maior importância. Esperamos fazer &#8211; não só neste mês, mas durante todo do ano &#8211; um amplo trabalho voltado à sensibilização da população, que é essencial para a captação de órgãos&#8221; afirmou a presidente da fundação, Renata Dias. Ela aproveitou para lembrar ainda o aumento da taxa de recusa durante a pandemia. &#8220;Tivemos níveis muito baixos de doação durante a pandemia da covid-19. Neste primeiro semestre, conseguimos retomar mais de 30% e, com a campanha, esperamos conseguir alavancar ainda mais o número de doações&#8221;.</p>
<p>O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, também esteve presente e destacou a importância da campanha. &#8220;Viemos aqui hoje para lembrar sobre a importância de avisarmos nossas famílias e amigos que somos doadores. É um ato simples, que pode salvar as vidas de pessoas que estão aguardando na fila &#8211; hoje, somente em Minas, quase 6 mil pessoas esperam por um transplante&#8221;, disse Fábio.</p>
<p>O secretário ressaltou, ainda, o aumento da atuação de Minas Gerais na causa. &#8220;Recentemente, aprovamos a reformulação da nossa política de transplantes. Por muito tempo, os transplantes de pulmão e alguns realizados em crianças eram transferidos para outro estado, o que em breve não será mais necessário. Desta maneira, o estado vem aumentando a captação de órgãos e aumentando a agilidade do processo, atendendo mais pessoas e dando maior qualidade de vida a elas&#8221;, finalizou.<u></u><u></u></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Superação</strong></span><u></u><u></u></p>
<p>Psicóloga, escritora e pesquisadora, Ailla Pacheco, de 33 anos, levava uma vida normal, em 2020, quando, após um dia de muito trabalho, resolveu ir ao hospital devido a alguns desconfortos que sentia. Tratava-se de um quadro de hepatite fulminante. “Fui imediatamente internada com sepse (infecção generalizada). Parei de comer, andar, falar. Fui percebendo o meu corpo parar e morrer gradualmente. Em seguida, tive encefalopatia hepática, seguida de um coma. No hospital, tive 12 infecções, realizei três arriscadas cirurgias, seis procedimentos e tinha pouquíssimas chances de sobreviver”, lembra.</p>
<p>Apesar do quadro grave, ela nunca perdeu a esperança. “Naquele momento, no hospital, eu compreendi a importância da saúde mental que sempre cultivei e, sobretudo, da fé. Entendi que tudo o que eu havia ensinado para as pessoas ao longo dos últimos 15 anos, trabalhando com psicologia e autoconhecimento, eu precisava &#8211; mais do que nunca &#8211; cultivar em meu próprio ser”.</p>
<p>A situação começou a mudar quando, em 10/10/2020, quatro dias antes do seu aniversário, Ailla recebeu o transplante de fígado – no caso dela não seria possível a doação parcial do órgão, que pode ser feita por um doador vivo.</p>
<p>Após a cirurgia, a psicóloga continuou internada por mais dois meses e meio para reabilitação. “Foram 120 dias direto de internação, em que precisei lutar muito para enfrentar a morte e abraçar a vida. Após o transplante, foi necessário reaprender a andar, falar, respirar e comer. A reabilitação completa durou aproximadamente um ano. Hoje, tenho uma vida incrível. Reabri minha clínica, que foi fechada quando eu adoeci, e vou me casar em poucos dias. A gratidão ao meu doador e à sua família será eterna. Por meio dele, várias vidas puderam ser salvas e a sua luz continuou acesa aqui na Terra. Graças a ele, tenho uma vida que vale a pena ser vivida e compartilhada”, afirma, emocionada.</p>
<p>Ela, que hoje se dedica à causa e desenvolve estudos relacionados à saúde mental para pacientes transplantados, aproveita para reafirmar a importância da família autorizar a doação. “Um doador pode salvar até oito vidas. Transplante é um recomeço e tem muita gente esperando pelo seu sim”, alerta.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Coração novo</strong></span></p>
<p>Linete Pinheiro da Costa, de 62 anos, sabe bem o que é a espera por um órgão. Em fevereiro de 2019, ela – que trabalhava e praticava atividade física regularmente – começou a se sentir esgotada e com falta de ar ao realizar pequenos esforços.</p>
<p>Preocupada, procurou por médicos de diferentes especialidades, até que o ecocardiograma, solicitado pelo cardiologista, apontou o problema. “Meu coração estava fraco, usando apenas 20% da sua capacidade para funcionar, sendo que o ideal seria mais de 60%. Não aguentei mais trabalhar e fui internada, pela primeira vez, durante oito dias. Iniciei um tratamento com vários medicamentos para fortalecer meu coração, já sabendo que uma hora seria inevitável o transplante”, conta.</p>
<p>No Natal de 2022, já muito grave, ela aguardava ansiosa pela doação do novo órgão. “É uma sensação de dependência. Esperamos pela generosidade de uma família para salvar a nossa vida”, desabafa.</p>
<p>No dia 21/2 deste ano ela, então, realizou o tão sonhado transplante e, após dois meses, finalmente teve alta do hospital.</p>
<p>Hoje, Linete vive uma vida quase normal, não fosse pelo acompanhamento médico constante e os fortes medicamentos que precisa tomar. “Uma das coisas que quem está morrendo mais valoriza é a vida. Ter a chance de poder continuar aqui é um milagre. Por isso, a atitude do familiar que autoriza a doação dos órgãos do seu ente querido é nobre, uma bondade que não tem preço. Levanto todos os dias agradecendo por ter tido mais uma chance”, conclui.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Treinamento</strong></span></p>
<p>Saber se comunicar com as famílias também é fundamental. Para isto, o MG Transplantes também oferece um curso, direcionado para profissionais da saúde responsáveis, por exemplo, por informar sobre o óbito de um ente querido e como funciona o processo de doação de órgãos.</p>
<p>“O curso ensina o profissional a como se proceder nesse momento e o que se deve falar para deixar as pessoas mais confortáveis ao serem abordadas. Nós não tentamos convencer ninguém de nada. O curso é muito mais informativo, damos os meios para que a pessoa possa tomar decisões”, explica Omar.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Busca por potenciais doadores</strong></span></p>
<p>Com o objetivo de viabilizar Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos (Cihdotts), equipes multiprofissionais responsáveis por identificar potenciais doadores dentro das instituições de saúde, o governo estadual aprovou incentivo financeiro para os hospitais que se candidatarem e cumprirem os requisitos mínimos para tal.</p>
<p>Segundo Omar Lopes, o valor pode chegar a R$ 10 mil, dependendo do número de doações que o hospital conseguir. “É um cofinanciamento, já que essas atividades também são financiadas pelo Ministério da Saúde”, explica o diretor do MG Transplantes.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Sobre a doação de órgãos</strong></span></p>
<p>A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical).</p>
<p>A doação de alguns órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Um único doador pode salvar mais de dez pessoas.</p>
<p>Para a doação de órgãos de pessoas falecidas, somente após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica é que o procedimento pode ser realizado.</p>
<p>O mais comum é que aconteça com pessoas que sofreram algum tipo de acidente que provocou traumatismo craniano ou que foram vítimas de um acidente vascular cerebral (derrame) e evoluíram para morte encefálica &#8211; interrupção irreversível das atividades cerebrais.</p>
<p>Dúvidas da população podem ser esclarecidas pelo telefone 0800-2837183 ou na página <a href="https://www.saude.mg.gov.br/doeorgaos" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.saude.mg.gov.br/doeorgaos&amp;source=gmail&amp;ust=1693857831128000&amp;usg=AOvVaw3YUwSQ6K9znXYLFsVpgUHX"><span style="color: #ff0000;">www.saude.mg.gov.br/<wbr />doeorgaos</span></a>.</p>
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		<item>
		<title>Febre maculosa: saiba mais sobre prevenção, sintomas e tratamento</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2023/06/23/febre-maculosa-saiba-mais-sobre-prevencao-sintomas-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Larissa Durães]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jun 2023 13:30:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco 1]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[febre maculosa]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig)]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)]]></category>
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					<description><![CDATA[Hospitais Infantil João Paulo II e Eduardo de Menezes recebem pacientes com suspeitas da doença transmitida pelo carrapato
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_21233" class="wp-caption aligncenter" ><img decoding="async" class="wp-image-21233 size-full" src="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/content_amblyomma_cajennense_tif.jpg" alt="" width="800" height="538" srcset="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/content_amblyomma_cajennense_tif.jpg 800w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/content_amblyomma_cajennense_tif-768x516.jpg 768w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/content_amblyomma_cajennense_tif-300x202.jpg 300w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/06/content_amblyomma_cajennense_tif-128x86.jpg 128w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p class="wp-caption-text"><strong>Foto</strong>: CDC/ Dr. Christopher Paddock/ James Gathany</p></div>
<p>Com alto índice de letalidade, a febre maculosa tem maior frequência de casos registrados no período de seca, especialmente entre os meses de abril e outubro, por se tratar do período de reprodução do carrapato que transmite a doença. De acordo com dados da <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.saude.mg.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG)</a></span>, de 2018 a 2022, foram registrados 190 casos somente em Minas Gerais – sendo 28 crianças com idade até 10 anos. Desses, 62 pacientes evoluíram para óbito, ou seja, uma taxa de letalidade de aproximadamente 33%. Pessoas entre 41 e 60 anos estão entre os mais acometidos pela doença, com 72 casos confirmados no período.</p>
<p>A diretora e infectologista do Hospital Eduardo de Menezes (HEM), da <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.fhemig.mg.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig)</a></span>, Virgínia Antunes de Andrade, explica que a febre maculosa é causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados conhecidos como &#8220;carrapato estrela&#8221;.</p>
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<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Sintomas</strong></span></p>
<p>Febre de início súbito, dor de cabeça e muscular, mal-estar, náuseas, vômitos, manifestações hemorrágicas e manchas avermelhadas na pele – predominantemente nos punhos e tornozelos, podendo acometer palmas das mãos e plantas dos pés – são os principais sintomas da doença, que muitas vezes acaba sendo confundida com outras enfermidades, como a dengue.</p>
<p>De acordo com a infectologista, o quadro clínico é variável, indo desde manifestações leves a casos fatais. “Pode haver complicações com manifestações hemorrágicas, neurológicas, pulmonares e renais. Por isso, quanto mais cedo houver a suspeita e a identificação da doença, maiores as chances de redução da letalidade com o início do tratamento com antibióticos específicos”, explica Virgínia.</p>
<p>Segundo ela, o período de incubação da doença é de dois a 14 dias. Por isso, é importante considerar exposições ocorridas nos últimos 15 dias antecedentes ao início de sintomas.</p>
<p>Se não tratado, o paciente pode evoluir para um estágio de apatia e confusão mental, com frequentes alterações psicomotoras, chegando ao coma profundo.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Riscos</strong></span></p>
<p>Os grupos mais expostos são aqueles que frequentam ambientes com áreas verdes onde há circulação dos animais hospedeiros. No entanto, apesar da capivara “levar a fama”, ela não é a única que pode servir de hospedeira para o carrapato. Cavalos e bovinos também podem levar o aracnídeo.</p>
<p>Porém, não significa que ao ser picada uma pessoa ficará doente. “Nem todo carrapato está contaminado. E nem toda picada transmite a doença”, ressalta a médica.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Prevenção</strong></span></p>
<p>Evitar entrar em áreas com risco de infestação de carrapatos, que são mais comuns em locais onde há circulação de animais silvestres, é o ideal. Caso não seja possível, é recomendado o uso de calçados fechados, preferencialmente botas de cano longo, calças dentro das meias e vedadas com fita adesiva e blusas de manga longa. “Indicamos o uso de roupas claras, pois facilita a visualização dos carrapatos”, recomenda Virgínia.</p>
<p>Usar repelentes à base da substância Icaridina, que são eficazes na prevenção de picadas por carrapatos e evitar sentar ou deitar em gramados durante atividades de lazer, como caminhadas, piqueniques e pescarias, também podem ajudar a prevenir a contaminação.</p>
<p>Além disso, é indicado que seja feita uma autoinspeção no corpo e nas roupas a cada duas horas para verificar se há presença de carrapatos. “Caso seja detectado nas roupas, a coleta deve ser feita com auxílio de fita adesiva ou pinça”, explica a médica.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>O que fazer</strong></span></p>
<p>Em caso de contato com a pele, o carrapato deve ser retirado com auxílio de pinças, para que saia inteiro. “Não se deve espremer a pele, pois o carrapato pode ser esmagado, espalhando bactérias e até ovos, no caso de fêmeas. Também não deve ser utilizado álcool, vinagre ou nenhum outro abrasivo. O estresse sofrido pelo carrapato faz com que ele libere grande quantidade de saliva, o que aumenta as chances de transmissão da febre maculosa”, alerta a médica.</p>
<p>Em caso de sintomas, deve-se procurar atendimento médico imediato, podendo ser feita a confirmação do caso por meio de exame laboratorial e iniciado o tratamento o quanto antes.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Unidades da Fhemig</strong></span></p>
<p>Os hospitais Eduardo de Menezes e Infantil João Paulo II recebem periodicamente pacientes com suspeita de febre maculosa. O tratamento é feito com antibióticos, medicamentos sintomáticos e de suporte à vida e acompanhado por infectologistas experientes. A internação é realizada na enfermaria ou no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), de acordo com a gravidade de cada paciente.</p>
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