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	<title>SAE &#8211; Revista Tempo</title>
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		<title>SAE Ampliado e Regional de Montes Claros reforçam com municípios ações para conter avanço das hepatites virais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 10:06:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O evento, que integra as ações do Julho Amarelo, voltado à conscientização da população sobre as hepatites virais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vacinar, prevenir, testar e tratar! Essas quatro iniciativas devem nortear as ações de enfrentamento às hepatites virais em todos os municípios do Norte de Minas e nas demais regiões do país. O diagnóstico precoce viabiliza o tratamento oportuno, evita a ocorrência de surtos e, consequentemente, possibilita a redução de óbitos que, anualmente, chegam a mais de 1,3 milhão de casos por ano em todo o mundo.</p>
<p>As recomendações foram temas de encontro de atualização de profissionais de saúde do Norte de Minas, realizado na quarta-feira, 16, no auditório do Serviço de Atenção Especializada (SAE) Ampliado de Montes Claros.</p>
<p>O evento, que integra as ações do Julho Amarelo, voltado à conscientização da população sobre as hepatites virais, contou com a participação da referência técnica, Josiane Santos, e da infectologista, Cláudia Biscotto, ambas do SAE Ampliado. Também participaram a enfermeira, Thaís Emanuely de Freitas Teixeira e a infectologista, Lara Jhullian Tolentino Vieira, integrantes da Força Estadual do Sistema Único de Saúde (SUS). A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros foi representada pelas referências técnicas, Maria Regina de Oliveira Morais e Adriana Barbosa Amaral.</p>
<p>Ao apresentar o cenário epidemiológico das hepatites, Regina Morais lembrou que “no Brasil a estimativa é de que 1,1 milhão de pessoas são acometidas por hepatite B e 510 mil por hepatite C”, disse a referência técnica da SRS. Segundo ela, no Norte de Minas a hepatite B é a mais prevalente, com 305 casos notificados entre 2020 e o primeiro semestre deste ano. Na sequência está a hepatite C, com 189 notificações e a Hepatite A, com dez casos.</p>
<p>Até 2030, visando a eliminação das hepatites como problema de saúde pública, Regina Morais explicou que a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 90% dos casos da doença sejam diagnosticados e que, no mínimo, 80% dos pacientes sejam tratados.</p>
<p>No Brasil, desde 2019, os casos confirmados de hepatites devem ser notificados pelos serviços de saúde por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).</p>
<p>Ao falar sobre epidemiologia, diagnóstico e tratamento das hepatites, a infectologista Cláudia Biscotto lembrou que os serviços municipais de saúde são importantes no diagnóstico precoce da doença, devendo disponibilizar o acesso da população à realização de testes rápidos. “Pelo menos uma vez na vida as pessoas devem realizar um exame para diagnóstico das hepatites, e realizar o tratamento precoce da doença antes que ela se torne crônica”, disse Biscotto. “Nas gestantes, o tratamento possibilita evitar a transmissão da doença para os bebês. Além disso, nos demais pacientes o diagnóstico e tratamento em tempo oportuno pode evitar que a doença evolua para cirrose ou câncer de fígado, cujo tratamento é difícil e com alta potencialidade de levar o paciente a óbito”, reforçou a médica.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Vacinas</strong></span></p>
<p>A vacina contra as hepatites A e B está disponível nos serviços municipais de saúde e é eficaz e segura, sendo a principal medida de prevenção contra a infecção.</p>
<p>Atualmente, a vacina para Hepatite A faz parte do calendário infantil, no esquema de uma dose aos 15 meses de idade (podendo ser utilizada a partir dos 12 meses até 5 anos incompletos). Em recém-nascidos a primeira dose deve ser administrada nas primeiras 12 a 24 horas de vida.</p>
<p>Para pessoas acima de um ano de idade com condições específicas, a vacina também está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), Centros Intermediários de Imunobiológicos Especiais (CIIE) e em salas de vacina do SUS. Deve ser aplicada duas doses com intervalo mínimo de seis meses.</p>
<p>Neste ano, o Ministério da Saúde passou a disponibilizar a vacina contra a hepatite A para o público que faz uso da Profilaxia Pré-Exposição ao vírus HIV.</p>
<p>Já o esquema de vacinação da hepatite B em crianças geralmente envolve a aplicação de três ou quatro doses, administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade, com a primeira dose sendo aplicada ao nascer.</p>
<p>Em adultos o esquema padrão de vacinação é de três doses, com intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda dose. A terceira dose deve ser aplicada seis meses após a primeira dose.</p>
<p>Por: Pedro Ricardo</p>
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