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	<title>papel importante &#8211; Revista Tempo</title>
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	<description>A melhor revista de Montes Claros</description>
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		<title>Maio Laranja: famílias têm papel importante para evitar e identificar crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 May 2025 10:02:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Educadoras alertam para riscos crescentes na internet e reforçam a importância da atuação dos pais e responsáveis na prevenção]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 18 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, oportunidade para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da defesa dos direitos desses brasileiros. O mês de maio também ganhou a cor laranja, criando uma agenda de alerta sobre o tema.</p>
<p>Com a expansão do uso da internet entre crianças e adolescentes, cresceram também os crimes cibernéticos contra esse público, que se tornaram mais sofisticados e difíceis de detectar. Para se ter ideia da gravidade do tema, três em cada dez crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos de todo o Brasil (29% do total) já enfrentaram situações ofensivas ou discriminatórias na internet, segundo a <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://cetic.br/media/analises/tic_kids_online_brasil_2024_principais_resultados.pdf" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://cetic.br/media/analises/tic_kids_online_brasil_2024_principais_resultados.pdf&amp;source=gmail&amp;ust=1747158919863000&amp;usg=AOvVaw2fCXr9fLSEB8s-c2g1yVCg">pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024</a>.</span></p>
<p>Abusos sexuais virtuais, aliciamento, exposição indevida e cyberbullying são algumas das formas de violência que têm afetado milhares de jovens brasileiros. Para cometer os crimes, os criminosos virtuais se infiltram em jogos online, redes sociais e plataformas de mensagens com perfis falsos, fingindo ser crianças ou adolescentes para ganhar a confiança das vítimas.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Família tem papel importante de proteção</strong></span></p>
<p>Segundo a psicóloga, pedagoga e gestora da <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.escolainternacional.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.escolainternacional.com.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1747158919863000&amp;usg=AOvVaw1GF0Z9z1jdTBhvt0QP_tSh">Escola Internacional de Alphaville</a></span>, de Barueri, Ana Cláudia Favano, o ambiente digital se tornou parte do cotidiano infantil, mas muitas vezes os responsáveis não acompanham esse processo com o devido cuidado. “Isso cria um terreno fértil para que crianças e adolescentes sejam assediados no ambiente virtual, e seus pais nem fazem ideia disso. Monitorar por onde seus filhos navegam, quais ambientes frequentam e com quem se relacionam virtualmente é uma responsabilidade dos genitores. O abandono digital é muito frequente atualmente. Como as crianças e adolescentes não têm o repertório necessário para reconhecer situações de risco, a orientação de um adulto é essencial”, afirma.</p>
<p>Ana Claudia destaca ainda que, muitas vezes, os próprios pais contribuem — ainda que sem intenção — para a exposição dos filhos na internet. “Publicar fotos de crianças em redes sociais abertas, divulgar rotinas, locais que frequentam ou informações pessoais pode facilitar a ação de criminosos virtuais. A responsabilidade pela segurança digital começa com os adultos. É preciso refletir sobre o que se compartilha e entender que a superexposição pode colocar os filhos em risco”, alerta a especialista.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Proibir o uso não é o caminho, mas educar para o uso consciente é urgente</strong></span></p>
<p>Para a diretora geral da <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://aubrick.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://aubrick.com.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1747158919863000&amp;usg=AOvVaw1n_UboGbP_410de3PpX6m-">Escola Bilíngue Aubrick</a></span>, Fátima Lopes, em um mundo cada vez mais digitalizado — onde a internet atravessa não apenas telas, mas objetos e relações —, proibir o uso da tecnologia simplesmente não é viável. “A internet das coisas já é parte do nosso cotidiano. O que precisamos ensinar é o uso consciente e equilibrado da tecnologia, pois o excesso e o uso inadequado podem causar danos reais à saúde emocional, social e cognitiva das crianças e adolescentes”, afirma.</p>
<p>Inspirada em uma visão contemporânea sobre educação e tecnologia, Fátima defende que a orientação, o diálogo e a construção conjunta de regras são ferramentas muito mais eficazes do que a proibição pura. “O papel da família é ensinar, acompanhar e ajudar a estabelecer rotinas de uso, respeitando as fases da infância e da adolescência. Quando crianças e jovens participam da construção dessas rotinas, compreendem os limites como aliados do seu próprio bem-estar”, explica.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a educadora enfatiza que a responsabilidade não deve ser apenas das famílias e escolas. “As plataformas e tecnologias também precisam se transformar, adaptando seus perfis e práticas para proteger todos os usuários, especialmente os mais vulneráveis. A segurança digital é uma responsabilidade compartilhada”, reforça.</p>
<p>Fátima acrescenta que, nesse contexto, a lei que restringiu o uso de celulares nas escolas surgiu como uma medida necessária e protetiva. “A escola é um espaço de convivência, de celebração da existência e da formação de vínculos reais. Precisamos garantir ambientes em que a atenção plena e o encontro humano sejam preservados.”</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Crianças e jovens podem dar sinais</strong></span></p>
<p>A diretora pedagógica do <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://colegiobis.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://colegiobis.com.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1747158919863000&amp;usg=AOvVaw38ppRKhgWeQvpJXfpGz6Vu">Brazilian International School (BIS)</a></span>, de São Paulo, Audrey Taguti, alerta que as crianças e adolescentes costumam dar sinais de que algo não vai bem, seja no mundo real ou no virtual. “Mudanças bruscas de humor e de comportamento, irritabilidade, isolamento repentino, perda de interesse por atividades que antes gostavam, queda no rendimento escolar ou alterações no sono e apetite podem ser indícios de que estão enfrentando alguma situação de estresse”, explica.</p>
<p>Outro ponto importante, segundo a especialista, é observar a forma como a criança lida com os dispositivos digitais. “Se ela começa a usar o celular de maneira excessiva, se esconde para acessar a internet, apaga conversas ou histórico de navegação com frequência, pode estar tentando ocultar algo que a incomoda ou assusta. Nessas horas, é fundamental que a família esteja emocionalmente disponível para acolher, sem julgamento, e conduzir a conversa de forma segura e aberta”, orienta Audrey.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Dicas práticas para prevenir e identificar crimes cibernéticos</strong></span></p>
<p>As educadoras reuniram as dicas abaixo, que podem ajudar as famílias a lidarem melhor com o tema e, assim, protegerem seus filhos.</p>
<ul>
<li><strong><span style="color: #ff0000;">Converse com as crianças e adolescentes sobre segurança on-line.</span> </strong>Explique que existem pessoas más na internet e que nem todo mundo é quem diz ser. O velho conselho “não converse com estranhos na rua” também vale para o ambiente digital;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Oriente sobre o que fazer em caso de contato com estranhos ou situações desconfortáveis</strong>.</span> A criança precisa saber que pode contar com os adultos;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Mantenha os dispositivos em locais comuns da casa</strong>,</span> principalmente para crianças menores;</li>
<li><strong><span style="color: #ff0000;">Crie regras claras sobre tempo de uso, tipos de conteúdo permitidos e aplicativos utilizados.</span> </strong>A criança precisa entender, por exemplo, que não deve extrapolar o limite combinado de uso diário do celular, ou que determinados conteúdos, games e aplicativos não podem ser baixados e usados por ela até que tenha maturidade suficiente;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Utilize controles parentais e configure a privacidade de contas</strong> <strong>nas redes sociais</strong>.</span> Essas ferramentas ajudam os adultos a supervisionar o uso dos aparelhos;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Esteja presente nos ambientes digitais</strong> </span><strong><span style="color: #ff0000;">que seus filhos frequentam.</span> </strong>Adicione-se às redes sociais, conheça os jogos e participe das conversas sobre o que acessam on-line;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Procure ajuda especializada</strong> </span>se notar qualquer mudança brusca de comportamento.</li>
</ul>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>As especialistas:</strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Ana Claudia Favano</span> </strong>é gestora da Escola Internacional de Alphaville. É psicóloga; pedagoga; educadora parental pela Positive Discipline Association/PDA, dos Estados Unidos; e certificada em <i><span style="color: #ff0000;">Strength</span> <span style="color: #ff0000;">Coach</span></i> pela Gallup. Especialista em Psicologia da Moralidade, Psicologia Positiva, Ciência do Bem-Estar e Autorrealização, Educação Emocional Positiva e Convivência Ética. Dedicada à leitura e interessada por questões morais, éticas, políticas, e mobiliza grande parte de sua energia para contribuir com a formação de gerações comprometidas e responsáveis.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Audrey Taguti</strong></span> acumula 41 anos de experiência e trabalho em Educação. É formada em Magistério e Pedagogia, possui pós-graduações em Psicopedagogia e Bilinguismo e é especialista em Alfabetização. É diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP desde a fundação do colégio, em 2000.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Fatima Lopes</strong></span> é pós-graduada em Gestão Escolar, especialista em Bilinguismo e apaixonada pela área da Educação. De sua primeira formação, em Enfermagem, ela mantém o dom de cuidar das pessoas: gosta de se relacionar com alunos, pais e colegas, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo e acolhedor. Diz ter como missão contribuir para a formação integral dos estudantes, formando cidadãos mais conscientes e preparados para o futuro. É fundadora e diretora geral da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo.</p>
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