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	<title>IPC Moc &#8211; Revista Tempo</title>
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	<description>A melhor revista de Montes Claros</description>
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	<title>IPC Moc &#8211; Revista Tempo</title>
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		<title>Inflação de Montes Claros registra queda, mas coordenadora geral do IPC Moc alerta para possíveis efeitos do tarifaço dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 10:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[agosto]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação de Montes Claros]]></category>
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		<category><![CDATA[Queda]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o resultado, o acumulado no ano é de 4,14%, enquanto que, nos últimos 12 meses, o acumulado chega a 6,85%]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inflação em Montes Claros recuou de 0,30% em julho para 0,21% em agosto, acompanhando a tendência nacional, segundo o Índice de Preços ao Consumidor do Município (IPC Moc), calculado pelo Departamento de Ciências Econômicas da Unimontes. Com o resultado, o acumulado no ano chega a 4,14%, enquanto nos últimos 12 meses a inflação alcança 6,85%.</p>
<p>A professora Vânia Vilas Boas Vieira Lopes, coordenadora do IPC Moc, destaca que a redução de preços, principalmente em alimentos consumidos em casa, tem sido percebida desde maio. “Alguns fatores, como o período de safra, explicam a queda nos produtos alimentares, incluindo itens da cesta básica como batata, tomate, arroz, açúcar, feijão e óleo de soja”, explicou. Segundo ela, também houve retração nos grupos Vestuário e Habitação, que têm grande peso no índice, o que contribuiu para o resultado positivo de agosto.</p>
<p>O Grupo Alimentação, com o maior peso no orçamento doméstico (29,47%), registrou alta de 0,40%, influenciado por produtos como chuchu (48,57%), abóbora (48,51%) e banana caturra (25,45%). Em contrapartida, itens como cebola seca (-16,49%), alho (-16,28%) e tomate (-14,30%) apresentaram queda de preços.</p>
<p>O Grupo Vestuário, peso 5,98%, caiu 0,69%, enquanto o Grupo Habitação (peso 21,25%) subiu 0,19%, devido a aumentos em energia elétrica, aluguel e materiais de construção, mas com queda em itens como saco de lixo e fechaduras. Outros grupos, como Saúde e Cuidados Pessoais, Transportes e Comunicação, Educação e Artigos de Residência, tiveram pequenas variações que pouco impactaram o índice.</p>
<p>A coordenadora alerta para possíveis efeitos do recente “tarifaço” de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor desde agosto. “Há projeção de que, a partir de setembro e outubro, possamos ter impacto inflacionário, especialmente em alimentação, eletrônicos e produtos dependentes de importação”, afirmou.</p>
<p>Em relação à cesta básica, os preços registraram leve alta de 0,04% em agosto. Um trabalhador local com renda bruta de R$ 1.518 utilizou 37,2% do salário para adquirir os 13 produtos que compõem a cesta, que custou R$ 564,80, restando R$ 953,20 para outras despesas como moradia, saúde, lazer e transporte.</p>
<p>O IPC Moc, calculado desde 1982, mede a variação de preços de bens e serviços consumidos habitualmente por famílias com renda entre um e seis salários mínimos, com base em levantamentos mensais em 400 estabelecimentos da cidade.</p>
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		<title>Departamento de Economia da Unimontes divulga aumento no IPC-Moc e Cesta Básica mais barata em junho</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/07/15/departamento-de-economia-da-unimontes-divulga-aumento-no-ipc-moc-e-cesta-basica-mais-barata-em-junho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jul 2025 13:02:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[cesta básica]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[IPC Moc]]></category>
		<category><![CDATA[junho]]></category>
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					<description><![CDATA[O Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) divulgou os resultados da pesquisa de variação de preços referente ao mês de junho de 2025. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com os dados, o Índice de Preços ao Consumidor do Município de Montes Claros (IPC-Moc) apresentou alta, passando de 0,31% em maio para 0,81% em junho. Com esse resultado, o acumulado no ano já chega a 3,61%.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Alimentação</strong></span></p>
<p>O grupo Alimentação, que possui o maior peso na composição do orçamento doméstico, registrou variação positiva de 0,46%, contribuindo com 0,14 ponto percentual para o resultado final do IPC-Moc.<br />
Entre os produtos industrializados com maior elevação de preços, destacam-se: massa para pastel (10,90%), queijo minas (7,77%), vinagre (3,73%), gelatina em pó (3,27%), farinha de milho (3,07%), catchup (2,82%), chá preto (2,47%), mostarda (2,46%), massa de tomate (2,26%), frutas em calda (1,98%), bolacha (1,90%), iogurte (1,51%), chá mate (1,49%), mel de abelha (1,45%) e leite em pó (1,30%).</p>
<p>Por outro lado, alguns itens apresentaram queda de preços, como: sucos em garrafa (-1,88%), óleo de oliva (-1,85%), óleo de girassol (-1,45%), azeitona em conserva (-1,41%), milho para pipoca (-1,09%), massa para bolo (-1,06%), leite longa vida (-1,02%) e açúcar (-0,80%).</p>
<p>Entre os produtos de elaboração primária, os que apresentaram alta foram: carne de frango (1,06%) e miúdos e vísceras (0,98%). Já o feijão (-2,27%), ovos (-2,08%) e arroz (-1,11%) tiveram redução de preços.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Habitação</strong></span></p>
<p>O grupo Habitação apresentou variação positiva de 3,23%, contribuindo com 0,69 ponto percentual no resultado final. Destacam-se os aumentos na energia elétrica (7,36%) e no aluguel de imóveis (7,03%). Também registraram alta: sabão em barra (1,66%), papel toalha (1,62%), saco de lixo (0,92%) e sabão em pó (0,89%).</p>
<p>Entre as quedas de preço nesse grupo, destacam-se: vassoura de piaçava (-4,33%), rodo (-2,20%) e desinfetante (-1,50%).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Artigos de Residência e Serviços Domésticos</strong></span></p>
<p>Esse grupo registrou variação negativa de -0,99%, contribuindo com -0,05 ponto percentual para o IPC-Moc. Os produtos com aumento de preços incluem: videogame (9,24%), computador (5,64%), tanquinho (4,10%), cafeteira (1,99%), secador de cabelo (1,13%), sanduicheira/tostador (1,08%) e máquina de costura (0,98%).</p>
<p>Já os itens com redução de preços foram: churrasqueira elétrica (-4,61%), ferro elétrico (-3,35%), geladeira (-3,02%), multiprocessador (-2,05%), tablet (-1,88%), liquidificador (-1,34%), fogão (-1,00%) e impressora (-0,86%).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Saúde e Cuidados Pessoais</strong></span></p>
<p>Com variação positiva de 1,49%, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais contribuiu com 0,14 ponto percentual. Tiveram aumento: plano de saúde (2,35%), medicamentos antiulcerosos (5,69%), anti-inflamatórios (5,63%), fortificantes (4,89%), antivirais (2,77%), digestivos (1,73%) e antidepressivos (0,89%). Por outro lado, apresentaram queda: medicamentos para colesterol (-2,10%) e anticoncepcionais (-1,16%).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Vestuário</strong></span></p>
<p>O grupo Vestuário apresentou variação negativa de -0,23%, com contribuição de -0,01 ponto percentual. Subiram os preços de travesseiros (3,92%), toalhas de rosto (2,66%), toalhas de mesa (2,12%), lençóis de solteiro (1,57%) e panos de prato (0,87%).<br />
Houve queda nos preços de: mosquiteiros (-3,55%), toalhas de banho (-2,80%), fronhas (-2,54%) e colchas/edredons (-1,33%).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Educação e Despesas Pessoais</strong></span></p>
<p>Com variação positiva de 0,35%, o grupo Educação e Despesas Pessoais contribuiu com 0,03 ponto percentual no índice geral. Apresentaram alta: bola (6,15%), impressão de fotos (3,41%), folha de papel (2,85%), cartão (2,80%) e fogos de artifício (2,38%).</p>
<p>Tiveram redução de preços: hidrocor (-10,35%), pincel (-7,50%), porta-lápis (-6,99%), caderno (-6,92%), grafite (-3,66%), compasso (-2,91%), régua (-2,82%), lápis (-2,75%), cola (-2,59%), quadro branco (-2,03%), cartolina (-1,67%), livros (-1,59%), lapiseira (-1,43%) e envelope (-1,17%).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>IPC-Moc</strong></span></p>
<p>O IPC-Moc é o índice que mede a variação do custo de vida das famílias de Montes Claros, com renda entre um e seis salários mínimos. Criado em 1982, é calculado com base nas despesas de consumo obtidas por meio da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), a qual identifica os bens e serviços utilizados pelas famílias ao longo do ano e sua representatividade no orçamento doméstico.</p>
<p>A metodologia baseia-se na comparação entre os preços médios do mês atual e do mês anterior. Os dados são coletados por seis estudantes do curso de Economia da Unimontes, que visitam cerca de 400 estabelecimentos varejistas distribuídos em diversos bairros da cidade, iniciando a coleta no primeiro dia útil de cada mês.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Cesta Básica mais barata</strong></span></p>
<p>A Cesta Básica (CB) em Montes Claros apresentou queda de -1,64% em junho, revertendo a alta de 2,02% registrada em maio. A CB é composta por 13 itens alimentares essenciais (carne bovina, leite tipo C, feijão, arroz amarelão, farinha, tomate, batata, pão de sal, café, banana caturra, açúcar, óleo e margarina), em quantidades suficientes para suprir as necessidades básicas de um trabalhador adulto durante 30 dias.<br />
Em junho, o custo da cesta foi de R$ 595,69, frente aos R$ 605,64 do mês anterior. Com uma renda bruta de R$ 1.518,00, o trabalhador destinou 39,24% do salário à aquisição da CB. Restaram R$ 922,31 para as demais despesas, como moradia, saúde, higiene, transporte, lazer e vestuário.</p>
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		<title>Cidade tem aumento no custo de vida em março &#8211; Alimentação e Saúde são destaques no IPC Moc</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/04/08/cidade-tem-aumento-no-custo-de-vida-em-marco-alimentacao-e-saude-sao-destaques-no-ipc-moc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 16:34:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[IPC Moc]]></category>
		<category><![CDATA[Unimontes]]></category>
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					<description><![CDATA[O indicador da evolução do custo de vida das famílias montes-clarenses saltou de 0,60% para 0,64% no período. O acumulado no ano chega a 1,21%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Montes Claros registrou aumento na inflação de fevereiro para março deste ano. É o que mostra a pesquisa de variação de preços realizada pelo Setor de índice de Preços ao Consumidor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), que calcula o Índice de Preços ao Consumidor do Município de Montes Claros (IPC Moc). O indicador da evolução do custo de vida das famílias montes-clarenses saltou de 0,60% para 0,64% no período. O acumulado no ano chega a 1,21%.</p>
<p>Dos sete grupos que compõem o IPC Moc, cinco apresentaram variação positiva (Alimentação; Saúde e Cuidados Pessoais; Habitação; Artigos de Residência e Serviços Domésticos e Educação e Despesas Pessoais) e dois variação negativa (Transportes e Comunicação e Vestuário).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Alimentação</strong></span></p>
<p>O Grupo Alimentação teve o maior peso na composição do orçamento doméstico no mês passado, com variação positiva de 2,21% e contribuição de 0,65% para o resultado final do IPC Moc.</p>
<p>Entre os produtos com variação positiva estão café, 9,08%; ervilhas, 4,32%; iogurte, 3,68%; almondega, 3,54%; maionese, 2,98%; requeijão cremoso, 2,79%; banha fresca, 2,74%; bolo, 2,72%; bacon, 2,56%; manga, 33,97%; beringela, 14,86%; tomate, 14,42%; vagem, 12,98%; melancia, 12,32%; pimentão, 10,67%; repolho, 10,51%; couve flor, 8,97%; morango, 8,78%;ovos, 6,78%; carne avícola, 3,52%; miúdos e vísceras, 2,54%; leite pasteurizado, 0,71%.moquecas/peixes fritos e grelhados, 4,52%; tabua de frios, 8,78%; e refrigerantes, 1,24% e parmegiana, 1,11%.</p>
<p>Já entre os produtos que caíram de preço estão sal, -1,54%; maisena, -1,53%; óleo de oliva, -1,22%; óleo de girassol, -1,19%; milho de pipoca, -1,11%; farinha de mandioca, -1,05%; sucos de garrafa, -1,04%; catchup, -0,85%; chuchu, -27,42%; beterraba, -10,42%; goiaba, -9,05%; cenoura, -8,76%; banana prata, -4,75%; abacaxi, -4,21%; abacate, -3,76%; batata inglesa, -1,97%; arroz, -2,28%; carne bovina, -1,13% e carne suína, -1,07%.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Saúde e Cuidados Pessoais</strong></span></p>
<p>O Grupo Saúde e Cuidados Pessoais vem logo a seguir, com variação positiva de 0,68% e contribuição de 0,07% no resultado final do índice.</p>
<p>Entre os serviços/produtos que mais subiram estão radiografias,14,41%; exame de laboratório, 1,92%; antitérmico, 5,22%; fortificante, 4,07%; expectorante, 1,28%; antivirais, 0,84%; suplemento alimentar, 4,29%; desodorante, 3,39% e barbeador, 2,51%.</p>
<p>Os serviços/produtos que se tornaram mais acessíveis estão antidepressivos, -4,20%; colesterol, -1,72%; hipertensivos, -1,34%; álcool, -5,01%; enxaguante bucal, -4,06%; pente, -3,55%; perfume, -3,13%; fio dental, -2,92% e creme barbear, -2,83%.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Demais grupos</strong></span></p>
<p>Os grupos Habitação e Artigos de Residência e Serviços Domésticos apresentaram, cada um, variação positiva de 0,15% e contribuição de 0,03% no resultado final do índice.</p>
<p>Já o Grupo Educação e Despesas Pessoais, com variação positiva de 0,26%, contribuiu com 0,02% no resultado final do índice.</p>
<p>O Grupo Transportes e Comunicação apresentou variação negativa de -0,17% e contribuição também negativa de -0,03%no resultado final do índice.</p>
<p>O Grupo Vestuário teve variação negativa de -1,83% e contribuição de negativa de -0,11% para o resultado final do índice.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Proposta e metodologia</strong></span></p>
<p>A proposta do Departamento de Economia da Unimontes é medir, ao longo do tempo, o nível geral de um conjunto de produtos, bens ou serviços no varejo, esses itens atingem o consumidor final e servem de referência para avaliação do poder de compra da população. O estudo é feito desde 1982, com base nas despesas de consumo obtidas por meio da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), que possibilita conhecer quais são os bens e os serviços utilizados durante um ano pelas famílias, além da representatividade de cada um deles na despesa global das famílias.</p>
<p>A metodologia de cálculo é a comparação dos preços médios do mês atual com os preços médios do mês imediatamente anterior. Os preços são pesquisados por equipe de seis coletadores, todos acadêmicos do curso de Economia da Unimontes, que visitam 400 estabelecimentos varejistas, distribuídos nos diversos bairros da cidade. O início da coleta de preços ocorre todo primeiro dia útil do mês.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Cesta Básica</strong></span></p>
<p>Os preços dos gêneros básicos que compõem a Ração Essencial Mínima registraram alta de 1,74% em março, contra 0,55% do mês anterior. As informações necessárias para o cálculo da Cesta Básica (CB) de Montes Claros utilizam a base de dados da pesquisa mensal de preços ao consumidor, que visa à produção do IPC Moc.</p>
<p>O trabalhador local, com renda bruta de R$ 1.518 utilizou, em março, 38,86% de seu salário para a compra dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica e respectivas quantidades. A CB custou ao trabalhador R$ 589,96 em oposição a R$ 579,83 de fevereiro.</p>
<p>“Desses 13 itens, mesmo com alguns produtos tendo variação negativa, isto é, ficaram mais baratos em março do que em fevereiro, três deles – café, tomate e açúcar – tiveram aumento tão elevado que fizeram com que esse índice fosse alto”, destaca a professora e economista Vânia Silva Vilas Bôas, coordenadora do IPC Moc.</p>
<p>De janeiro a março de 2025, registraram aumentos de preço na Cesta Básica batata, 5,12%; tomate, 13,84%; café, 8,47% – que, nos últimos cinco meses, tem pressionado a inflação – e, açúcar, 1,63%. Enquanto ficaram mais baratos arroz amarelão, -2,70%; carne bovina, -1,20%; óleo de soja, -0,58%; feijão, -0,12% e, banana caturra, -0,07%.</p>
<p>O leite tipo C, a farinha de mandioca, o pão de sal e a margarina mantiveram preços estáveis em relação ao mês anterior.</p>
<p>Após a aquisição da Cesta Básica restaram ao trabalhador somente R$ 928,04 para as demais despesas como moradia, saúde e higiene, serviços pessoais, lazer, vestuário e transporte.</p>
<p>Segundo ela, “a expectativa é que agora, no mês de abril, quando teremos a entrada de safra, principalmente de hortifruti e de muitos legumes, como também a entrada de produtos com a redução zero do ICMS, esses produtos, chegando ao supermercado com preços mais baixos, tenham um preço mais acessível para o consumidor final”.</p>
<p>O tempo médio necessário para adquirir os produtos da Cesta Básica, em março, foi de 106 horas e 22 minutos, contra 104 horas e 33 minutos do mês anterior.</p>
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		<title>IPC-Moc de fevereiro tem ligeira queda, mas não há motivos para comemoração</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/03/14/ipc-moc-de-fevereiro-tem-ligeira-queda-mas-nao-ha-motivos-para-comemoracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2025 17:01:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[IPC Moc]]></category>
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					<description><![CDATA[Calculado desde 1982, o IPC-Moc é o indicador da evolução do custo de vida das famílias montes-clarenses.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">O Índice de Preços ao Consumidor de Montes Claros (IPC-Moc) praticamente não variou em fevereiro, quando registrou 0,60% contra 0,61% no mês de janeiro de 2025. É o que aponta a pesquisa de variação de preços, realizada pelo Setor de Índice de Preços ao Consumidor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Com esse resultado, o acumulado no ano chega a 1,21%.</p>
<p style="font-weight: 400;">A professora e economista Vânia Silva Vilas Bôas, coordenadora do IPC Moc, alerta que, apesar da ligeira queda, 0,61% para 0,60%, o índice preocupa porque, “historicamente, janeiro é um mês de inflação bem mais alta, em função dos gastos que nós temos, principalmente com o Grupo Educação, e, agora em fevereiro, ele foi um pouco menor, mostrando como que a alimentação continua a pressionar a inflação”.</p>
<p style="font-weight: 400;">Ela dá uma ideia do que isso significa ao esclarecer que, “para as famílias de um a seis salários mínimos, que fazem parte do IPC, nós temos aí um comprometimento de mais 27% da renda com os produtos alimentares e eles tiveram um peso bem expressivo, contribuindo 0,30% desse 0,60% total”. E conclui: “dá para a gente perceber como que a alimentação vem pressionando o bolso das famílias”.</p>
<p style="font-weight: 400;">Calculado desde 1982, o IPC-Moc é o indicador da evolução do custo de vida das famílias montes-clarenses. O objetivo é medir a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias com renda entre um e seis salários mínimos mensais. Isso significa verificar, ao longo do tempo, o nível geral de um conjunto de produtos, bens ou serviços no varejo, a forma como eles chegaram ao consumidor final e serve de referência para avaliação do poder de compra da população.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Alimentação e Transporte Urbano</strong></span></p>
<p style="font-weight: 400;">Os grupos que compõem o IPC-Moc apresentaram as seguintes variações em fevereiro: Alimentação – variação de 1,02% e contribuição de 0,30% para o resultado final do índice geral; Transporte e Comunicação – variação 0,87% e contribuição de 0,17%; Saúde e Cuidados Pessoais – variação de 0,57% e contribuição de 0,06%; Educação e Despesas Pessoais – variação de 0,52% e contribuição de 0,05%; Habitação – variação de 0,35% e contribuição de 0,07%; Artigos de residência e serviço domésticos – variação de 0,30% e contribuição de 0,02%; e Vestuário – variação negativa de -1,26% e contribuição de -0,07% .</p>
<p style="font-weight: 400;">No Grupo Alimentação, entre os produtos com variação positiva de preços estão café, mortadela, iogurte e leite condensado (industrializados); chuchu, mamão, maxixe, tomate e abacaxi (in natura); além de ovos, miúdos e vísceras e pescados (elaboração primária).</p>
<p style="font-weight: 400;">Entre os produtos que ficaram mais baratos estão óleo de soja, sopão e macarrão talharim (industrializados); abacate, banana caturra, laranja e batata inglesa (in natura); e carne bovina, arroz e feijão (elaboração primária).</p>
<p style="font-weight: 400;"> Alguns itens,  como o café, por exemplo, continuam em alta, devido também às condições climáticas e ao aumento da exportação. A economista lembra ainda o efeito do período da Quaresma, que favorece a elevação de preços de alguns produtos típicos e que já foi observada nas duas últimas semanas de fevereiro. Caso dos pescados, miúdos e ovos.</p>
<p style="font-weight: 400;">No Grupo Transportes e Comunicação, o segundo mais influente no IPC-Moc de fevereiro &#8211; atrás somente do Grupo Alimentação &#8211; aumentaram de preço tarifas de ônibus urbano, óleo diesel, etanol e gasolina e seguro particular de veículo, enquanto ficaram mais baratos taxa de renovação de licenciamento de veículos.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Cálculo e metodologia do IPC-Moc</strong></span></p>
<p style="font-weight: 400;">O cálculo do IPC Moc baseia-se nas despesas de consumo obtidas por meio da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), que possibilita conhecer quais são os bens e os serviços utilizados durante um ano pelas famílias, além da representatividade de cada um desses bens e serviços na despesa global das famílias.</p>
<p style="font-weight: 400;">A metodologia de cálculo é a comparação dos preços médios do mês atual com os preços médios do mês imediatamente anterior. Os preços são pesquisados por uma equipe de seis coletores, todos eles estudantes do curso de economia da Unimontes, que visitam 400 estabelecimentos varejistas, distribuídos nos diversos bairros da cidade, com início da coleta de preços todo primeiro dia útil do mês.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Cesta Básica aumenta 0,55%</strong></span></p>
<p style="font-weight: 400;">Os preços dos gêneros básicos que compõem a Ração Essencial Mínima registraram alta de 0,55% em fevereiro, contra 4,16% do mês anterior. O cálculo da cesta básica de Montes Claros utiliza a base de dados da pesquisa mensal de preços ao consumidor, realizada desde 1982.</p>
<p style="font-weight: 400;">Após a aquisição da Cesta Básica, composta por 13 produtos alimentícios, em quantidades suficientes para garantir, durante um mês, o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta, restaram ao trabalhador R$ 938,17 para as demais despesas, como moradia, saúde e higiene, serviços pessoais, lazer, vestuário e transporte.</p>
<p style="font-weight: 400;">O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica, em fevereiro, foi de 104 horas e 33 minutos, em oposição a 103 horas e 59 minutos do mês anterior.</p>
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