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	<title>FGV &#8211; Revista Tempo</title>
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	<description>A melhor revista de Montes Claros</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Dec 2025 10:06:03 +0000</lastBuildDate>
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	<title>FGV &#8211; Revista Tempo</title>
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		<title>Em 10 anos, 60,7% dos beneficiários conseguiram deixar o Bolsa Família</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2025 10:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa família]]></category>
		<category><![CDATA[FGV]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre jovens de 15 a 17 anos, taxa de saída é de 71,25%]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De cada dez pessoas que recebiam o Bolsa Família em 2014, seis conseguiram deixar o programa assistencial nos dez anos seguintes. A constatação faz parte do estudo Filhos do Bolsa Família, divulgado nesta sexta-feira (5) pela<span style="color: #ff0000;"> <a style="color: #ff0000;" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/fgv" target="_blank" rel="noopener">Fundação Getulio Vargas (FGV)</a></span>, no Rio de Janeiro.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1671089&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1671089&amp;o=node" /></p>
<p>O levantamento feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostra também que a maior taxa de saída do programa é dos que eram adolescentes em 2014.</p>
<p>Enquanto a taxa média de saída dos beneficiários foi de 60,68%, entre os jovens de 15 a 17 anos de idade, a proporção chega a 71,25%. Ou seja, de cada dez, sete deixaram de precisar da transferência de renda nos dez anos seguintes.</p>
<p>Em seguida, figura a faixa de 11 a 14 anos, com 68,80%. Já entre as pessoas que tinham até 4 anos de idade, a proporção das que deixam o programa no intervalo de uma década foi de 41,26%.</p>
<p>O público avaliado na pesquisa é classificado como a “segunda geração” do programa criado em 2003.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Mobilidade social</span></strong></p>
<p>Autor do estudo, o professor de economia da FGV Valdemar Rodrigues de Pinho Neto classifica o Bolsa Família não só como um alívio dos efeitos da pobreza imediata, mas também como forma de mobilidade social.</p>
<p>Ele destaca a importância das condicionalidades de saúde e educação, como a obrigatoriedade de o responsável manter crianças na escola, cobertura vacinal em dia e realização de exame pré-natal.</p>
<p>“Transferência de renda e, ao mesmo tempo, viabilizar o fomento de capital humano desses jovens, para que no futuro, tendo oportunidades de trabalho, de empreendedorismo, eles consigam acessar o setor produtivo, ter melhores condições socioeconômicas e, de certa forma, viabilizar essa mobilidade”, diz.</p>
<p>O pesquisador aponta que a saída de pessoas do Bolsa Família é fator determinante para a continuidade da política social.</p>
<p>“No contexto de recursos escassos para o governo, saber que os filhos do Bolsa Família não necessariamente estarão presentes no programa no futuro, de certa forma, diz um pouco também a respeito da própria sustentabilidade do programa.”</p>
<p>Valdemar Neto assinala que as pessoas que deixaram o Bolsa Família não ficaram desprotegidas. No grupo dos que tinham 15 a 17 anos em 2014, 28,4% tinham vínculo formal de emprego dez anos depois; e mais da metade (52,67%) tinha deixado o Cadastro Único (CadÚnico), porta de entrada para programas sociais do governo, voltado à população mais vulnerável.</p>
<p>A pesquisa buscou informações do mercado de formal de trabalho por meio da <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.rais.gov.br/sitio/index.jsf" target="_blank" rel="noopener">Relação Anual de Informações Sociais (Rais)</a></span>, do Ministério do Trabalho e Emprego, declaração anual obrigatória que as empresas enviam ao governo para registrar dados sobre trabalhadores.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Situação ao redor</span></strong></p>
<p>A pesquisa concluiu que o ambiente socioeconômico no qual estão inseridos os beneficiários do Bolsa Família influenciou a taxa de saída do programa no período de 2014 a 2025.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Entre outras constatações, o levantamento aponta que:</span></p>
<ul>
<li>Em áreas urbanas, a taxa de saída de jovens de 6 a 17 anos (67%) supera a de regiões rurais (55%);</li>
<li>Jovens de 6 a 17 anos em famílias na qual a pessoa de referência tem emprego com carteira têm taxa de saída (79,40%) superior à de quem trabalha sem carteira (57,51%) e por conta própria (65,54%);</li>
<li>Jovens de 6 a 17 anos em famílias na qual a pessoa de referência tem ensino médio têm taxa de saída (70%) acima de quando a escolaridade é apenas fundamental completo (65,31%).</li>
</ul>
<blockquote><p>“Pais que têm mais acesso à educação conseguem romper a pobreza que a gente chama de pobreza intergeracional. Então, filhos de pais mais educados, obviamente, também conseguem sair mais do programa”, avalia Neto.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Difícil estudar com fome</span></strong></p></blockquote>
<p>O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, comemorou os números de saída do programa e afirmou que “o Bolsa Família não é um fim, mas um começo”. “É muito difícil dar passos largos sem tirar da fome. É difícil estudar se não tirar da fome. É difícil trabalhar se não tirar da fome. Esse passo justifica os mais pobres no Orçamento”, afirma.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Tendência recente</span></strong></p>
<p>O estudo da FGV traz dados do Novo Bolsa Família, a versão atual do programa, iniciada em 2023.</p>
<p>Entre os beneficiários observados no início de 2023, cerca de um terço (31,25%) já não estava mais no programa em outubro de 2025. Entre jovens de 15 a 17 anos, a saída é ainda mais elevada nos três anos: 42,59%</p>
<p>Nesse período, a entrada mensal de famílias no programa (359 mil em média) fica abaixo da média de saída, 447 mil.</p>
<p>“Já oferece uma ideia do que a gente pode esperar na década seguinte”, aponta Valdemar Pinho Neto.</p>
<p>“Assim como a [taxa de saída da] segunda geração foi melhor que a da primeira, a terceira espera-se que seja melhor que a da segunda”.</p>
<p>A pesquisa da FGV foi divulgada na mesma semana em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que mais de 8,6 milhões de brasileiros <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-12/mais-de-86-milhoes-deixam-pobreza-brasil-tem-melhor-nivel-desde-2012" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #ff0000;">deixaram a linha da pobreza</span></a> em 2024, reduzindo a proporção da população na pobreza para 23,1%, a menor já registrada desde 2012, quando começou a série histórica do instituto.</p>
<p>O mercado de trabalho aquecido e programas sociais foram apontados como motivos da redução no número de pobres.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Mecanismo de autonomia</span></strong></p>
<p>O pesquisador Valdemar Pinho Neto enfatizou a importância de duas características da nova versão do programa.</p>
<p>Um é a regra de proteção, que não tira automaticamente da lista de beneficiário a pessoa que conseguiu emprego. Há um período de adaptação e a garantia de que ela poderá voltar a ser atendida, sem fila de espera, caso perca o emprego.</p>
<p>O outro é o Programa Acredita, que oferece microcrédito para apoiar empreendedores de baixa renda.</p>
<p>“A ideia é que a transição do Bolsa Família para o mercado de trabalho seja algo mais suave e não uma decisão muito drástica na vida dos beneficiários”, salienta o professor.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Bolsa Família</span></strong></p>
<p>O <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.gov.br/pt-br/servicos/receber-o-bolsa-familia" target="_blank" rel="noopener">critério inicial </a></span>para uma pessoa ser beneficiária do Bolsa Família é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa (quanto a família ganha por mês, dividido pelo número de pessoas).</p>
<p>O benefício base é de R$ 600, que pode ser aumentado em casos de haver criança e grávida na família, por exemplo. O valor médio do benefício está em R$ 683,28. Em novembro, o programa tinha 18,65 milhões de famílias e custava R$ 12,69 bilhões.</p>
<p>*Agência Brasil</p>
<div class="noticias-relacionadas rel-position rowflex"></div>
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		<title>Clima e foco em exportação explicam alta de alimentos no longo prazo</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/03/17/clima-e-foco-em-exportacao-explicam-alta-de-alimentos-no-longo-prazo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 13:04:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<category><![CDATA[preço dos alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo da FGV destrincha motivos para preços subirem mais que inflação
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Condições climáticas e mudanças no uso da terra que privilegiaram culturas de exportação nos últimos anos causaram redução no ritmo de crescimento da produção de alimentos no país e explicam o aumento no preço da comida. A constatação faz parte da <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://portalibre.fgv.br/sites/default/files/2025-03/03ce2025cartadoibre.pdf">Carta do Ibre</a></span>, análise de conjuntura econômica publicada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1634518&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1634518&amp;o=node" /></p>
<p>O texto, assinado pelo economista Luiz Guilherme Schymura, traz a colaboração de outros pesquisadores do Ibre e aponta motivos que explicam a inflação de alimentos subir em velocidade maior que a inflação oficial do país, apurada pelo <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/Pressionada-pela-energia-el%C3%A9trica-infla%C3%A7%C3%A3o-de-fevereiro-fica-em-1%2C31%25#">Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)</a></span>, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>A análise aponta que a alta no preço da comida é reflexo do fato de a produção no campo não acompanhar a demanda da população.</p>
<p>O IPCA de fevereiro mostrou que a inflação do grupo alimentos e bebidas subiu 7,25% no acumulado de 12 meses, acima do índice geral, que apresentou alta de 4,56%. A Carta do Ibre observa esse descolamento entre inflação da comida e inflação geral durante um tempo mais longo.</p>
<p>“Entre 2012 e 2024, o item alimentação no domicílio teve alta de 162%, enquanto o IPCA geral elevou-se 109%”, afirma o documento.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Clima e dólar</span></strong></p>
<p>O Ibre ressalta que “a alta dos alimentos – que tem peso maior na cesta de consumo dos mais pobres – no Brasil e no mundo é um processo que já tem quase duas décadas, com muitos e complexos fatores explicativos”.</p>
<p>Schymura destaca como responsáveis pelo descasamento entre a inflação dos alimentos e o índice geral as mudanças climáticas, com aumento de eventos extremos e maior imprevisibilidade meteorológica, que “provocam perturbações crescentes na oferta de commodities [mercadorias negociadas com preços internacionais] e produtos alimentícios, num processo que afeta diversas partes do globo e, de forma bastante nítida e relevante, o Brasil”.</p>
<p>A análise frisa que efeitos negativos das mudanças climáticas começaram a emergir claramente a partir de meados dos anos 2000, com efeitos ainda mais negativos em partes mais quentes do globo, como no Brasil.</p>
<p>O documento assinala também que a “expressiva desvalorização cambial” possui parcela de culpa no encarecimento dos alimentos, uma vez que estimula a exportação.</p>
<p>Com o real desvalorizado, vender para outros países e obter receita em dólar torna mais lucrativa a atividade do produtor.</p>
<p>Mais um impacto do fator câmbio alto é o encarecimento de insumos agrícolas importados, como defensivos, fertilizantes, máquinas e equipamentos.</p>
<p>Outro elemento apontado são políticas internas de incentivo ao consumo, como “forte aumento real do salário mínimo e a ampliação expressiva do Bolsa Família”. Com mais renda, a população tende a aumentar o consumo, pressionando a relação produção x demanda.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Produção agrícola</span></strong></p>
<p>A publicação da FGV traz dados que apontam perda de velocidade na oferta de alimentos. “O crescimento da produção agrícola mundial, que teve ritmo médio de cerca de 2,6% ao ano nas décadas de 1990 e 2000, desacelerou para 1,9% nos anos 2010”.</p>
<p>O Ibre detalha cenários específicos do Brasil. <strong>“</strong>O Brasil não está produzindo comida suficiente para o próprio país e o mundo”. Um dos motivos para isso é troca de culturas – alimentos dando lugar a soja e milho.</p>
<p>“A produção das lavouras está crescendo menos do que o necessário para atender à demanda interna e externa de alimentos voltados especialmente para consumo humano; uma parte da área plantada aparentemente está saindo dos alimentos e indo para esses produtos mais voltados à exportação”.</p>
<p>O Ibre detalha aumentos específicos no preço da alimentação no domicílio de 2012 a 2024, como frutas (subiram 299%), hortaliças e verduras (246%), cereais, legumes e oleaginosas (217%), e tubérculos, raízes e legumes (188%), enquanto o índice geral de inflação foi 109%.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Área plantada</span></strong></p>
<p>O estudo mostra que a área total plantada no Brasil aumentou de 65,4 milhões de hectares em 2010 para 96,3 milhões em 2023. Mas essa expansão se deve basicamente à soja e ao milho. Sem essas duas culturas, voltadas à exportação, a área plantada ficou estável, registrando 29,1 milhões de hectares em 2010, e 29,3 milhões em 2023.</p>
<p>Segundo o Ibre, a produção de feijão por habitante no Brasil caiu 20%; e do arroz, 22%, quando se compara 2024 com 2012.</p>
<p>“A área plantada de arroz no Brasil passou de 2,8 milhões de hectares em 2010 para 1,6 milhão em 2024, o que reforça a ideia de que culturas de alimentos estão dando lugar a culturas de exportação, especialmente de soja e milho”, escreve Schymura</p>
<p>O pesquisador frisa que a produção por habitante de quase todas as principais frutas caiu no Brasil a partir do início da década passada. No caso da banana, essa queda foi de 10%; no da maçã, de 5,6%; no da laranja, de 20% (afetada pelo greening, um tipo de praga); no do mamão, de 40%; e no da tangerina, de 8%. A exceção foi a uva, com aumento de 9%.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Hortaliças e verduras</span></strong></p>
<p>Em relação a hortaliças e verduras, segundo item de alimentação no domicílio que mais cresceu acima do IPCA em 2012-2024, o economista lembra que são culturas mais vulneráveis a climas adversos.</p>
<p>“Outra hipótese, que não exclui a primeira, é o aumento Título 2da demanda em função de mudança de hábitos, como a busca de alimentação mais saudável. Por fim, o crescimento das áreas urbanas, em detrimento dos ‘cinturões verdes’, e o encarecimento da mão de obra também podem ser fatores que restringem a produção de hortifrutigranjeiros”, sugere.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Carne</span></strong></p>
<p>A análise aponta também fatores que tornam a carne mais cara, como o “clico do boi”, que provoca redução da oferta a cada cinco anos, aproximadamente.</p>
<p>A demanda de outros países pela carne brasileira apresenta também um fator de encarecimento. Houve, diz o Ibre, grande aumento da exportação do produto desde 2017, enquanto a produção nacional se manteve relativamente estável.</p>
<p>Segundo a publicação,em 2017, a disponibilidade de carne bovina para consumo doméstico foi de 39,9 kg/habitante, indicador que caiu para 36,1 em 2023 – patamar mais baixo desde pelo menos 2013.</p>
<p>Além disso, observa a análise, a produção de carne também vem sendo afetada pelas mudanças climáticas, com destaque, em 2021, para o dano às pastagens causado pela forte seca.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Recomendações</span></strong></p>
<p><span style="color: #ff0000;">A Carta do Ibre conclui que “a alta dos alimentos não é um fenômeno passageiro” e recomenda as seguintes políticas de suprimento e segurança alimentar:</span></p>
<ul>
<li>Foco nas culturas que produzem diretamente alimentos para a mesa dos brasileiros.</li>
<li> Monitoramento da produção</li>
<li> Recomposição de estoques públicos</li>
<li> Silagem (estruturas de armazenamento)</li>
<li> Vias de escoamento</li>
<li> Crédito focalizado</li>
</ul>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Cultura de exportação</span></strong></p>
<p>Em relação às culturas de exportação, Schymura comenta que “não se trata de restringir”. Ele afirma que a soja, por exemplo, traz muitos benefícios ao país, na forma de entrada de moeda estrangeira e da “consequente estabilização macroeconômica propiciada por elas”. Ele assinala ainda que essas culturas permitem o barateamento das rações, que são insumo nas cadeias de proteínas animais.</p>
<p>“O foco deve ser o de estimular a produção adicional de alimentos, e não dificultar outras áreas do agronegócio. Não se trata de um jogo de soma zero”, conclui.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Derrubada de impostos</span></strong></p>
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<p>O preço dos alimentos é uma das principais preocupações atuais do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer que <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-03/lula-cogita-tomar-medidas-drasticas-conter-alta-dos-alimentos">cogita “medidas drásticas”</a></span> para conter a pressão de alta.</p>
<p>Na quinta-feira da semana passada (6), o <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-03/governo-zera-tarifa-de-importacao-de-9-alimentos-para-reduzir-precos">governo decidiu zerar o Imposto de Importação de nove tipos de alimentos</a></span>, na tentativa de baratear preços.</p>
<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz acreditar que a supersafra esperada para este ano seja <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-03/haddad-preve-queda-da-inflacao-em-2025-por-causa-de-super-safra">fator de alívio na inflação de alimentos</a>.</span></p>
<p>De acordo com estimativa anunciada nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-03/conab-estima-safra-de-graos-acima-de-328-milhoes-de-toneladas"><span style="color: #ff0000;">a safra de grãos 2024/25 será de 328,3 milhões de toneladas</span></a>, expansão de 10,3% ante a safra 2023/24.</p>
</div>
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		<item>
		<title>Três milhões de inscritos no Bolsa Família deixaram a pobreza em 2023</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2023/09/27/tres-milhoes-de-inscritos-no-bolsa-familia-deixaram-a-pobreza-em-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Sep 2023 11:30:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco 1]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[benefício social]]></category>
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					<description><![CDATA[Linha de pobreza considerada é o valor de R$ 218 mensais per capita.
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_24055" class="wp-caption aligncenter" ><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-24055 size-large" src="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/bolsafamilia_2-1024x613.jpeg" alt="" width="1024" height="613" srcset="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/bolsafamilia_2-1024x613.jpeg 1024w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/bolsafamilia_2-768x459.jpeg 768w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/bolsafamilia_2-300x179.jpeg 300w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/bolsafamilia_2.jpeg 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="wp-caption-text"> Divulgadas regras de gestão do novo Bolsa Família &#8211; Novo cartão do programa Bolsa Família. <strong>Foto</strong>: Roberta Aline / MDS</p></div>
<p>Estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Banco Mundial, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, aponta que 3 milhões de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família deixaram a pobreza neste ano.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1557511&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1557511&amp;o=node" /></p>
<p>De acordo com a pesquisa, em janeiro de 2023, havia 21,7 milhões de famílias inscritas no programa, das quais 4,5 milhões eram consideradas pobres. Em setembro, são 1,5 milhão de famílias na pobreza entre os 21,2 milhões de beneficiários.</p>
<p>A linha de pobreza considerada no estudo é o valor de R$ 218 mensais <span style="color: #ff0000;"><em>per capita</em>.</span> Ainda segundo o estudo, não há ninguém no Bolsa Família em condição de pobreza extrema, ou seja, com renda <span style="color: #ff0000;"><em>per capita</em></span> de R$ 109, já que todos recebem R$ 142 ou mais por pessoa na família.</p>
<p>&#8220;De 21,4 milhões de famílias que temos no programa, 19,7 milhões estão numa situação de superar a chamada linha abaixo da pobreza, ou seja, são aquelas famílias que recebem todo mês uma renda per capita superior a R$ 218 que, pelo padrão brasileiro, é capaz de garantir as condições de tomar café, almoçar e jantar todo dia&#8221;, explicou o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias.</p>
<p>Em janeiro, o percentual de famílias fora da pobreza era 79%. Em setembro, passou a ser de 92%.</p>
<p>O maior impacto foi sentido nas famílias com três ou mais pessoas, já que o percentual daquelas fora da pobreza passaram de 52% em janeiro para 82% em setembro.</p>
<p>O estudo mostra ainda que, em janeiro deste ano, 63,7% das famílias com crianças até 6 anos de idade estavam fora da pobreza.</p>
<p>A partir de março, com o início dos pagamentos do Benefício da Primeira Infância, o percentual subiu para 84%. Em junho, com o novo desenho do Bolsa Família, houve nova alta, com o percentual chegando a 91,2%. Em setembro, eram 92,4%.</p>
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