<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>diagnóstico precoce &#8211; Revista Tempo</title>
	<atom:link href="https://revistatempo.com.br/tag/diagnostico-precoce/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistatempo.com.br</link>
	<description>A melhor revista de Montes Claros</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Feb 2025 11:42:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2020/09/cropped-logo_sticky-32x32.png</url>
	<title>diagnóstico precoce &#8211; Revista Tempo</title>
	<link>https://revistatempo.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Fevereiro Roxo e Laranja: importância do diagnóstico precoce para doenças graves e crônicas</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/02/03/fevereiro-roxo-e-laranja-importancia-do-diagnostico-precoce-para-doencas-graves-e-cronicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2025 13:02:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[doenças crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[SENSIBILIZAÇÃO]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatempo.com.br/?p=42629</guid>

					<description><![CDATA[Campanhas buscam a conscientização das condições: lúpus, fibromialgia e Alzheimer e leucemia
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este mês é dedicado a duas campanhas de saúde: Fevereiro Roxo &#8211; sensibilização para as doenças de lúpus, fibromialgia e Alzheimer &#8211; e Fevereiro Laranja &#8211;  alerta para a leucemia. Estas condições crônicas e graves impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros. Em razão disso, entidades médicas usam um calendário colorido para chamar atenção para as patologias, a fim de fortalecer o diagnóstico precoce.</p>
<p>Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2024, houve um aumento de 8% nos diagnósticos precoces de doenças autoimunes e neurodegenerativas em comparação ao ano anterior, o que reforça o papel das iniciativas de conscientização. Além disso, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) detectou um crescimento de 6% no número de novos cadastros, demonstrando maior adesão à causa.</p>
<p>“Essas campanhas têm um papel fundamental para educar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e do cuidado contínuo, especialmente em doenças complexas. As ações ajudam a desmistificar as condições, combatem o estigma e promovem acesso ao tratamento em regiões onde a informação é mais limitada,” destaca o professor da Universidade Tiradentes (Unit), Matheus Todt Aragão.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">As cores </span></strong></p>
<p>As cores não são escolhidas aleatoriamente. O roxo, representando resiliência e empatia, destaca a luta contra doenças crônicas. O lúpus, por exemplo, é uma condição autoimune que pode afetar múltiplos órgãos, enquanto a fibromialgia, com suas dores crônicas e impacto na qualidade de vida, requer diagnósticos precisos e acompanhamento contínuo. Já o Alzheimer, principal causa de demência no mundo, demanda atenção especial para sinais precoces e suporte às famílias.</p>
<p>O laranja, por sua vez, simboliza vitalidade e chama a atenção para a leucemia, um câncer que afeta o sangue e a medula óssea. “A conscientização sobre a leucemia e a importância da doação de medula óssea são essenciais para salvar vidas. A mobilização nacional em torno dessa causa tem sido um marco para sensibilizar a população e aumentar o número de doadores, algo essencial para os pacientes que aguardam transplantes,” ressalta Todt Aragão.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Saiba mais sobre as doenças</span></strong></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>• Lúpus:</strong></span> é caracterizado como um distúrbio crônico que faz com que o organismo produza mais anticorpos que o necessário para manter o organismo em pleno funcionamento. Os anticorpos em excesso passam a atacar o organismo, causando inflamações nos rins, pulmões, pele e articulações. Segundo o Ministério da Saúde, o Lúpus Sistêmico (Les) é a forma mais séria da doença e também a mais comum afetando aproximadamente 70% dos pacientes com Lúpus. Ele afeta principalmente mulheres, sendo 9 em 10 pacientes com o risco mais elevado durante a idade fértil.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">• Fibromialgia:</span> </strong>ataca especificamente as articulações, causando dores por todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão. A doença pode aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a doença ainda é desconhecido. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a fibromialgia afeta cerca de 3% da população. De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>• Alzheimer: </strong></span>é uma doença neurodegenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. Com o passar do tempo, ela também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando consequências como a perda de memória. O Alzheimer é a causa mais comum de demência – um grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas têm a doença de Alzheimer, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz).</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>• Leucemia:</strong></span> é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que em 2019 a leucemia teve mais de 10 mil novos casos. Os sintomas incluem anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitação, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos, bem como gânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas articulações e ossos.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">42629</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Câncer Bucal: Regional de Montes Claros apresenta em Brasília trabalho na atenção primária que agiliza o diagnóstico precoce</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/11/28/cancer-bucal-regional-de-montes-claros-apresenta-em-brasilia-trabalho-na-atencao-primaria-que-agiliza-o-diagnostico-precoce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 13:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer Bucal]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[Regional de Montes Claros]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatempo.com.br/?p=39718</guid>

					<description><![CDATA[A ferramenta pioneira, criada em 2019 e disponibilizada para os 54 municípios que integram a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros, foi construída com o objetivo de viabilizar o acompanhamento longitudinal dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos dias 21 e 22 de novembro a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros marcou presença, no Ministério da Saúde, em Brasília, na realização da 1ª Mostra Comemorativa dos 20 anos da Política Nacional de Saúde Bucal Brasil Sorridente. Durante o evento, que reuniu profissionais de vários estados, a odontóloga Denise Maria Lúcio da Silveira, referência técnica da Coordenadoria de Redes de Atenção à Saúde da SRS, apresentou a Planilha de Alerta para a Coordenação do Cuidado ao Câncer Bucal na Atenção Primária à Saúde (APS).</p>
<p>A ferramenta pioneira, criada em 2019 e disponibilizada para os 54 municípios que integram a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros, foi construída com o objetivo de viabilizar o acompanhamento longitudinal dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a realização das condutas clínicas mais adequadas para o diagnóstico precoce e tratamento de câncer.</p>
<p>“Naquela época observamos o aumento de casos de câncer bucal diagnosticados em estágio avançado; a fragilidade no acompanhamento pelos serviços de atenção primária e a falta de comunicação entre os profissionais da rede. Para reverter a situação, identificamos a necessidade de implantação de uma ação articulada entre os serviços de saúde e daí surgiu na Superintendência Regional de Saúde a ideia de criarmos a Planilha de Alerta”, explica Denise Silveira. O trabalho envolveu a participação das referências técnicas Edilza Moreira Silva; Juliane Gomes Damasceno e Jacqueline Silva Santos.</p>
<p>A partir da implantação da Planilha de Alerta o número de casos novos diagnosticados de câncer de saúde bucal aumentou. Passou de três notificações em 2016 para 195 em 2019. Já o diagnóstico de casos avançados de câncer também aumentou. Saltou de dois em 2016 para 46 em 2019.</p>
<p>“A implantação da Planilha de Alerta além de sensibilizar os profissionais de saúde para a necessidade da busca ativa das pessoas em situação de risco para a doença, propicia a realização de exame clínico qualificado e, consequentemente, o diagnóstico precoce; o início do tratamento em até 60 dias e o fortalecimento de parcerias entre os profissionais da rede”, reforça Denise Silveira.</p>
<p>A experiência da SRS também evidencia que “a Planilha de Alerta potencializa a comunicação entre os profissionais das equipes de atenção primária à saúde, gerando informações para discussão de casos e o planejamento de ações. Como resultado da sua utilização frequente, a ferramenta melhora a comunicação entre os serviços de atenção primária com outros pontos de atenção da rede, para a celeridade e qualificação dos fluxos assistenciais, evitando que os usuários percam o vínculo com a atenção primária”, completa Denise Silveira.</p>
<p>Como resultado da implantação da Planilha de Alerta os profissionais da APS assumiram a adequação do meio bucal de usuários do SUS em tratamento oncológico e houve o aumento da realização de ações de mobilização da população com o repasse de orientações para prevenção e busca ativa do câncer de boca.</p>
<p>Outra iniciativa positiva foi a criação do Grupo de Trabalho de Fortalecimento Macrorregional da Rede de Atenção ao Câncer de Cavidade Oral e Lábio, com a participação de profissionais de cada ponto de atenção da rede. As reuniões são realizadas a cada semestre, com avaliação do cenário situacional e planejamento de ações, incluindo a educação continuada de profissionais de saúde. As iniciativas envolvem a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG); a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e o Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CRO-MG).</p>
<p>Denise Silveira conclui que “a seleção da experiência da SRS de Montes Claros para apresentação durante a 1ª Mostra Comemorativa dos 20 Anos da Política Nacional de Saúde Bucal Brasil Sorridente dá visibilidade estratégica a um trabalho pioneiro implementado no Norte de Minas e que desperta o interesse de profissionais para difusão para outras regiões do estado e do país.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">FOCO</span></strong></p>
<p>Além da Planilha de Alerta para a Coordenação do Cuidado ao Câncer Bucal na Atenção Primária, a 1ª Mostra do Programa Brasil Sorridente selecionou a apresentação de projetos desenvolvidos em outras regiões do país. O foco foi voltado para as seguintes áreas: Planejamento e Gestão em Saúde Bucal; Educação Permanente, Controle Social e Atividades Coletivas em Saúde Bucal no âmbito da Estratégia Saúde da Família; Odontologia Hospitalar; Saúde Bucal Digital e Experiência Ensino-Serviço-Comunidade para a qualificação do trabalho das Equipes de Saúde Bucal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">39718</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Dia Mundial de Consciência sobre Linfomas: A Importância da Prevenção e do Diagnóstico Precoce</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/09/13/dia-mundial-de-consciencia-sobre-linfomas-a-importancia-da-prevencao-e-do-diagnostico-precoce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 16:32:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[HDG]]></category>
		<category><![CDATA[Linfomas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatempo.com.br/?p=36072</guid>

					<description><![CDATA[A detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento, que pode incluir quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, transplante de medula óssea.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 15 de setembro, celebra-se o Dia Mundial de Consciência sobre Linfomas, uma data essencial para chamar a atenção da população sobre a importância do diagnóstico precoce e da conscientização acerca dessa doença que atinge milhões de pessoas em todo o mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, uma parte vital do sistema imunológico, e pode se manifestar de formas variadas, dividindo-se principalmente em linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin.Os sintomas do linfoma podem ser sutis e muitas vezes confundidos com outras doenças menos graves, o que torna a conscientização ainda mais crucial. Entre os sinais de alerta, destacam-se o aumento dos linfonodos (ínguas), febre persistente, perda de peso inexplicada, sudorese noturna, fadiga e coceira na pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento, que pode incluir quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, transplante de medula óssea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;A conscientização sobre o linfoma é essencial, pois muitos dos sintomas podem ser confundidos com condições benignas, atrasando o diagnóstico. É vital que as pessoas estejam atentas aos sinais do corpo e procurem ajuda médica ao perceberem algo fora do comum. O diagnóstico precoce pode salvar vidas e proporcionar um tratamento menos agressivo&#8221;, ressalta o médico hematologista José Alfreu Soares Júnior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a prevenção continua sendo uma das melhores formas de combater o linfoma. Manter um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, prática regular de exercícios e a realização de exames periódicos são medidas que podem reduzir os riscos de desenvolver a doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“No entanto, é importante lembrar que o linfoma pode ocorrer em qualquer pessoa, independentemente de histórico familiar ou estilo de vida, reforçando a necessidade de atenção e acompanhamento médico regular”, pondera o especialista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Dia Mundial de Consciência sobre Linfomas, o médico José Alfreu explica que à campanha global de conscientização é importante para levar informação e prevenção para salvar vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A data é um convite para que todos busquem conhecer mais sobre o linfoma, compartilhem informações e incentivem a procura por diagnóstico precoce, garantindo, assim, melhores chances de tratamento e cura”, finaliza o hematologista.</span></p>
</div>
<div id="m_6202403127127570743Signature"></div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">36072</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Norte de Minas alcança resultados positivos no diagnóstico precoce e tratamento da hanseníase</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/02/01/norte-de-minas-alcanca-resultados-positivos-no-diagnostico-precoce-e-tratamento-da-hanseniase/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Feb 2024 11:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[Norte de Minas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[Hanseníase]]></category>
		<category><![CDATA[norte de minas]]></category>
		<category><![CDATA[SES]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatempo.com.br/?p=28436</guid>

					<description><![CDATA[Os dados foram revelados terça-feira, dia 30, durante encontro promovido pelas coordenadorias de vigilância Epidemiológica e de Saúde da SRS]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Embora o Brasil ocupe o segundo lugar no mundo com o maior número de casos notificados de hanseníase, entre os 54 municípios que compõem a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS) o diagnóstico da doença está sendo acelerado e, com isso, possibilitando a redução do número de pessoas incapacitadas fisicamente. Os dados foram revelados terça-feira, dia 30, durante encontro promovido pelas coordenadorias de vigilância Epidemiológica e de Saúde da SRS, com a participação da doutoranda em medicina tropical pela Universidade de Brasília – (UNB), Karine Suene Mendes. Ela é referência técnica do Serviço Ambulatorial Especializado – (SAE) Ampliado de Montes Claros.</p>
<p>No encontro realizado durante o Janeiro Roxo, voltado para a conscientização da população sobre a importância da prevenção e tratamento da hanseníase, a coordenadora de vigilância em saúde e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde – (Cievs) da SRS de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes, destacou a importância da atualização dos profissionais quanto ao diagnóstico precoce, acompanhamento e tratamento de pessoas detectadas com a doença.</p>
<p>“Precisamos sensibilizar a população que a hanseníase, apesar de ser uma doença que tem cura, a falta do diagnóstico precoce, de acompanhamento e tratamento dos pacientes e das pessoas com as quais tem contato, inviabiliza a redução das taxas de transmissão”, alertou a coordenadora.</p>
<p>Por sua vez, a referência técnica em hanseníase na SRS de Montes Claros, Siderllany Aparecida Vieira Mendes observou que “o fortalecimento da rede de saúde voltada para o enfrentamento da hanseníase, nos níveis estadual e nos municípios, constitui fator de fundamental importância para reduzir o impacto que a doença ainda causa na sociedade, nas famílias e, principalmente, na vida particular, social e profissional das pessoas diagnosticadas com o agravo. A hanseníase tem cura, mas o enfrentamento a partir do trabalho dos profissionais de saúde é de fundamental importância para que, efetivamente, seja viabilizada a quebra da cadeia de transmissão da doença”, pontuou a referência técnica.</p>
<p>Ao apresentar os aspectos clínicos de diagnóstico, acompanhamento e tratamento de pessoas diagnosticadas com hanseníase, bem como seus contatos próximos, Karine Mendes observou que “a doença ainda é uma das mais negligenciadas. Tanto é que, em 2021, foram notificados 140 mil 594 casos novos da doença no mundo, ficando o Brasil com taxa de 10,2% dos casos detectados. Já em Minas Gerais, em 2023 foram notificados 1.471 novos casos da doença que acomete principalmente homens e a população socialmente mais vulnerável e com ensino fundamental incompleto”.</p>
<p>Para conter a circulação do bacilo transmissor da hanseníase, Karine Mendes entende que, além da capacitação dos profissionais de saúde é necessário que haja a descentralização dos serviços de saúde para a detecção da doença de forma precoce.</p>
<p>A referência técnica do SAE Ampliado entende que “há necessidade dos municípios investirem em atividades de educação em saúde da população, bem como na integralidade do cuidado das pessoas diagnosticadas com hanseníase. Isso inclui, além do diagnóstico precoce, tratamento adequado dos casos; identificação de pessoas em risco de contrair a doença devido à vulnerabilidade social; a realização de testes rápidos para viabilizar as ações de prevenção de incapacidades físicas; o monitoramento das pessoas de contato dos pacientes; a promoção da inclusão social, familiar, profissional e educacional”.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>INDICADORES</strong></span></p>
<p>De acordo com dados do SAE Ampliado, em 2022 foram diagnosticados 160 casos de hanseníase em Montes Claros, número este que no ano passado chegou a 175 casos. Já em 54 municípios que integram a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde foram detectados 196 casos de hanseníase em 2022 e, no ano passado, 218.</p>
<p>Em adolescentes e crianças menores de 15 anos, em 2022 foram diagnosticados sete casos em Montes Claros e nove nos municípios da área de atuação da SRS. Já em 2023 em Montes Claros foram notificados 13 casos de hanseníase em pacientes menores de 15 anos. Outros nove casos foram detectados nos demais municípios da área de jurisdição da SRS.</p>
<p>Ainda de acordo com dados apresentados por Karine Mendes, entre 2022 e o ano passado o Norte de Minas obteve bons resultados na melhoria dos indicadores de incapacidade física de pessoas diagnosticadas com hanseníase. Em 2022 a taxa ficou em 9,4% em Montes Claros, percentual este que no ano passado caiu para 2,9%. Nos demais municípios integrantes da área de atuação da SRS, o indicador de incapacidade física, que em 2022 ficou em 11,7% dos pacientes, caiu para 4,1% em 2023.</p>
<p>“O aumento da detecção dos casos precoces de hanseníase é fruto da ampliação do número de profissionais de saúde capacitados. Esse trabalho precisa ter continuidade e, nesse contexto, o Serviço Ambulatorial Especializado de Montes Claros está trabalhando para acelerar a descentralização do serviço o que, consequentemente, possibilitará o aumento da capacidade de atendimento das demandas da população”, pontuou Karine Mendes.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>A Doença</strong></span></p>
<p>Conhecida antigamente como lepra, a hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação e investigação obrigatória em todo o país. A doença tem cura. O tratamento é garantido pelo Sistema Único de Saúde – (SUS) e pode ser concluído em até nove meses, devendo o paciente seguir o esquema terapêutico.</p>
<p>A hanseníase possui como agente etiológico o Microbacterium leprae, bacilo que tem a capacidade de infectar grande número de pessoas e atinge, principalmente, a pele e nervos periféricos. A doença é transmitida pela tosse ou espirro, por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente, sem tratamento.</p>
<p>Os principais sintomas da doença são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração da sensibilidade ao calor ou frio, ao tato e à dor que podem afetar principalmente as extremidades das mãos e dos pés, rosto, orelhas, pernas, nádegas e o tronco.</p>
<p>Também são sintomas da doença: áreas com diminuição de pelos e suor; dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas; inchaço de mãos e pés; caroços no corpo; febre, edemas e dor nas juntas.</p>
<p>No SUS, o tratamento farmacológico da hanseníase é feito com poliquimioterapia única (PQT-U), que associa três fármacos: rifampicina, dapsona e clofazimina. O esquema terapêutico deve ser usado por um período que pode durar até 12 meses.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">28436</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
