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	<title>CCJ &#8211; Revista Tempo</title>
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	<description>A melhor revista de Montes Claros</description>
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		<title>Comissão de PEC sobre terras públicas tem Gil Pereira e Ulysses Gomes no comando</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/10/30/comissao-de-pec-sobre-terras-publicas-tem-gil-pereira-e-ulysses-gomes-no-comando/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 18:09:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento regional]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
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		<category><![CDATA[Gil Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Legislação]]></category>
		<category><![CDATA[PEC 58]]></category>
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					<description><![CDATA[Noraldino Júnior será o relator da PEC 58, que propõe permitir a concessão de terras públicas a empresas estrangeiras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A Comissão Especial da <a title="Ir para a tramitação do projeto" href="https://www.almg.gov.br/atividade-parlamentar/projetos-de-lei/projeto/?tipo=PEC&amp;num=58&amp;ano=2025">Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 58/25</a> da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) elegeu, nesta quinta-feira (30/10/25), os deputados Gil Pereira (PSD), para presidente, e Ulysses Gomes (PT), para vice. Na reunião, também foi designado relator o deputado Noraldino Júnior (PSB).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A PEC altera o<a title="Ir para o artigo 247 da Constituição estadual" href="https://www.almg.gov.br/atividade-parlamentar/leis/constituicao-estadual/?pesquisou=true&amp;aba=pesquisa&amp;q=&amp;art=247&amp;comp="> artigo 247 da Constituição do Estado </a>para permitir a concessão de terras públicas a empresa com controle estrangeiro. A proposta tem como primeiro signatário o presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB) e é assinada por outros 36 deputados.</p>
<div>
<div></div>
</div>
<p>A redação atual do parágrafo 7º do artigo 247 proíbe tanto a alienação quanto a concessão desses bens a pessoa jurídica cuja titularidade do poder decisório seja de estrangeiro. A alteração proposta mantém a proibição da alienação de terras públicas, preservando o patrimônio do Estado. Porém, viabiliza sua concessão, modalidade de contrato que confere o direito de uso da terra por período determinado, mediante contrapartidas e obrigações a serem prestadas pelo contratado (denominado concessionário), conforme estabelecido em instrumento contratual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conforme justificativa que acompanha a PEC, a finalidade é promover o desenvolvimento econômico de Minas Gerais, permitindo a atração de investimentos estrangeiros por meio da concessão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É destacada ainda a apresentação, conjuntamente à PEC, de projeto de lei alterando a <a title="Ir para a página da lei" href="https://www.almg.gov.br/atividade-parlamentar/leis/legislacao-mineira/lei/?tipo=LEI&amp;num=24633&amp;ano=2023&amp;comp=&amp;cons=">Lei 24.633, de 2023</a>, a qual dispõe sobre as terras públicas de domínio do Estado e regulamenta os artigos 246 e 247 da Constituição do Estado. O objetivo, segundo a justificativa, é garantir que concessões sejam realizadas de forma responsável, em benefício do interesse público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A regulamentação deverá detalhar os critérios para a concessão a estrangeiros, de modo a priorizar projetos estratégicos para o desenvolvimento do Estado, proteger as comunidades locais, garantir a transparência e prever mecanismos de controle social, entre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A PEC 58/25 já recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que opinou por sua legalidade e juridicidade e, agora, será analisada, em 1º turno pela Comissão especia, antes de ser enviada ao Plenário. Para aprovar uma PEC são necessários os votos favoráveis de 3/5 dos deputados, ou seja, de 48 dos 77 deputados.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>PEC que acaba com aborto legal no Brasil avança na Câmara com aval de relatora</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/11/14/pec-que-acaba-com-aborto-legal-no-brasil-avanca-na-camara-com-aval-de-relatora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 10:04:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Legislação]]></category>
		<category><![CDATA[Aborto]]></category>
		<category><![CDATA[aborto legal]]></category>
		<category><![CDATA[CCJ]]></category>
		<category><![CDATA[PEC do estuprador]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto proíbe os abortos previstos em lei: em caso de estupro, quando há risco de morte para a gestante e com má-formação do cérebro
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/congresso/2024/11/11/comissao-da-camara-desenterra-pec-que-proibe-aborto-no-brasil">que acaba com o aborto em casos previstos em lei</a> </span>avançou nesta quarta-feira (13) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.</p>
<p>Conforme a legislação em vigor, o aborto é permitido no Brasil em três situações: quando a gravidez resulta de estupro, quando há risco de morte para a gestante e em caso de má-formação do cérebro, a anencefalia fetal.</p>
<p>A PEC em tramitação na Câmara acaba com esses direitos e criminaliza todo tipo de aborto. A relatora da proposta, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), leu seu parecer pela admissibilidade do texto.</p>
<p>“Não se vislumbram quaisquer incompatibilidades entre a alteração que se pretende realizar e os demais princípios e regras fundamentais que alicerçam a Constituição vigente e nosso ordenamento jurídico”, afirmou.</p>
<p>Logo após Tonietto, que também é vice-presidente da CCJ, fazer a leitura do seu parecer, a votação da PEC foi suspensa por pedido de vista (mais tempo para a análise de um tema) apresentado por vários deputados.</p>
<p>Confira abaixo os próximos passos:</p>
<ul>
<li>O prazo de adiamento é de duas sessões. Portanto, a votação deve ocorrer na próxima semana.</li>
<li>O colegiado só avalia se a proposta está de acordo com a Constituição e as leis brasileiras.</li>
<li>Se aprovada, a PEC passará por uma comissão especial formada por deputados.</li>
<li>Por fim, só irá a votação no plenário se for pautada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).</li>
</ul>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Texto original é de Eduardo Cunha</span></strong></p>
<p>A PEC foi apresentada em 2012 pelos então deputados federais Eduardo Cunha (Republicanos-RJ). Seus apoiadores chamam o projeto de PEC da Vida. Já quem é contra o classifica como PEC do Estuprador.</p>
<section id="bodyArticle" class="read-controller article-whole materia__tts">Tramitando há mais de uma década, a proposta já passou por vários relatores e até foi arquivada em duas ocasiões — 2015 e 2019.</p>
<p>Desarquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2019, ele teve a relatoria entregue a Chris Tonieto, que, até 2021, quando deixou de ser membro da comissão, não movimentou a PEC. A deputada retornou à CCJ neste ano, e a atual presidente Caroline de Toni a designou relatora novamente.</p>
</section>
<div class="cmp__continue-reading-container">O projeto prevê a inclusão da frase “desde a concepção” no dispositivo que trata dos direitos e das garantias fundamentais dos cidadãos na Constituição, e prevê a “inviolabilidade do direito à vida”.</div>
<div>A Constituição já garante a todos os brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, mas não há definição do momento em que esse direito começa a vigorar.</div>
<div>
<p>Pelo texto de Eduardo Cunha, a PEC em discussão na CCJ da Câmara determina que esse direito vale a partir da concepção do feto, e não do nascimento do bebê.</p>
<p>A proposta tem apoio da ala mais conservadora da Câmara, que inclui os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).</p>
<p>No início deste ano, os mesmos parlamentares promoveram um projeto de lei que equiparava o aborto feito após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio, estabelecendo penas de seis a 20 anos de prisão para a mulher que fizesse tal procedimento.</p>
<p>A Câmara acelerou a tramitação desse projeto de lei no plenário em uma votação que durou cinco segundos. Após fortes críticas de movimentos populares e de organizações da sociedade civil, Arthur Lira, decidiu, em junho, criar uma comissão representativa para discutir o projeto e afirmou que essa proposição ficaria para o segundo semestre do ano. Até então, essa comissão não teve nenhum avanço.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Deputadas governistas reagem</span></strong></p>
<p>Na sessão da CCJ desta quarta-feira, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) lembrou que todas as pesquisas de opinião mostram que o brasileiro apoia as possibilidades de aborto legal.</p>
<p>“Estabelecer a vida desde a concepção impede o aborto legal, em casos inclusive em que a mãe tenha risco de vida, e impede a interrupção pela violência sexual”, alertou a parlamentar.</p>
<p>“Eu entendo que tem alguns aqui que acham que criança pode ser mãe e estuprador pode ser pai, eu estou fora dessa. Criança não é mãe. A gente não pode permitir que o Parlamento brasileiro, às vésperas do G20, vote um absurdo desse”, criticou Jandira.</p>
<p>A deputada Erika Kokay (PT-DF) argumentou que a medida, se aprovada, impedirá a fertilização in vitro, já que, para que o procedimento seja realizado, muitos embriões são descartados, como parte do processo. “A PEC proíbe que você descarte o óvulo fecundado, ao dizer que é preciso preservar a vida desde a concepção.”</p>
<p>Erika alertou ainda que a mudança também pode prejudicar pesquisas com células tronco. “Porque [as células tronco] também são embrionárias”, explicou.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Filha de Cunha defende proposta do pai</span></strong></p>
<p>Filha do ex-deputado Eduardo Cunha, a deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ) rebateu a colega parlamentar e disse que a PEC não vai impedir fertilização in vitro nem congelamento de óvulos.</p>
<p>Segundo ela, a proposta vai definir que a vida começa após a concepção, que pode ser realizada por métodos científicos ou ser concebida naturalmente. “Uma vez que um método científico é realizado e bem sucedido, o feto passa a ser a concepção, cuja vida é válida.”</p>
<p>Eduardo Cunha foi deputado federal entre 2003 e 2016, quando teve o mandato cassado pelo plenário da Câmara, em virtude de quebra de decoro parlamentar, considerando que ele mentiu à CPI da Petrobras ao negar, durante depoimento em março de 2015, ser titular de contas bancárias no exterior.</p>
<div class="aem-GridColumn h100 aem-GridColumn--default--1 aem-GridColumn--phone--12 "> Cunha ficou inelegível por 8 anos a contar do final do mandato (que seria em 2018), sendo proibido de disputar cargos eletivos até o fim de 2026.</div>
<div class="cmp__gap aem-GridColumn aem-GridColumn--default--6 aem-GridColumn--phone--12">
<div class="body">
<section id="bodyArticle" class="read-controller article-whole materia__tts">Alvo da Operação Lava Jato, Cunha foi condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Em outubro de 2016 foi preso preventivamente pela Polícia Federal, sendo condenado em março de 2017 a 15 anos e quatro meses de prisão. Ao fim de março de 2020, teve a prisão preventiva substituída pela prisão domiciliar em razão da pandemia de Covid, por estar no grupo de risco da doença. Em setembro de 2020, voltou a ser condenado na Lava Jato.</p>
<p>Em 29 de maio de 2023, o STF anulou a condenação de Cunha a 15 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro em um dos processos da Lava Jato. Os ministros aceitaram o argumento da defesa de que o processo deveria ter sido conduzido pela Justiça Eleitoral, e não pela Justiça Federal em Curitiba.</p>
<p>Cunha conseguiu de volta os direitos políticos. Em 2 de outubro de 2022, recebeu pelo PTB 5.044 votos para deputado federal por São Paulo, não sendo eleito.</p>
</section>
</div>
</div>
</div>
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