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	<title>Brasilia &#8211; Revista Tempo</title>
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	<description>A melhor revista de Montes Claros</description>
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	<title>Brasilia &#8211; Revista Tempo</title>
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		<title>Câmara aprova texto-base do PL do Licenciamento Ambiental, e projeto vai à sanção de Lula</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/07/17/camara-aprova-texto-base-do-pl-do-licenciamento-ambiental-e-projeto-vai-a-sancao-de-lula/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 13:04:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
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		<category><![CDATA[Congresso Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[LICENCIAMENTO AMBIENTAL]]></category>
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					<description><![CDATA[Ambientalistas rejeitam mudanças na legislação ambiental aprovadas pelo Congresso, mas redação final da proposta passou por discussão com o governo Lula (PT)
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados decidiu pela aprovação do Projeto de Lei (PL) para criar o marco geral do <a href="https://www.otempo.com.br/politica/congresso/2025/5/21/projeto-que-afrouxa-regras-de-licenciamento-ambiental-sera-votada-no-plenario-do-senado"><span style="color: #ff0000;">licenciamento ambiental</span></a> em sessão que encerra o semestre legislativo nesta madrugada de quinta-feira (17). A proposta relatada pelo deputado <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/congresso/2025/7/7/com-votacao-a-vista-relator-nega-afrouxamento-do-licenciamento-e-ve-texto-maduro-para-aprovacao">Zé Vitor (PL-MG)</a> </span>é capitaneada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), mas reuniu apoio de parte da bancada do PT.</p>
<p>A versão final com as mudanças feitas por Senado Federal e Câmara dos Deputados também passou por conversas com a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esses encontros reuniram os ministros Rui Costa, chefe da Casa Civil, e <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/congresso/2025/5/21/senado-aprova-pl-que-afrouxa-regras-e-desmonta-o-licenciamento-ambiental">Marina Silva</a></span>, do Meio Ambiente. Embora a ministra e o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, estejam entre os críticos da proposta no âmbito do Palácio do Planalto, eles mantiveram diálogo com o relator.</p>
<p>O marco legal do licenciamento ainda dependerá da sanção do presidente Lula, que, aliás, pode optar por vetar trechos da proposta para impedir sua aprovação. A palavra final cabe ao Congresso Nacional, o qual poderá derrubar eventuais vetos presidenciais.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">O que prevê o marco legal do licenciamento ambiental?</span></strong></p>
<p>Um marco para unificar as regras do licenciamento ambiental é discutido há 21 anos no Congresso Nacional. A proposta avançou nos últimos meses com a aprovação do texto no plenário do Senado Federal. Pouco antes do recesso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), cumpriu a promessa de pautar o projeto para votação no plenário, encerrando a tramitação da mudança na legislação no Congresso.</p>
<p>A proposta constitui um arcabouço legal para uniformizar as diversas leis em diferentes competências que tratam da concessão de licenças e ajustar as regras vigentes. Ambientalistas avaliam que o projeto desmonta a legislação ambiental e afrouxa as regras do licenciamento. Setores produtivos liderados pela FPA e bancadas afins avaliam que a proposta é um meio necessário e indispensável para desburocratizar processos.</p>
<p>O relator <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/congresso/2025/6/3/movimentacoes-no-tabuleiro-do-pl-aquecem-nome-de-ze-vitor-para-concorrer-ao-senado-por-mg">Zé Vitor</a> </span>manteve muitas das alterações feitas na proposta pelo Senado Federal. A principal delas diz respeito às atividades mineradoras. Pelo texto aprovado na Câmara, as operações de mineração de grande porte ou de alto risco serão submetidas às regras do marco geral. A outra opção era manter a concessão de licenças para mineração a cargo do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).</p>
<p>O parlamentar também fixa o prazo de validade da Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC) de 5 a 10 anos. Essa ferramenta já era adotada por estados como Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul e, se a proposta receber sanção, valerá para outras unidades da federação. O modelo é um dos pontos de preocupação dos ambientalistas porque permite que os empreendedores obtenham suas próprias licenças a partir de uma autodeclaração.</p>
<p>Nela, o proprietário assume que conhece a lei e se compromete a cumprir as exigências ambientais. Esse tipo de licença só seria aplicado às atividades e operações de baixo impacto ambiental.</p>
<p>Em seu relatório, Zé Vitor também mantém a possibilidade de Licença Ambiental Especial (LAE) para atividades de caráter estratégico, incluída no escopo da legislação por sugestão do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com um objetivo específico: facilitar a exploração de petróleo na Margem Equatorial, atualmente travada pelo Ibama.</p>
<p>O trecho é apoiado pelo próprio presidente Lula e pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, grandes defensores do início da exploração petrolífera na região da foz do Rio Amazonas. A ministra do Meio Ambiente, no entanto, é contra.</p>
<p><span data-tt="{&quot;paragraphStyle&quot;:{&quot;alignment&quot;:4,&quot;style&quot;:3}}"><strong><span style="color: #ff0000;">&#8216;Lula com certeza vai vetar&#8217;, diz líder do PT</span></strong> </span></p>
<p><span data-tt="{&quot;paragraphStyle&quot;:{&quot;alignment&quot;:4,&quot;style&quot;:3}}">O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou durante discussão da matéria no plenário que o presidente Lula deverá vetar o projeto do licenciamento quando recebê-lo. “Aos senhores que disseram que iríamos entrar no STF [Supremo Tribunal Federal], não. Vai ter o presidente Lula, e o presidente Lula com certeza vai vetar esse PL da devastação”, afirmou. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) indicou, ainda assim, que recorrerá à Corte contra o projeto. “O caminho, inevitavelmente, será a judicialização por inconstitucionalidade”, declarou.</span></p>
<p><span data-tt="{&quot;paragraphStyle&quot;:{&quot;alignment&quot;:4,&quot;style&quot;:3}}">Ainda que o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), tenha admitido uma negociação com o relator pela elaboração do texto, ele confirmou no início da discussão que os governistas se levantariam contra a proposta. O desejo do Planalto era que a votação fosse adiada, pelo menos, para a primeira quinzena de agosto, após o recesso legislativo. O PT tentou orientar obstrução, mas, impossibilitado, recomendou que os deputados votassem contra a proposta. </span></p>
<p><span data-tt="{&quot;paragraphStyle&quot;:{&quot;alignment&quot;:4,&quot;style&quot;:3}}">A bancada do PSOL e os deputados Pedro Aihara (PRD-MG) e Duda Salabert (PDT-MG) apresentaram incontáveis questões de ordem e largaram mão de manobras regimentais para impedir a votação. O presidente Hugo Motta não acatou e seguiu com a sessão no avançar da madrugada de quinta-feira (17/7). </span></p>
<p>A tragédia de Brumadinho apareceu na discussão em inúmeros momentos. Os deputados mineiros foram os que levaram o desastre para a tribuna do plenário. A principal crítica deles neste ponto é que a versão aprovada do texto retira do Conama a competência de concessão das licenças ambientais aos empreendimentos minerários.</p>
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		<item>
		<title>STF aceita denúncia contra &#8216;núcleo 2&#8217; e transforma aliados de Bolsonaro em réus</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/04/23/stf-aceita-denuncia-contra-nucleo-2-e-transforma-aliados-de-bolsonaro-em-reus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 13:04:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Golpe]]></category>
		<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
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		<category><![CDATA[PRIMEIRA TURMA]]></category>
		<category><![CDATA[RÉUS]]></category>
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					<description><![CDATA[Ministros da Primeira Turma decidem que não há irregularidades na continuidade do processo contra grupo acusado de tentar manter Bolsonaro no poder
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu aceitar a <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/4/21/stf-julga-hoje-novo-grupo-por-suposto-plano-de-golpe-entenda-o-que-sera-decidido" target="_blank" rel="noopener">denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR)</a></span> contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta participação na tentativa de golpe de Estado em 2022.</p>
<p>A<span class="TextRun SCXW154775519 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW154775519 BCX0"> decisão foi tomada pela Primeira Turma da Corte</span></span>, nesta terça-feira (22), após o julgamento que analisava o chamado “núcleo 2” da trama. Eles são <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/4/22/veja-quem-sao-os-6-julgados-do-nucleo-2-por-golpe-de-estado-e-o-que-pesa-contra-cada-um-deles" target="_blank" rel="noopener">apontados como responsáveis</a></span> por coordenar e dar suporte ao planejamento do suposto plano golpista.</p>
<p dir="ltr">Os ministros seguiram o voto do relator, Alexandre de Moraes: Flávio Dino, Carmén Lúcia, Luiz Fux e o presidente da turma, Cristiano Zanin.</p>
<p dir="ltr">Nessa fase processual, o colegiado apenas verificou se a denúncia atende aos requisitos legais, com a demonstração de fatos enquadrados como crimes e de indícios de que os denunciados foram os autores desses delitos. Ou seja, a Primeira Turma avaliou se a acusação trazia elementos suficientes para a abertura de uma ação penal.</p>
<p>Com o resultado, <a href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/4/22/veja-quem-sao-os-6-julgados-do-nucleo-2-por-golpe-de-estado-e-o-que-pesa-contra-cada-um-deles" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #ff0000;">os seis investigados</span></a> &#8211; entre eles o ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques e o ex-assessor Filipe Martins &#8211; se tornam formalmente réus e passarão a responder a processo criminal. <strong><span style="color: #ff0000;">São eles:</span></strong></p>
<ul>
<li dir="ltr" role="presentation"><span style="color: #ff0000;"><strong>Fernando de Sousa Oliveira,</strong></span> delegado da Polícia Federal (PF)</li>
<li dir="ltr" role="presentation"><span style="color: #ff0000;"><strong>Filipe Garcia Martins Pereira,</strong></span> ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República</li>
<li dir="ltr" role="presentation"><strong><span style="color: #ff0000;">Marcelo Costa Câmara,</span> </strong>coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República</li>
<li dir="ltr" role="presentation"><span style="color: #ff0000;"><strong>Marília Ferreira de Alencar,</strong></span> delegada da Polícia Federal (PF)</li>
<li dir="ltr" role="presentation"><span style="color: #ff0000;"><strong>Mário Fernandes,</strong></span> general da reserva do Exército</li>
<li dir="ltr" role="presentation"><span style="color: #ff0000;"><strong>Silvinei Vasques,</strong></span> ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF)</li>
</ul>
<p>Agora, o processo segue para a fase de instrução, que inclui coleta de provas, depoimentos e análise de documentos. Ao fim dessa etapa, os ministros do STF decidirão se absolvem ou condenam os réus – e, em caso de condenação, qual pena será aplicada.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Como foi a votação</span></strong></p>
<p dir="ltr">Ao encaminhar seu voto, Moraes rejeitou os argumentos das defesas dos denunciados e afirmou que a denúncia descreve os fatos de forma satisfatória, apresentando, individualmente, os motivos que levaram a Procuradoria-Geral da República a acusar esse núcleo, assim como as razões do crime. “Todos os elementos necessários para que as defesas possam se defender”, destacou.</p>
<p dir="ltr"><strong><span style="color: #ff0000;">Supremo também rejeitou pedidos de nulidade do processo</span></strong></p>
<p>Antes de apresentar o <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/4/22/moraes-le-relatorio-e-pede-abertura-da-acao-penal-contra-aliados-de-bolsonaro-por-tentativa-de-golpe" target="_blank" rel="noopener">voto contra o núcleo 2</a></span>, Moraes e os demais integrantes da Primeira Turma votaram contra a suspeição de três ministros (Moraes, Dino e Zanin) e do PGR, Paulo Gonet.</p>
<p>“Nós já afastamos qualquer impedimento de suspeição, ausência de parcialidade para que se possa julgar todos os fatos relacionados à PET 12.100”, ressaltou Moraes. A posição dele foi seguida por todos os outros ministros do colegiado.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Os acusados do núcleo 2</span></strong></p>
<p>Os, agora, réus fazem parte do segundo núcleo de envolvidos na tentativa de golpe de Estado. Outras 29 pessoas também foram acusadas pela PGR, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e estão distribuídas em outros quatro núcleos de atuação.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Nesta terça-feira, tornaram-se réus: </strong></span></p>
<ul>
<li dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal (PF)</strong></span></li>
</ul>
<p dir="ltr">Na época, era diretor de Operações do Ministério da Justiça. Segundo a PGR, teria coordenado, em conjunto com outros denunciados, ações para dificultar o voto de eleitores de Lula, especialmente no Nordeste, utilizando a estrutura da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Uma das ações teria sido o bloqueio de rodovias.</p>
<ul>
<li dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República</strong></span></li>
</ul>
<p dir="ltr">Segundo a denúncia assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, o ex-assessor teria redigido uma minuta do decreto golpista e apresentado o texto a Jair Bolsonaro. O então presidente teria sugerido alterações para obter respaldo das Forças Armadas para consumar o plano.</p>
<ul>
<li dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Marcelo Câmara, coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República</strong></span></li>
</ul>
<p dir="ltr">Foi denunciado por supostamente integrar o núcleo de planejamento do golpe de Estado, tendo participado de reuniões sobre a minuta. Teria ainda monitorado o ministro Alexandre de Moraes. Chegou a ser preso preventivamente durante a operação Tempus Veritatis em fevereiro de 2024, mas foi solto em maio.</p>
<ul>
<li dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal (PF)</strong></span></li>
</ul>
<p dir="ltr">Única mulher entre os denunciados, é acusada por Gonet de coordenar ações para dificultar o voto de eleitores de Lula no segundo turno das eleições de 2022. Como diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, teria solicitado mapas de municípios onde o petista teve maior votação para direcionar operações da PRF.</p>
<ul>
<li dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Mário Fernandes, general da reserva do Exército</strong></span></li>
</ul>
<p dir="ltr">A PGR aponta o militar como um dos principais incentivadores da tentativa de golpe de Estado. Cita que ele teria coordenado ações de monitoramento e planejado o assassinato de autoridades, incluindo Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes. Está preso desde novembro de 2024.</p>
<ul>
<li dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF)</strong></span></li>
</ul>
<p dir="ltr">É acusado de utilizar a estrutura da PRF para interferir no resultado das eleições de 2022, especialmente no segundo turno. Entre as ações, estavam a realização de blitzes em regiões onde Lula tinha maior apoio, contrariando ordens do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Chegou a ser preso em agosto de 2023, mas foi liberado posteriormente por Moraes.</p>
<p dir="ltr"><strong><span style="color: #ff0000;">Crimes listados pela PGR</span></strong></p>
<p>A denúncia, <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/governo/2025/2/18/veja-crimes-apontados-pela-pgr-para-denunciar-bolsonaro" target="_blank" rel="noopener">assinada pelo procurador Paulo Gonet</a></span>, foi embasada no indiciamento feito pela PF em novembro do ano passado. A investigação teve como base a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.</p>
<p>Além disso, por meio de operações policiais, os agentes recolheram outros materiais que, segundo a denúncia, comprovam a veracidade do esquema. Entre os itens, estão manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagens. A partir da análise desse material,<a href="https://www.otempo.com.br/politica/governo/2025/2/18/veja-crimes-apontados-pela-pgr-para-denunciar-bolsonaro" target="_blank" rel="noopener"> <span style="color: #ff0000;">a PGR atribuiu cinco crimes aos envolvidos</span></a>. <strong><span style="color: #ff0000;">São eles:</span></strong></p>
<ul>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Organização criminosa armada:</strong></span> crime com pena prevista de 3 a 8 anos de prisão. Na denúncia, a PGR cita um agravante que pode aumentar a sentença para até 17 anos e quatro meses;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito:</strong></span> pena prevista de 4 a 8 anos de prisão;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Golpe de Estado:</strong> </span>pena prevista no Código Penal de 4 a 12 anos de prisão;</li>
<li><strong><span style="color: #ff0000;">Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima:</span> </strong>pena prevista de 6 meses a 3 anos de prisão;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Deterioração de patrimônio tombado:</strong></span> pena prevista de 1 a 3 anos de prisão.</li>
</ul>
<p>Caso a acusação seja aceita e resulte em condenação, as penas somadas podem chegar a 43 anos e quatro meses de prisão por conta de agravantes. Mas, segundo o Código Penal, uma pessoa não pode ficar privada de liberdade por mais de 40 anos. Quando uma condenação superar esse limite, as penas devem ser unificadas.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">As defesas</span></strong></p>
<p>Cada advogado dos acusados, identificados como integrantes do chamado “núcleo 2”, teve 15 minutos para apresentar a defesa ao colegiado. Durante a sustentação oral, os <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/4/22/stf-julga-nucleo-2-por-tentativa-de-golpe-de-estado-veja-o-que-disseram-as-defesas" target="_blank" rel="noopener">defensores reclamaram da falta de acesso à integralidade das provas utilizadas pela PGR e pela PF</a></span> na elaboração da denúncia e do inquérito, respectivamente.</p>
<p>Contestaram ainda a delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. A maioria dos defensores <a href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/4/22/veja-quem-sao-os-6-julgados-do-nucleo-2-por-golpe-de-estado-e-o-que-pesa-contra-cada-um-deles" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #ff0000;">reforçou que os clientes não participaram de uma organização criminosa</span> </a>para evitar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumisse a Presidência da República em janeiro de 2023. Admitiu ainda a gravidade dos atos de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram depredadas.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Segundo grupo denunciado</span></strong></p>
<p>Este é o segundo grupo julgado pela Primeira Turma do Supremo no contexto da suposta trama golpista. Em março, o STF já havia aceitado, por unanimidade, a denúncia contra Jair Bolsonaro e outros sete aliados que formariam o “núcleo central” da articulação &#8211; <span style="color: #ff0000;"><strong>veja mais abaixo</strong>.</span></p>
<p>A nova leva de réus incluiu personagens que, segundo as investigações, atuaram nos bastidores da tentativa de golpe, ocupando cargos estratégicos em áreas como segurança pública, inteligência e assessoramento direto à Presidência.</p>
<p dir="ltr">Ao todo, <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/governo/2025/2/18/pgr-denuncia-34-pessoas-por-tentativa-de-golpe-para-impedir-a-posse-de-lula">34 pessoas foram denunciadas</a></span> pela PGR, em fevereiro deste ano, pelos cinco crimes. Paulo Gonet <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/26/stf-marca-julgamento-de-mais-um-nucleo-do-inquerito-do-golpe-veja-quem-faz-parte-de-cada-grupo">dividiu os denunciados em cinco núcleos de atuação</a></span>. O fatiamento foi feito para facilitar o julgamento no Supremo, permitindo a análise separada dos diferentes grupos conforme sua atuação no suposto plano golpista.</p>
<p dir="ltr"><strong><span style="color: #ff0000;">STF aceitou denúncia contra núcleo crucial em março</span></strong></p>
<p>Em 26 de março, a <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/26/bolsonaro-reage-a-julgamento-do-stf-que-decidiu-torna-lo-reu-por-golpe-de-estado-e-outros-4-crimes">Primeira Turma do STF aceitou a denúncia</a></span> do procurador Paulo Gonet contra o núcleo 1 da trama golpista — ou núcleo crucial, como são tratados os membros. O recebimento dessa denúncia atinge o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados dele:</p>
<ul>
<li><strong><span style="color: #ff0000;">Alexandre Ramagem:</span> </strong>deputado eleito pelo PL do Rio de Janeiro e diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro.</li>
<li><strong><span style="color: #ff0000;">Almir Garnier:</span> </strong>comandante da Marinha também durante o governo Bolsonaro. Foi o único comandante das Forças Armadas a aceitar o plano.</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Anderson Torres:</strong></span> ministro da Justiça de Jair Bolsonaro; na época dos atos de 8 de janeiro, era secretário de Segurança do Distrito Federal, governado por Ibaneis Rocha (MDB).</li>
<li><strong><span style="color: #ff0000;">Augusto Heleno:</span> </strong>general da reserva do Exército, assumiu o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Jair Bolsonaro; é um dos aliados mais fiéis do ex-presidente da República. Com 77 anos, pode ser beneficiado pela lei brasileira se condenado pelos crimes que é acusado.</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Mauro Cid:</strong></span> é a peça-central da investigação da PF que culminou na denúncia da PGR; ele é tenente-coronel do Exército e atuou como ajudante de ordens de Jair Bolsonaro durante seus quatro anos na Presidência da República. Cid assinou um acordo de colaboração premiada.</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira: </strong></span>general do Exército Brasileiro, atuou como ministro da Defesa de Jair Bolsonaro entre abril e dezembro de 2022; antes, entre abril de 2021 e março de 2022, foi comandante do Exército.</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Walter Braga Netto: </strong></span>foi<span style="color: #ff0000;"> <a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/4/16/defesa-de-braga-netto-questiona-denuncia-por-tentativa-de-golpe-e-contesta-video-exibido-por-moraes">ministro de Bolsonaro na Defesa</a></span> e também na Casa Civil; aliado próximo do então presidente, concorreu como vice na chapa dele, na corrida pela reeleição em 2022.</li>
</ul>
<h2><span style="font-size: 12pt; color: #ff0000;">A denúncia</span></h2>
<p dir="ltr">A investigação iniciou após os atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas. No decorrer da apuração, a Polícia Federal identificou elementos que indicavam a existência de um plano articulado para um golpe de Estado. <strong><span style="color: #ff0000;">Entre eles estavam:</span></strong></p>
<p dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Plano para matar Lula, Alckmin e Moraes</strong></span></p>
<p dir="ltr">Investigações da PF mostram que Bolsonaro tinha conhecimento da operação chamada<span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2024/11/19/plano-de-matar-lula--alckmin-e-moraes-foi-impresso-no-palacio-do" target="_blank" rel="noopener"> “Punhal Verde e Amarelo”</a></span>, que previa o uso de explosivos e veneno para matar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, além do plano “Copa 2022”, que previa capturar Moraes.</p>
<p dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Descrédito das urnas</strong></span></p>
<p dir="ltr">A PF lista uma reunião realizada entre Bolsonaro e a cúpula do Executivo, em julho de 2022, na qual ele teria convocado os integrantes do governo a agirem antes das eleições para <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/governo/2025/2/15/bolsonaro-volta-a-atacar-as-urnas-eletronicas-o-tse-e-alexandre-de-moraes" target="_blank" rel="noopener">disseminarem fake news sobre as urnas</a></span>. O encontro aconteceu 13 dias após a reunião com os embaixadores, realizada com o mesmo objetivo.</p>
<p dir="ltr">A PF afirma que, no encontro, outros integrantes do governo, como o ministro da Justiça, Anderson Torres, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, do GSI, Augusto Heleno e o secretário-geral da Presidência em exercício, Mário Fernandes, propagaram mentiras sobre fraudes nas eleições.</p>
<p dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Questionamento da lisura do processo eleitoral</strong></span></p>
<p dir="ltr">O documento lista ainda a representação eleitoral apresentada pelo PL, após o segundo turno, com dados inconsistentes para questionar o resultado de mais de 200 mil urnas só no segundo turno. A PF aponta que o documento foi apresentado à Justiça Eleitoral com conhecimento de Bolsonaro e do presidente do partido, Valdemar Costa Neto.</p>
<p dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Carta dos oficiais</strong></span></p>
<p dir="ltr">Os agentes federais também citam que tiveram ações de pressão ao comandante do Exército, Freire Gomes, como a “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”. A investigação aponta que o documento teve a anuência do ex-presidente.</p>
<p dir="ltr"><span style="color: #ff0000;"><strong>Minuta de golpe</strong></span></p>
<p dir="ltr">Outro elemento central da investigação foi a elaboração do decreto conhecido como <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/minuta-de-golpe-de-estado-previa-prisao-de-moraes-gilmar-e-pacheco-diz-pf-1.3327012" target="_blank" rel="noopener">“minuta do golpe”</a></span>, que previa a ruptura institucional para impedir a posse de Lula. O documento havia sido impresso no Palácio do Planalto, sede do governo federal.</p>
<p dir="ltr">O arquivo, segundo os investigadores, determinava a decretação do Estado de Defesa no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a criação da Comissão de Regularidade Eleitoral para questionar a legalidade do processo eleitoral.</p>
<p dir="ltr">Conforme a PF, Bolsonaro convocou uma reunião em dezembro de 2022 com os comandantes das Forças Armadas para apresentar a minuta, buscando respaldo para um golpe de Estado. Os comandantes do Exército e da Aeronáutica rejeitaram a proposta, enquanto o da Marinha, Almir Garnier, demonstrou apoio.</p>
<p dir="ltr">
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>&#8216;Ditadura mata&#8217;, &#8216;conduta é tentar&#8217; e &#8216;nenhuma Bíblia&#8217;: os destaques dos votos dos ministros do STF</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/03/27/ditadura-mata-conduta-e-tentar-e-nenhuma-biblia-os-destaques-dos-votos-dos-ministros-do-stf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2025 10:59:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL]]></category>
		<category><![CDATA[TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO]]></category>
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					<description><![CDATA[Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, receber a denúncia da PGR e tornar réus Jair Bolsonaro e outros sete acusados por tentativa de golpe
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o julgamento, nesta quarta-feira (26), os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) destacaram a gravidade dos atos narrados na denúncia da Procuradoria-Geral República (PGR) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/24/stf-decide-tornar-bolsonaro-e-aliados-reus-por-tentativa-de-golpe-de-estado-veja-o-que-acontece">O colegiado decidiu receber a denúncia</a></span> e tornar réus Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados de integrarem o núcleo central da organização que atuava para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023.</p>
<p>Em seu voto, o relator, ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, descreveu os atos de 8 de janeiro de 2023 como uma &#8220;verdadeira guerra campal&#8221;. Já o ministro Flávio Dino declarou que &#8220;houve violência e que poderia ter produzido danos de enorme proporção&#8221;. Em tom firme, a ministra Cármen Lúcia defendeu a democracia.</p>
<p>Apesar da unanimidade nos votos para acolher a denúncia, ao longo do julgamento, o ministro Luiz Fux manifestou divergências em alguns pontos e adiantou que pode <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/26/fux-vai-revisar-pena-de-debora-que-pichou-perdeu-mane-com-batom-julgamos-no-calor-da-emocao">revisar a pena da mulher</a></span> que pichou “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, em frente à sede do STF. Ela foi condenada a 14 anos de prisão por seis crimes. &#8220;Debaixo da toga bate o coração de um homem”, declarou o magistrado.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Veja os destaques dos votos de cada ministro:</span></strong></p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Moraes: &#8216;Ninguém com a Bíblia na mão&#8217;</span></h3>
<p>Em seu voto, Moraes afirmou que vê materialidade e “indícios razoáveis” na acusação da PGR.  Durante sua fala, o ministro também procurou demonstrar a gravidade dos atos de 8 de janeiro e, para isso, <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/26/julgamento-no-stf-moraes-inicia-voto">apresentou vídeo</a> </span>que mostrava o vandalismo nas sedes dos Três Poderes, em Brasília, e <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/25/nao-eram-velhinhas-com-a-biblia-na-mao-diz-moraes-sobre-condenados-pelos-atos-de-8-de-janeiro">voltou a rebater críticas</a>:</span> &#8220;Nenhuma Bíblia é vista e nenhum batom é visto nesse momento”.</p>
<p>O magistrado disse que a denúncia narra que <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/22/moraes-vota-a-favor-de-tornar-bolsonaro-e-aliados-reus-por-tentativa-de-golpe-de-estad">Bolsonaro liderou e coordenou os integrantes do governo federal </a></span>para atuarem na construção de uma narrativa de desinformação. Para rebater todos os argumentos das defesas dos acusados, ele apresentou provas colhidas pela Polícia Federal (PF), como trocas de mensagens entre os acusados, vídeos e documentos.</p>
<p>Moraes citou a reunião com embaixadores em 2022 e com ministros em que são discutidas possibilidades diante da derrota nas urnas. Além disso, o relator disse que Bolsonaro buscou apoio de comandantes militares para a tentativa de golpe e, após a não adesão dos comandos do Exército e da Aeronáutica, o então presidente contatou o general Estevam Theóphilo, das Forças Especiais do Exército Brasileiro, os “kids pretos”.</p>
<p>No voto, Moraes também afirmou que Bolsonaro tinha “pleno conhecimento das ações da organização criminosa” e da chamada <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/26/moraes-diz-em-julgamento-no-stf-que-parecia-ser-normal-todos-darem-palpitinho-na-minuta-de-golpe">“minuta do golpe”</a>,</span> documento encontrado na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e no celular do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Dino: &#8216;A conduta é tentar&#8217;</span></h3>
<p>Ao ler seu voto, o <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/22/flavio-dino-segue-moraes-e-vota-para-tornar-bolsonaro-e-aliados-reus-por-tentativa-de-golpe-de-estad">ministro Flávio Dino concordou</a></span> com os argumentos apresentados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e destacou que, durante a sustentação oral das defesas, os advogados buscaram comprovar a inocência de seus clientes, mas não contestaram a existência de uma tentativa de elaboração de um plano de golpe de Estado.</p>
<p>&#8220;Algo que me chamou a atenção é que o eixo central das sustentações orais das defesas não foi tanto para descaracterizar a materialidade da denúncia, mas sim afastar autorias, afastar seus clientes do itinerário delituoso. O que corrobora obviamente com a densidade desse acervo probatório que foi bem delineado pela Procuradoria Geral da República e o relator&#8221;.</p>
<p>&#8220;Houve violência e poderia ter produzido danos de enorme proporção. A conduta é tentar e atentar por uma razão simples: se tivesse sido consumado o golpe de Estado, não haveria juiz para julgar&#8221;, afirmou o ministro.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Fux: &#8216;Debaixo da toga, bate o coração de um homem&#8217;</span></h3>
<p>O ministro Luiz Fux, por sua vez, <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/26/fux-vai-revisar-pena-de-debora-que-pichou-perdeu-mane-com-batom-julgamos-no-calor-da-emocao">abriu alguns pontos de divergência</a>.</span> Apesar de votar pelo recebimento da denúncia, ele disse que vai propor uma revisão da dosimetria de penas de condenados pelo 8 de Janeiro. Fux criticou a condenação a 14 anos de prisão da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que pichou &#8216;Perdeu, mané&#8217;, com batom, na estátua A Justiça.</p>
<p>Fux é o autor do pedido de vista que, nesta semana, paralisou o julgamento de Débora em plenário virtual, retardando a condenação e a aplicação da pena.</p>
<p>“Se a dosimetria é inaugurada pelo legislador, a fixação da pena é do magistrado. E ele o faz à luz da sua sensibilidade, do sentimento, em relação a cada caso concreto”, disse.</p>
<p>“Debaixo da toga, bate o coração de um homem”, acrescentou.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Cármen Lúcia: &#8216;Ditadura mata&#8217;</span></h3>
<p>A ministra<span style="color: #ff0000;"> <a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/23/julgamento-no-stf-carmen-lucia-vota-para-tornar-bolsonaro-e-aliados-em-reus-por-golpe-de-estado">Cármen Lúcia</a></span> foi a quarta a votar de forma favorável pela abertura de ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. Ela destacou que os fatos narrados não são ilações e fez um voto contundente em defesa da democracia.</p>
<p>“Ditadura mata. Ditadura vive da morte — não apenas da sociedade, da democracia —, mas de seres humanos de carne e osso”, afirmou a ministra.</p>
<p>Em sua fala, Cármen Lúcia destacou que a Justiça precisa estar atenta para impedir que retrocessos democráticos se consolidem e reforçou que o Estado democrático de direito é uma conquista que exige vigilância constante.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">Zanin: &#8216;Não adianta dizer que não estava no 8 de Janeiro&#8217;</span></h3>
<p>Cristiano Zanin, como presidente da Primeira Turma, <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/23/zanin-vota-para-tornar-bolsonaro-e-aliados-reus-no-stf-por-tentativa-de-golpe-de-estado">foi o último a votar</a> </span>e afirmou que &#8220;não adianta dizer que a pessoa não estava no dia<strong> </strong>8 de Janeiro se ela participou de uma série de atos que culminaram&#8221; nos episódios de vandalismo. Ele rebateu a defesa de vários acusados, entre eles, Jair Bolsonaro, que alega que estava nos Estados Unidos no dia 8 de janeiro de 2023.</p>
<p>Zanin também defendeu as investigações que embasaram a denúncia apresentada pela PGR.</p>
<p>&#8220;Longe de ser uma denúncia amparada exclusivamente em uma delação premiada, o que se tem aqui são diversos documentos, vídeos, materiais que dão amparo aquilo que foi apresentado pela acusação&#8221;, declarou.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Julgamento no STF continua e ministros decidem hoje se Bolsonaro e aliados vão se tornar réus</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/03/26/julgamento-no-stf-continua-e-ministros-decidem-hoje-se-bolsonaro-e-aliados-vao-se-tornar-reus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 11:54:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO]]></category>
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					<description><![CDATA[A expectativa é de que a análise das denúncias apresentadas pela PGR seja encerrada nesta quarta-feira (26)
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Primeira Turma do <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/20/stf-vai-reforcar-seguranca-nos-dias-de-julgamento-das-denuncias-contra-bolsonaro-e-aliados" target="_blank" rel="noopener"><strong>Supremo Tribunal Federal (STF)</strong></a> </span>retoma, na manhã desta quarta-feira (26), a partir das 9h30, o julgamento da <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/2/18/pgr-denuncia-ex-presidente-jair-bolsonaro-por-tentativa-de-golpe-de-estado" target="_blank" rel="noopener"><strong>denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o chamado “núcleo crucial”</strong></a> </span>do suposto golpe de Estado no Brasil.</p>
<p>A trama, da qual o ex-presidente <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/governo/2025/2/18/pgr-denuncia-34-pessoas-por-tentativa-de-golpe-para-impedir-a-posse-de-lula" target="_blank" rel="noopener"><strong>Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas são denunciadas</strong></a> </span>pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem como foco nesta audiência oito indiciados pela Polícia Federal (PF). O grupo seria o responsável por &#8220;chefiar&#8221; o suposto plano.</p>
<p>Nessa terça-feira (24), a Primeira Turma realizou em duas sessões, pela manhã e à tarde, onde o procurador-geral da República, Paulo Gonet, leu a denúncia apresentada ao STF; o ministro Alexandre de Moraes leu o relatório, e os advogados dos oito denunciados fizeram as sustentações orais em plenário. Também foram julgadas as questões preliminares do processo.</p>
<p>A denúncia foi apresentada pela PGR ao STF em 18 de fevereiro e dividiu os investigados em cinco grupos de atuação. O fatiamento foi feito para facilitar o julgamento, permitindo a análise separada dos diferentes núcleos envolvidos. Fazem parte deste grupo <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/14/bolsonaro-critica-stf-por-marcar-julgamento-sobre-golpe-de-estado-em-marco-velocidade-da-luz" target="_blank" rel="noopener"><strong>Jair Bolsonaro</strong></a></span> e sete aliados que integraram, em parte ou no todo, o governo do ex-presidente:</p>
<ul>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Augusto Heleno</strong>,</span> ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Almir Garnier,</strong></span> almirante e ex-comandante da Marinha;</li>
<li><strong><span style="color: #ff0000;">Anderson Torres,</span> </strong>ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Alexandre Ramagem, </strong></span>deputado federal e presidente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na gestão Bolsonaro;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Mauro Cid,</strong> </span>ajudante de ordens de Jair Bolsonaro;</li>
<li><strong><span style="color: #ff0000;">Paulo Sérgio Nogueira,</span> </strong>ex-ministro da Defesa;</li>
<li><span style="color: #ff0000;"><strong>Walter Braga Netto, </strong></span>candidato à vice-presidência na chapa de Bolsonaro em 2022 e ex-ministro da Defesa e da Casa Civil durante o governo Bolsonaro.</li>
</ul>
<p>O grupo foi acusado de praticar cinco crimes. São eles: organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. A pena total máxima pode chegar a 43 anos e 4 meses de prisão.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Outros julgamentos</span></strong></p>
<p>Além do julgamento da audiência que deve se encerrar nesta manhã, o presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, marcou as datas dos julgamentos de outros dois núcleos.<span style="color: #ff0000;"> <a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/18/zanin-marca-julgamento-de-denuncia-do-nucleo-militar-sobre-tentativa-de-golpe-para-8-e-9-de-abril" target="_blank" rel="noopener"><strong>O julgamento do grupo de militares foi agendado para 8 e 9 de abril</strong></a>,</span> enquanto o do núcleo apontado como responsável por elaborar um suposto plano de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/19/zanin-marca-para-29-de-abril-o-julgamento-do-nucleo-que-teria-elaborado-o-plano-de-golpe-de-estado" target="_blank" rel="noopener"><strong>está marcado para 29 de abril</strong></a>.</span></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">A denúncia</span></strong></p>
<p>A investigação teve início após os atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas. No decorrer da apuração, a Polícia Federal identificou elementos que indicavam a existência de um plano articulado para um golpe de Estado. Entre eles estavam:</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Plano para matar Lula, Alckmin e Moraes</span></strong></p>
<p>Investigações da PF mostram que Bolsonaro tinha conhecimento da operação chamada <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2024/11/19/plano-de-matar-lula--alckmin-e-moraes-foi-impresso-no-palacio-do" target="_blank" rel="noopener"><strong>“Punhal Verde e Amarelo”</strong></a></span>, que previa o uso de explosivos e veneno para matar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, além do plano “Copa 2022”, que previa capturar Moraes.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Descrédito das urnas</span></strong></p>
<p>A PF lista uma reunião realizada entre Bolsonaro e a cúpula do Poder Executivo, em julho de 2022, na qual ele teria convocado os integrantes do governo a agirem antes das eleições para disseminarem<span style="color: #ff0000;"> </span><a href="https://www.otempo.com.br/politica/governo/2025/2/15/bolsonaro-volta-a-atacar-as-urnas-eletronicas-o-tse-e-alexandre-de-moraes" target="_blank" rel="noopener"><strong><span style="color: #ff0000;">fake news sobre a lisura das urnas</span></strong></a>. O encontro aconteceu 13 dias após a reunião com os embaixadores, realizada com o mesmo objetivo.</p>
<p>A PF afirma que, no encontro, outros integrantes do governo, como o ministro da Justiça, Anderson Torres, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, do GSI, Augusto Heleno e o secretário-geral da Presidência em exercício, Mário Fernandes, propagaram mentiras sobre fraudes nas eleições.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Questionamento da lisura do processo eleitoral</span></strong></p>
<p>O documento lista ainda a representação eleitoral apresentada pelo PL, após o segundo turno, com dados inconsistentes para questionar o resultado de mais de 200 mil urnas só no segundo turno. A PF aponta que o documento foi apresentado à Justiça Eleitoral com conhecimento de Bolsonaro e do presidente do partido, Valdemar Costa Neto.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Carta dos oficiais</span></strong></p>
<p>Os agentes federais também citam que tiveram ações de pressão ao comandante do Exército, Freire Gomes, como a “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”. A investigação aponta que o documento teve a anuência do ex-presidente.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Minuta de golpe</span></strong></p>
<p>Outro elemento central da investigação foi a elaboração do decreto conhecido como <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/minuta-de-golpe-de-estado-previa-prisao-de-moraes-gilmar-e-pacheco-diz-pf-1.3327012" target="_blank" rel="noopener"><strong>“minuta do golpe”</strong></a></span>, com apoio do núcleo jurídico, que previa a ruptura institucional para impedir a posse de Lula. O documento havia sido impresso no Palácio do Planalto, sede do governo federal.</p>
<p>O arquivo, segundo os investigadores, determinava a decretação do Estado de Defesa no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a criação da Comissão de Regularidade Eleitoral para questionar a legalidade do processo eleitoral.</p>
<p>De acordo com a PF, Bolsonaro convocou uma reunião em dezembro de 2022 com os comandantes das Forças Armadas para apresentar a minuta, buscando respaldo para um golpe de Estado. Os comandantes do Exército e da Aeronáutica rejeitaram a proposta, enquanto o da Marinha, Almir Garnier, demonstrou apoio.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Entenda o que pesa contra Bolsonaro e cada um dos 7 aliados que o STF começa a julgar hoje (25)</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2025/03/25/entenda-o-que-pesa-contra-bolsonaro-e-cada-um-dos-7-aliados-que-o-stf-comeca-a-julgar-hoje-25/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 13:04:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Golpe]]></category>
		<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
		<category><![CDATA[Crimes]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL]]></category>
		<category><![CDATA[TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatempo.com.br/?p=44960</guid>

					<description><![CDATA[Os cinco ministros da Primeira Turma vão avaliar as denúncias sobre tentativa de golpe de Estado apresentadas pela PGR ao STF em fevereiro deste ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/2/18/pgr-denuncia-ex-presidente-jair-bolsonaro-por-tentativa-de-golpe-de-estado" target="_blank" rel="noopener"><strong>As denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR)</strong></a> </span>contra o <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/14/bolsonaro-critica-stf-por-marcar-julgamento-sobre-golpe-de-estado-em-marco-velocidade-da-luz" target="_blank" rel="noopener"><strong>ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)</strong></a> </span>e sete aliados começam a ser julgadas nesta terça-feira (25) pela <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/21/stf-enfrenta-aumento-de-ameacas-as-vesperas-de-julgamento-de-bolsonaro" target="_blank" rel="noopener"><strong>Primeira Turma da Corte</strong></a>. </span></p>
<p>Nela, o grupo apontado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, como “núcleo crucial” no planejamento de um suposto golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022 é acusado de cinco crimes:</p>
<ul>
<li>Organização criminosa armada: com pena prevista de 3 a 8 anos de prisão. Na denúncia, PGR cita um agravante que pode aumentar a sentença até 17 anos e quatro meses;</li>
<li>Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: pena prevista de 4 a 8 anos de prisão;</li>
<li>Golpe de Estado: pena prevista no Código Penal de 4 a 12 anos de prisão;</li>
<li>Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima: pena prevista de 6 meses a 3 anos de prisão;</li>
<li>Deterioração de patrimônio tombado: pena prevista de 1 a 3 anos de prisão.</li>
</ul>
<p>Somadas, as penas podem chegar a 43 anos e quatro meses de prisão em razão de agravantes apontados pela PGR, caso a acusação seja aceita e resulte em condenação dos réus. De acordo com o Código Penal, no entanto, uma pessoa não pode ficar privada de liberdade por mais de 40 anos e quando uma condenação superar esse limite, as penalidades devem ser unificadas.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Os acusados</span></strong></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/21/stf-enfrenta-aumento-de-ameacas-as-vesperas-de-julgamento-de-bolsonaro" target="_blank" rel="noopener"><strong>Os ministros da Primeira Turma</strong></a>,</span> composta por Cristiano Zanin na presidência, Alexandre de Moraes na relatoria do caso, Cármen Lúcia, Luiz Fux, e Flávio Dino, julgarão as denúncias da PGR contra Bolsonaro e os seguintes aliados que integraram o governo do ex-presidente:</p>
<ul>
<li>Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro;</li>
<li>Almir Garnier, almirante e ex-comandante da Marinha;</li>
<li>Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;</li>
<li>Alexandre Ramagem, deputado federal e presidente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na gestão Bolsonaro;</li>
<li>Mauro Cid, ajudante de ordens de Jair Bolsonaro;</li>
<li>Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;</li>
<li>Walter Braga Netto, candidato à vice-presidência na chapa de Bolsonaro em 2022 e ex-ministro da Defesa e da Casa Civil durante o governo Bolsonaro.</li>
</ul>
<h2><span style="font-size: 12pt; color: #ff0000;">Ministros vão julgar apenas a denúncia apresentada pela PGR</span></h2>
<p>Neste julgamento, no entanto,<span style="color: #ff0000;"> <a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/2/18/o-que-acontece-apos-a-denuncia-da-pgr-contra-bolsonaro" target="_blank" rel="noopener"><strong>a Primeira Turma não analisa o mérito dos crimes</strong></a> </span>e, sim, se acata ou não a denúncia apresentada pela PGR sobre cada um dos acusados. Se for aceita, aí sim, Bolsonaro e os outros acusados se tornarão réus e passarão a responder a uma ação penal. Se os ministros rejeitarem a denúncia, o processo será arquivado.</p>
<p>Ambas as possibilidades exigem a maioria dos votos do colegiado. Em caso de abertura de ação penal, haverá diligências, como coleta de provas, perícia de documentos e depoimentos das partes envolvidas, tanto da defesa quanto da acusação.</p>
<p>Será nesse estágio do processo que a defesa também poderá pedir a nulidade de provas. Após a instrução, sem prazo definido, o STF decidirá, em julgamento, se condena ou absolve o ex-presidente e seus aliados pela suposta tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Câncer Bucal: Regional de Montes Claros apresenta em Brasília trabalho na atenção primária que agiliza o diagnóstico precoce</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/11/28/cancer-bucal-regional-de-montes-claros-apresenta-em-brasilia-trabalho-na-atencao-primaria-que-agiliza-o-diagnostico-precoce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 13:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Montes Claros]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer Bucal]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[Regional de Montes Claros]]></category>
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					<description><![CDATA[A ferramenta pioneira, criada em 2019 e disponibilizada para os 54 municípios que integram a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros, foi construída com o objetivo de viabilizar o acompanhamento longitudinal dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos dias 21 e 22 de novembro a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros marcou presença, no Ministério da Saúde, em Brasília, na realização da 1ª Mostra Comemorativa dos 20 anos da Política Nacional de Saúde Bucal Brasil Sorridente. Durante o evento, que reuniu profissionais de vários estados, a odontóloga Denise Maria Lúcio da Silveira, referência técnica da Coordenadoria de Redes de Atenção à Saúde da SRS, apresentou a Planilha de Alerta para a Coordenação do Cuidado ao Câncer Bucal na Atenção Primária à Saúde (APS).</p>
<p>A ferramenta pioneira, criada em 2019 e disponibilizada para os 54 municípios que integram a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros, foi construída com o objetivo de viabilizar o acompanhamento longitudinal dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a realização das condutas clínicas mais adequadas para o diagnóstico precoce e tratamento de câncer.</p>
<p>“Naquela época observamos o aumento de casos de câncer bucal diagnosticados em estágio avançado; a fragilidade no acompanhamento pelos serviços de atenção primária e a falta de comunicação entre os profissionais da rede. Para reverter a situação, identificamos a necessidade de implantação de uma ação articulada entre os serviços de saúde e daí surgiu na Superintendência Regional de Saúde a ideia de criarmos a Planilha de Alerta”, explica Denise Silveira. O trabalho envolveu a participação das referências técnicas Edilza Moreira Silva; Juliane Gomes Damasceno e Jacqueline Silva Santos.</p>
<p>A partir da implantação da Planilha de Alerta o número de casos novos diagnosticados de câncer de saúde bucal aumentou. Passou de três notificações em 2016 para 195 em 2019. Já o diagnóstico de casos avançados de câncer também aumentou. Saltou de dois em 2016 para 46 em 2019.</p>
<p>“A implantação da Planilha de Alerta além de sensibilizar os profissionais de saúde para a necessidade da busca ativa das pessoas em situação de risco para a doença, propicia a realização de exame clínico qualificado e, consequentemente, o diagnóstico precoce; o início do tratamento em até 60 dias e o fortalecimento de parcerias entre os profissionais da rede”, reforça Denise Silveira.</p>
<p>A experiência da SRS também evidencia que “a Planilha de Alerta potencializa a comunicação entre os profissionais das equipes de atenção primária à saúde, gerando informações para discussão de casos e o planejamento de ações. Como resultado da sua utilização frequente, a ferramenta melhora a comunicação entre os serviços de atenção primária com outros pontos de atenção da rede, para a celeridade e qualificação dos fluxos assistenciais, evitando que os usuários percam o vínculo com a atenção primária”, completa Denise Silveira.</p>
<p>Como resultado da implantação da Planilha de Alerta os profissionais da APS assumiram a adequação do meio bucal de usuários do SUS em tratamento oncológico e houve o aumento da realização de ações de mobilização da população com o repasse de orientações para prevenção e busca ativa do câncer de boca.</p>
<p>Outra iniciativa positiva foi a criação do Grupo de Trabalho de Fortalecimento Macrorregional da Rede de Atenção ao Câncer de Cavidade Oral e Lábio, com a participação de profissionais de cada ponto de atenção da rede. As reuniões são realizadas a cada semestre, com avaliação do cenário situacional e planejamento de ações, incluindo a educação continuada de profissionais de saúde. As iniciativas envolvem a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG); a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e o Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CRO-MG).</p>
<p>Denise Silveira conclui que “a seleção da experiência da SRS de Montes Claros para apresentação durante a 1ª Mostra Comemorativa dos 20 Anos da Política Nacional de Saúde Bucal Brasil Sorridente dá visibilidade estratégica a um trabalho pioneiro implementado no Norte de Minas e que desperta o interesse de profissionais para difusão para outras regiões do estado e do país.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">FOCO</span></strong></p>
<p>Além da Planilha de Alerta para a Coordenação do Cuidado ao Câncer Bucal na Atenção Primária, a 1ª Mostra do Programa Brasil Sorridente selecionou a apresentação de projetos desenvolvidos em outras regiões do país. O foco foi voltado para as seguintes áreas: Planejamento e Gestão em Saúde Bucal; Educação Permanente, Controle Social e Atividades Coletivas em Saúde Bucal no âmbito da Estratégia Saúde da Família; Odontologia Hospitalar; Saúde Bucal Digital e Experiência Ensino-Serviço-Comunidade para a qualificação do trabalho das Equipes de Saúde Bucal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O que se sabe sobre as explosões na Praça dos Três Poderes</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/11/14/o-que-se-sabe-sobre-as-explosoes-na-praca-dos-tres-poderes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 10:17:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[bombas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Wanderley Luiz]]></category>
		<category><![CDATA[judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Inácio Lula da Silva (PT)]]></category>
		<category><![CDATA[Praça dos Três Poderes]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[TCU]]></category>
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					<description><![CDATA[Dois fortes estrondos foram ouvidos logo após o fim da sessão no STF. Uma pessoa morreu no meio da praça
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Duas fortes explosões foram ouvidas na Praça dos Três Poderes, em Brasília, por volta das 19h30 desta quarta-feira (13). Elas ocorreram em volta do edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF), logo após o fim da sessão da Corte.</p>
<p>O estrondo forte foi ouvido no Palácio do Planalto e prédios próximos, como o Congresso Nacional, com muita fumaça. As forças de segurança do Distrito Federal tratam o caso como atentado. A Polícia Federal também investiga o episódio.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2024/11/13/explosoes-sao-registradas-nas-proximidades-do-stf--um-obito-foi-">Ao menos uma pessoa morreu</a>.</span> O corpo continuava no local até o fim da noite, porque havia o temor de outras bombas com ele. Também era feita varredura na praça e em volta dos prédios próximos por<span style="color: #ff0000;"> <a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2024/11/13/pm-confirma-a-possibilidade-de-mais-explosivos-ao-redor-do-stf-e">suspeita de haver mais artefatos</a>.</span></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">O que se sabe sobre a pessoa morta?</span></strong></p>
<p>Seria autor do atentado. Teria morrido de propósito, em um suicídio, ou por acidente, ao tentar lançar uma das bombas contra a Estátua da Justiça, em frente a principal entrada do STF. Ele <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/congresso/2024/11/13/homem-que-morreu-apos-explosao-na-praca-dos-tres-poderes-circulo">circulou no Anexo IV da Câmara dos Deputados</a> </span>pela manhã. <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2024/11/13/gdf-afirma-que-homem-tentou-entrar-no-stf--mas-nao-conseguiu">Também tentou entrar no STF, pouco antes das explosões</a>.</span></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Onde ocorreram as explosões?</span></strong></p>
<p>As explosões ocorreram com pouco mais de um minuto de intervalo. A primeira envolveu um carro na via em frente ao anexo IV da Câmara, ao  lado do STF. A outra ocorreu no meio da Praça dos Três Poderes, onde fica o STF, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">O que se sabe sobre o carro explodido?</span></strong></p>
<p>O veículo modelo Kia Shuma é do município de Rio do Sul (SC). Está registrado no nome de <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2024/11/13/explosoes-em-brasilia--carro-esta-em-nome-de-morador-de-sc-que-f">Francisco Wanderley Luiz</a></span>, mas não se sabe, até o momento, se é ele a vítima da explosão. Em depoimento à Polícia Civil, testemunhas disseram que sim, era a mesma pessoa.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Quem é o homem dono do carro?</span></strong></p>
<p>Francisco tem 59 anos, é chaveiro. Ele foi candidato a vereador em Rio do Sul pelo PL em 2020, com o nome de urna Tio França. Em suas contas nas redes sociais, ele sugeriu, nesta quarta, pouco antes das explosões na Praça dos Três Poderes, um atentado a bomba em Brasília.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Onde estavam os ministros do STF?</span></strong></p>
<p>Após as explosões,<a href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2024/11/13/explosoes-no-stf--ordem-foi-retirada-imediata-de-ministros-e-eva"> <span style="color: #ff0000;">os ministros do Supremo foram retirados em segurança do prédio</span></a>, que foi evacuado. “Ao final da sessão do STF desta quarta-feira (13), dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança”, diz nota do tribunal. “Os servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela”, completa.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Houve testemunhas?</span></strong></p>
<p>Sim. No momento, muita gente deixava o trabalho. Uma delas, Layana Costa, <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2024/11/13/explosao-em-brasilia--funcionaria-do-tcu-viu-homem-com-bombas-em">funcionária do Tribunal de Contas da União (TCU)</a></span>, disse que houve uma primeira explosão e a segurança do STF tentou abordar um homem que estava no local com uma sacola. Em seguida, uma segunda explosão acabou afastando a segurança e uma pessoa foi atingida. Ainda não há informações precisas se a vítima seria o mesmo homem que carregava uma sacola no local.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Onde estava Lula?</span></strong></p>
<p>O  presidente <a href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2024/11/13/apos-explosoes-em-brasilia--lula-se-reune-com-ministros-e-com-di"><span style="color: #ff0000;">Luiz Inácio Lula da Silva (PT)</span> </a>não estava no Palácio do Planalto, sede do governo federal, no momento das explosões. O palácio reforçou a segurança após as explosões. Após cerca de uma hora dos estrondos, a sessão da Câmara dos Deputados foi interrompida. Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiu manter a sessão na noite desta quarta.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Segurança é reforçada em Palácios e Esplanada após explosões</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2024/11/14/seguranca-e-reforcada-em-palacios-e-esplanada-apos-explosoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 10:07:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
		<category><![CDATA[Explosões em Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Palácios e Esplanada]]></category>
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					<description><![CDATA[Áreas dos ataques foram isoladas com uma equipe especializada
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, disse na noite desta quarta (13) que, <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-11/explosoes-sao-ouvidas-perto-do-stf-predio-e-evacuado">após as explosões</a> </span>na Praça dos Três Poderes, todas as áreas dos poderes públicos em Brasília, incluindo Esplanada dos Ministérios, foram reforçadas. “Nós reforçamos toda a segurança do Palácio do Planalto, do Alvorada, da residência oficial e também [as áreas dos] poderes”, disse. <img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1619479&amp;o=node" /></p>
<p>Ela afirmou que as áreas dos ataques foram isoladas com uma equipe especializada. “Nós temos um esquadrão antibombas que treina o Brasil inteiro. A Polícia Civil está cuidando da parte de inteligência, levantando dados, descobrindo se tem mais alguma ramificação ou alguma (nova) situação também”.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Perímetro grande</span></strong></p>
<p>O secretário executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, também presente na coletiva, garantiu que imediatamente quando ocorreu o caso, a polícia chegou imediatamente. Nos ataques terroristas de 8 de janeiro do ano passado, a polícia local foi criticada pela demora na resposta aos crimes. “A gente pode assegurar que a Polícia Militar atuou imediatamente. Nós temos uma segurança de perímetro muito grande na área da Esplanada”.</p>
<p>A comandante da Polícia Militar do DF, coronel Ana Paula Barros, recordou que a primeira preocupação foi identificar se haveria vítimas nas áreas das explosões. A governadora reforçou que um inquérito da Polícia Civil ocorre paralelamente ao da Polícia Federal. As investigações serão encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Celina Leão disse que o DF tem a melhor segurança pública do Brasil. “O que a gente precisa de entender é que atos como esse, praticados por lobos solitários, acontecem nos lugares mais protegidos do mundo”.</p>
<p><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1619479&amp;o=node" /></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Justiça recebeu 107 mil e-mails com denúncias sobre os atos golpistas</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2023/02/07/justica-recebeu-107-mil-e-mails-com-denuncias-sobre-os-atos-golpistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2023 17:08:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco 1]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatempo.com.br/?p=16473</guid>

					<description><![CDATA[Dos 107 mil e-mails recebidos, 102 mil já foram analisados, no conteúdo dessas denúncias, 50 mil pessoas físicas foram citadas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/128233899_gettyimages-1246090660-1.jpg" alt="" class="wp-image-16474" srcset="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/128233899_gettyimages-1246090660-1.jpg 1024w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/128233899_gettyimages-1246090660-1-768x432.jpg 768w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/02/128233899_gettyimages-1246090660-1-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption><strong>Foto:</strong> Divulgação</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 107 mil emails contendo denúncias relacionadas aos atos antidemocráticos ocorridos no dia 8 de janeiro, em Brasília, foram recebidos pelo Ministério da Justiça.&nbsp;<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1508664&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1508664&amp;o=node"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o balanço, as mensagens foram enviadas por mais de 27 mil pessoas e continham cerca de 121 mil arquivos anexados e 62 mil links.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos 107 mil e-mails recebidos, 102 mil já foram analisados, no conteúdo dessas denúncias, 50 mil pessoas físicas foram citadas, além de cerca de 14 mil organizações que supostamente financiaram ou participaram efetivamente dos atos terroristas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram citados também, cerca de 7 mil mensagens com denúncias contra deputados, governadores, vereadores e prefeitos que convocaram pessoas para participarem dos atos contra as sedes dos três poderes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O e-mail para o envio de denúncia e informações sobre o os atos antidemocráticos é: denuncia@mj.gov.br</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a próxima fase do trabalho será a de identificar as denúncias mais relevantes, abrir anexos para identificar provas, organizar perfis denunciados para bloqueios, identificação de CPFs, telefones, Pix, endereços e transcrever conteúdos de áudio e vídeo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>É PRECISO DEIXAR OS TERRORISTAS DE BRASÍLIA INELEGÍVEIS</title>
		<link>https://revistatempo.com.br/2023/01/11/e-preciso-deixar-os-terroristas-de-brasilia-inelegiveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista Tempo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2023 21:58:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco 1]]></category>
		<category><![CDATA[Brasilia]]></category>
		<category><![CDATA[congresso]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[Politica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatempo.com.br/?p=15910</guid>

					<description><![CDATA[Boa parte dos ditos “patriotas” que estavam em Brasília buscavam holofotes para projetar suas carreiras políticas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-11-at-18.44.48.jpeg" alt="" class="wp-image-15911" srcset="https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-11-at-18.44.48.jpeg 1024w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-11-at-18.44.48-768x432.jpeg 768w, https://revistatempo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-11-at-18.44.48-300x169.jpeg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption><strong>Foto:</strong> Divulgação</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por: Pecê Almeida</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Prisão, caso seja o encaminhamento do devido processo legal, e multa para reparar os estragos são fundamentais para cada um dos terroristas que vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal nesse domingo (8) em Brasília. Porém, mais importante que tudo é deixar todos os golpistas que lá estiveram, bem como os financiadores e mentores intelectuais do maior ataque que a democracia brasileira sofreu desde o fim da ditadura militar, inelegíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Boa parte dos ditos “patriotas” que estavam em Brasília buscavam holofotes para projetar suas carreiras políticas. Basta observarmos a quantidade de candidatos derrotados a deputado nas últimas eleições que participaram da barbárie. Muitos deles têm intenção de se candidatar a vereador no próximo pleito ou mesmo a prefeito ou vice em caso de cidades menores. Mas é preciso que eles sejam banidos da política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As instâncias legais precisam acelerar o processo de inelegibilidade desses terroristas, em regime de exceção. Gente assim não pode ter o direito de votar, muito menos o de ser votado. São nocivos à boa política. Quando não estão quebrando tudo em prédios públicos, estão espalhando todo tipo de fake news, defendendo ditadura ou acreditando em cloroquina para Covid, desacreditando vacinas, falando que a terra é plana. Gente perigosa, que desinforma, deseduca e provoca o caos em ambientes que precisam de seriedade, moderação e pelo menos um pouquinho de fosfato.</p>
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