Todos os anos, o grupo estatal chinês de mídia, o China Media Group, organiza um evento de gala na primavera. O evento é um marco comemorativo do Ano Novo Chinês e esta edição chamou a atenção com uma dúzia de robôs humanoides posando como lutadores marciais.

O evento em 2025 mostrou inúmeros movimentos dos robôs, mas este ano a evolução nas performances foi considerada impressionante
Em cima de blocos que simbolizam montanhas, lutadores de artes marciais posavam em estilos similares aos do kung-fu. No chão abaixo deles, 12 robôs seguiam os passos da ‘dança marcial’.
Quatro startups emergentes de robôs humanoides – Unitree Robotics, Galbot, Noetix e MagicLab – demonstraram seus produtos na gala, evento televisionado e referência para a China comparável ao Super Bowl para os Estados Unidos.
Os esquetes do programa destacaram robôs humanoides, incluindo uma longa demonstração de artes marciais em que mais de uma dúzia de humanoides da Unitree realizaram sequências de luta sofisticadas, brandindo espadas, bastões e nunchucks – arma tradicional de artes marciais do Leste Asiático – bem próximos a crianças que atuavam no programa.
As sequências de luta incluíram uma tecnicamente ambiciosa, que imitava os movimentos vacilantes e as quedas para trás do estilo de artes marciais chinês (“boxe bêbado”), mostrando inovações na coordenação de múltiplos robôs e na recuperação de falhas – onde um robô pode se levantar após cair.

Com o auxílio da Inteligência Artificial, os robôs tiveram todo o seu gestual aperfeiçoado, como na montagem de peças complexas numa fábrica
A abertura do programa também apresentou com destaque o chatbot de inteligência artificial (IA) Doubao, da Alibaba, enquanto quatro robôs humanoides Noetix aparecem ao lado de atores humanos em uma esquete cômica e os robôs MagicLab realizaram dança sincronizada com artistas humanos durante a música “We Are Made in China”.

“As pessoas fora da China subestimam o país, mas a China é um adversário de outro nível”, disse Elon Musk
A China foi responsável por 90% dos cerca de 13 mil robôs humanoides vendidos globalmente no ano passado, muito à frente de rivais dos EUA, incluindo a Optimus da Tesla, de acordo com a empresa de pesquisa Omdia. “As pessoas fora da China subestimam o país, mas a China é um adversário de outro nível”, disse Elon Musk no mês passado.
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